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É preciso reduzir as expectativas sobre as reformas, diz Lisboa

Josue Leonel e Mario Sergio Lima
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Os projetos de reforma fiscal não são agressivos o suficiente para corrigir o déficit fiscal crescente e o governo do presidente Jair Bolsonaro não está liderando o processo para mudar a situação, diz Marcos Lisboa, presidente do Insper em São Paulo e ex-secretário de política econômica do Ministério da Fazenda.

A agenda de reformas é “muito tímida” e apenas garante que as despesas vão aumentar a um ritmo mais lento, mas não faz muito para reduzir os gastos, segundo ele, que foi um dos principais formuladores da política econômica no primeiro governo Lula.

“Se a dívida continuar alta e nada for feito para as despesas, continuaremos vendo as taxas de juros subindo, moeda enfraquecida, volatilidade, e isso só vai assustar os investidores”, afirmou.

Lisboa cita o caso da reforma administrativa, que terá alcance limitado por ser focada apenas nos novos servidores.

A mudança do comando do Congresso neste início de ano, com a eleição de nomes apoiados por Bolsonaro para a presidência da Câmara e do Senado, provocou reação positiva dos ativos financeiros, com a expectativa de que a agenda de reformas pudesse ganhar encaminhamento.

“O mercado está olhando apenas para o curto prazo, mas me preocupo com a situação estrutural. A tendência é de deterioração fiscal ”, disse Lisboa.

Ele defende que, além das reformas fiscais, o governo também trabalhe numa agenda para melhorar a produtividade no país, incluindo marcos regulatórios e a ampliação da abertura comercial.

“Dizer que apenas algumas grandes reformas podem virar o jogo é um mito”, disse o ex-secretário. “Quero diminuir as expectativas de que você vai ter algumas poucas reformas e aí você terá uma mudança de cenário´´.

Lisboa foi um dos membros da equipe que idealizou o Bolsa Família, mas avalia que uma reformulação do programa só é possível com o corte de outras despesas, algo que até agora não foi feito.

O governo também tem sido muito errático em seus esforços para garantir o fornecimento de vacinas e, como resultado, a recuperação econômica do Brasil corre o risco de ficar para trás, segundo ele. “A vacinação no Brasil está sofrendo pela falta de estratégia de política pública.”

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