Mercado fechará em 3 h 41 min
  • BOVESPA

    130.675,70
    +1.234,67 (+0,95%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.220,60
    -65,86 (-0,13%)
     
  • PETROLEO CRU

    71,47
    +0,56 (+0,79%)
     
  • OURO

    1.866,00
    -13,60 (-0,72%)
     
  • BTC-USD

    40.539,61
    +3.773,52 (+10,26%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.013,22
    +44,37 (+4,58%)
     
  • S&P500

    4.238,62
    -8,82 (-0,21%)
     
  • DOW JONES

    34.267,83
    -211,77 (-0,61%)
     
  • FTSE

    7.146,68
    +12,62 (+0,18%)
     
  • HANG SENG

    28.842,13
    +103,23 (+0,36%)
     
  • NIKKEI

    29.161,80
    +213,07 (+0,74%)
     
  • NASDAQ

    14.054,50
    +60,25 (+0,43%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1358
    -0,0568 (-0,92%)
     

É rinite, gripe ou COVID-19? Saiba diferenciar

·5 minuto de leitura

Chegamos à época de frio, em que algumas doenças dão as caras com mais frequência, como a gripe ou a rinite. Mas em um momento tomado pela COVID-19, entender as diferenças entre essas doenças pode ser de grande importância.

Semelhanças e diferenças

Para entender as semelhanças e as diferenças entre cada uma delas, o Canaltech conversou com Ana Elisa Almeida, professora de infectologia da Jaleko, uma plataforma para estudantes de medicina. Essas três doenças (rinite, gripe e COVID-19) se assemelham porque acometem o trato respiratório, causando sintomas similares, como coriza e obstrução nasal. Em alguns casos, como na gripe e na COVID-19 (mas não na rinite), a febre é comum.

A rinite é a inflamação da mucosa de revestimento do nariz, caracterizada por alguns dos sintomas nasais: obstrução nasal, coriza, espirros, coceira nasal e hiposmia (perda parcial do olfato). Geralmente, segundo a especialista, os sintomas ocorrem durante dois ou mais dias consecutivos, por mais de uma hora na maioria dos dias.

Enquanto isso, o Ministério da Saúde descreve a gripe como uma infecção aguda do sistema respiratório, provocado pelo vírus da influenza, com grande potencial de transmissão. "O vírus da gripe (Influenza) propaga-se facilmente e é responsável por elevadas taxas de hospitalização. Existem quatro tipos de vírus influenza/gripe: A, B, C e D", explica a pasta.

Já a COVID-19 é descrita pelo Ministério como uma infecção respiratória aguda causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, potencialmente grave, de elevada transmissibilidade e de distribuição global. "O SARS-CoV-2 é um betacoronavírus descoberto em amostras de lavado broncoalveolar obtidas de pacientes com pneumonia de causa desconhecida na cidade de Wuhan, província de Hubei, China, em dezembro de 2019", aponta o site oficial.

A professora de infectologia explica que essas doenças estão mais presentes no inverno porque a queda da temperatura nesse período favorece a disseminação dos vírus nesse período. "No inverno, as pessoas ficam mais tempo em espaços fechados, aglomerando mais e ficando menos ao ar livre, facilitando a transmissão de infecções respiratórias, como resfriados, gripe e COVID-19. Em relação à rinite alérgica, o contato com o ar frio pode piorar a inflamação da mucosa nasal, desencadeando sintomas como a coriza e a obstrução nasal", aponta.

(Imagem: choreograph/envato)
(Imagem: choreograph/envato)

Sintomas

Segundo Almeida, pacientes com rinite, gripe e COVID-19 podem ter sintomas leves, mas nos casos de gripe e COVID-19, os sintomas podem se tornar graves. Em relação à transmissão, o vírus da gripe pode se espalhar mais rápido que o da COVID-19. Além disso, a alteração no olfato pode ocorrer na rinite e na COVID-19, porém é mais proeminente na infecção pelo coronavírus.

