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Ídolo do São Paulo, Ceni enfim faz final contra Palmeiras

MARCOS GUEDES
·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Da estreia como jogador profissional do São Paulo, em 1993, até a aposentadoria, em 2015, Rogério Ceni atuou em 14 finais. Como treinador, são quatro decisões, todas à frente do Fortaleza. Nenhum desses 18 jogos pelo título foi disputado contra o Palmeiras. Hoje técnico do Flamengo, o paranaense de 48 anos vai finalmente encarar em um duelo pela taça aquele que foi um de seus principais rivais nos tempos de goleiro. O confronto dará a Ceni uma oportunidade que acabou nunca se concretizando em mais de duas décadas no São Paulo. Houve embates marcantes, mas as finais foram contra outros adversários. O mais recorrente foi o Corinthians, enfrentado cinco vezes. Rogério se deu bem no Campeonato de Paulista de 1998, com enorme ajuda de Raí, contratado e inscrito às vésperas das partidas decisivas. Nos demais encontros, porém, quem levou a melhor foram os alvinegros. Diante de seu outro tradicional adversário regional, o goleiro teve apenas uma decisão e fez muito mais do que trabalhar na pequena área. Ele marcou um gol de falta no empate por 2 a 2 com o Santos que definiu o campeão paulista de 2000, após vitória tricolor por 1 a 0 no jogo de ida. Cinco vezes campeão em torneios que não tiveram decisão (Mato-Grossense 1990, Paulista 2005, Brasileiros 2006, 2007 e 2008), Rogério viveu suas finais mais marcantes em 2005. Foi campeão da Libertadores contra o Athletico e do Mundial diante do Liverpool. Ele ainda colecionou títulos obtidos em triunfos sobre Peñarol (Copa Conmebol 1994) e Tigre (Copa Sul-Americana 2012). E perdeu taças para Botafogo (Rio-São Paulo 1998), Cruzeiro (Copa do Brasil 2000), Internacional (Libertadores 2006) e Boca Juniors (Recopa Sul-Americana 2006). Como treinador, Ceni tem mais vitórias do que derrotas. Superado pelo Ceará no Cearense de 2018, deu o troco levando o Fortaleza ao título estadual diante dos alvinegros em 2019 e 2020. Em 2019, celebrou a conquista da Copa do Nordeste derrubando o Botafogo-PB. Contratado pelo Flamengo por causa do sucesso no Fortaleza, o ex-goleiro conquistou o Brasileiro de 2020, disputado em pontos corridos. Credenciou-se, assim, a disputar a Supercopa do Brasil. Enfim, quase 28 anos após a estreia no profissional do São Paulo, Rogério Ceni terá sua primeira final contra o Palmeiras. Um adversário com o qual já teve batalhas importantes. Em 1998, além de fazer boas defesas durante o jogo, foi bem na disputa de pênaltis que levou o time do Morumbi à final do Rio-São Paulo. Em 2005 e 2006, em mata-matas de Libertadores, cumpriu com louvor o seu papel para derrubar a formação alviverde. Houve também derrotas duras. No caminho para o título paulista de 2008, o Palmeiras goleou o São Paulo na fase de classificação, com a emblemática comemoração de Valdivia ironizando o "chororô" do adversário, e triunfou também nas semifinais. Muitos outros duelos foram disputados, cercados de rivalidade. A querela com Valdivia foi estendida por anos. Já com o goleiro Marcos, de quem foi reserva na Copa do Mundo de 2002, a relação foi construída com cordialidade apesar dos recorrentes confrontos em campo. A história de Ceni é rica, e não faltam nela episódios envolvendo o Palmeiras. Mas faltava uma final. Ela ocorrerá neste domingo.