É possível nova emissão soberana este ano, diz Augustin

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, declarou nesta sexta-feira que, possivelmente, o governo fará uma nova emissão soberana ainda este ano. "Fizemos uma recentemente, com a menor taxa já obtida pelo Brasil. E a busca é por custos cada vez menores", disse, acrescentando que o desempenho segue a tendência de queda das taxas de juros internas. O secretário enfatizou que a conquista de taxas menores ocorre em um momento em que o quadro internacional mostra o contrário.

Augustin informou que ainda não há definição sobre a moeda desta próxima emissão. Segundo ele, o acesso ao mercado internacional é um processo que continuará este ano e também em 2013. "Buscamos emissões qualitativas, com taxas de juros menores, para que as empresas brasileiras tenham essa curva como base."

A rigor, conforme o secretário, o governo federal não tem necessidade de fazer emissões externas, pois conta com um grande colchão de reservas. O objetivo da ação, frisou, é reduzir o custo de captação das empresas brasileiras para que a economia doméstica possa crescer com custos menores. "Tudo é feito para aumentar a competitividade no Brasil."

Meta fiscal

Augustin também falou que o limite de abatimento dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) previstos na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para cumprir a meta fiscal deste ano será respeitado. A meta deste ano é de R$ 139,8 bilhões e o teto permitido na LDO é de R$ 40,6 bilhões.

"O governo já anunciou que pode abater e não há possibilidade de deduções além do que está previsto. O limite será respeitado", afirmou. A confirmação de que o governo pretende usar essa ferramenta de abatimento foi feita pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, à Agência Estado, na última segunda-feira (05).

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