A especialista aponta que, na gripe, o aparecimentos dos sintomas é mais rápido. Em relação à rinite, a genética e fatores ambientais têm grande influência na gênese. "No caso de surgimento dos sintomas, é fundamental avaliação médica para diagnóstico e manejo adequados", relembra Ana Elisa.

Segundo a médica, na gripe, o paciente tem comprometimento de vias aéreas superiores (estruturas compreendidas do nariz até à laringe) associado a pelo menos um sinal de comprometimento sistêmico. Os sintomas comuns são: coriza, tosse não produtiva, rouquidão, dor de garganta, febre súbita, mialgia, calafrios, mal estar geral, apatia, fadiga e dor de cabeça.

"A síndrome gripal, usualmente, é um quadro autolimitado e a maioria das pessoas afetadas recupera-se em três a cinco dias, embora a tosse e mal estar possam persistir por até duas semanas. Em alguns casos, o paciente pode evoluir para falta de ar ou sinais de gravidade, queda da saturação de oxigênio, aumento da frequência respiratória, piora clínica ou hipotensão, caracterizando a síndrome respiratória aguda grave", explica a infectologista.

Já entre os pacientes com COVID-19 sintomáticos, dor muscular difusa e dor de cabeça são os sintomas mais comumente relatados. "Outros sintomas, incluindo diarreia, dor de garganta e alterações no cheiro ou paladar também são relatadas. A pneumonia é a manifestação grave de infecção mais frequente, caracterizada principalmente por febre, tosse, falta de ar, geralmente uma semana após o início dos sintomas, e alterações nos exames radiológicos do tórax", acrescenta.

A professora de infectologia ressalta que as rinites são classificadas em: infecciosas (agudas, autolimitadas, causadas por vírus, e menos frequentemente por bactérias), rinite alérgica (forma mais comum, induzida por inalação de alérgeno em indivíduos sensibilizados), rinite não alérgica não infecciosa (grupo heterogêneo, pacientes sem sinais de infecção e sem sinais sistêmicos de inflamação alérgica, exemplos: rinite induzida por drogas, rinite do idoso, rinite hormonal, rinite da gestação, rinite ocupacional não alérgica, rinite gustatória, e rinite idiopática) e rinite mista (expressão significante em pacientes com rinite crônica, com mais de um agente etiológico, conhecido ou não).

(Imagem: leungchopan/envato)
(Imagem: leungchopan/envato)

Tratamentos

Segundo Ana Elisa, as rinites de origem infecciosas devem ser manejadas com sintomáticos (lavagem nasal com soro fisiológico, corticoide intranasal). Antibióticos são recomendados apenas em rinite causada por bactéria. Em relação à rinite alérgica, que é a forma mais comum, pode ser utilizado anti-histamínicos, descongestionantes nasais e corticoides tópicos nasais. Medidas não farmacológicas, como evitar tapetes e bichos de pelúcias no quarto, eliminar mofo e umidade, quarto bem ventilado e ensolarado, entre outras, são fundamentais.

Já o tratamento da infecção pelo vírus influenza (gripe), além das medidas de suporte, hidratação, repouso e sintomáticos – analgésicos e antitérmicos (com exceção do ácido acetilsalicílico pelo risco de eventos adversos em especial da síndrome de Reye, uma doença rara e grave que causa confusão mental, inchaço no cérebro e danos ao fígado), é baseado no uso de antivirais específicos, como o oseltamivir.

Em relação à COVID 19, as atuais evidências científicas recomendam que pacientes com sintomas leves a moderados sem risco de progredir para doença grave devem fazer tratamento de suporte com sintomáticos (analgésicos e antitérmicos). "Em pacientes não internados com COVID-19 leve a moderada que apresentam alto risco de progressão da doença, as terapias baseadas em anticorpos podem ter o maior potencial de benefício clínico durante os estágios iniciais da infecção", descreve a médica.

Nesse caso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem disponibilizado o casirivimabe mais imdevimabe (anticorpos anti-SARS-CoV-2) para os hospitais. Já para pacientes internados que necessitam de oxigenioterapia, a médica conta que tem se indicado o remdesivir (agente antiviral), dexametasona (corticoide) e tocilizumabe (anticorpo monoclonal).

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: