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É oficial: novo coronavírus é a epidemia que mais matou na China neste século

Rafael Rodrigues da Silva

É oficial: a epidemia do novo coronavírus na China já é pior do que a epidemia de SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave) que ocorreu no país entre 2002 e 2003. Durante esse período, a SARS fez 349 vítimas fatais no país, enquanto o número de mortos pelo novo coronavírus em cerca de um mês chegou nesta segunda-feira (3) a 362 pessoas, tornando-se assim a epidemia mais fatal no país neste século.

Ainda assim, a epidemia do coronavírus em 2020 é menos perigosa do que a SARS. Isso porque, apesar do número maior de vítimas fatais em termos quantitativos, percentualmente a doença mata menos do que a epidemia do início do século. Enquanto a SARS de 2002 matou 9,6% de todos os infectados, o atual coronavírus mata menos de 2% daqueles que entram em contato com o vírus.

O que realmente tem preocupado os médicos e cientistas é a rapidez com a qual o vírus está se espalhando, pois, em apenas um mês, o coronavírus já infectou mais do que o dobro das pessoas que o SARS afetou ao longo de um ano, o que fez com que o número de vítimas da outra epidemia fosse ultrapassado em apenas três semanas desde que a primeira morte por causa da doença foi confirmada.

E é essa velocidade na transmissão que faz com que os cientistas acreditem que, em pouco tempo, a doença será elevada para o status de pandemia. Um dos que acreditam nessa hipótese é Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos. Fauci afirma que, por conta do coronavírus ser de rápida transmissão, não deverá demorar muito para ele ser classificado rapidamente como uma pandemia.

Atualmente, a doença é classificada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como uma epidemia, pois se trata de um caso mais concentrado na China e que se espalhou pouco para o resto do mundo. Mas, como a cada dia mais e mais casos surgem fora da China, logo o status da doença deverá ser atualizado para pandemia, que indica uma doença com status de ameaça global.

Mas nem tudo sobre a doença são más notícias: a China também confirmou, nesta segunda-feira (3), que até o momento 524 pessoas infectadas conseguiram se recuperar completamente da doença, sem ficar com qualquer tipo de efeito colateral duradouro. Considerando que não existe uma cura para ela e que os médicos estão limitados a tratar os sintomas, esperando que o sistema imunológico das pessoas façam o trabalho de combate, essa quantidade de recuperações totais mostra que, apesar de assustar, a doença não é assim tão mortal quanto o público geral está achando — e está longe de ser uma praga que irá acabar com a humanidade.

Fonte: Canaltech

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