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'É melhor nos tratarem bem', diz Guedes, em crítica à França

*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, BRASIL 09.05.2022 - O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante lançamento da plataforma digital Monitor de Investimentos no Ministério da Economia, em Brasília. (Foto: Gabriela Biló/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, BRASIL 09.05.2022 - O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante lançamento da plataforma digital Monitor de Investimentos no Ministério da Economia, em Brasília. (Foto: Gabriela Biló/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, minimizou as críticas à política ambiental do Brasil que teriam sido feitas por membros do governo da França e usou uma expressão de baixo calão para cobrar melhor tratamento dos europeus.

"Vocês [França] estão ficando irrelevantes para nós. É melhor vocês nos tratarem bem, senão nós vamos ligar o foda-se para vocês e vamos embora para outro lado. Porque vocês estão ficando irrelevantes", disse o ministro.

Guedes relatava o diálogo com "um ministro da França", sem citar nomes, durante uma reunião da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), uma espécie de clube de países ricos do qual o Brasil deseja fazer parte.

O ministro resgatou o episódio durante seu discurso na cerimônia de abertura do 34º Congresso Nacional Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), na noite desta terça-feira (9).

"Uma vez tinha um ministro da França lá, [que disse] 'você [governo brasileiro] está queimando a floresta'. Eu falei 'e você está queimando Notre-Dame'", disse Guedes, em referência ao incêndio na catedral histórica localizada em Paris, ocorrido em 2019.

"Acusação idiota, pô. Você [França] não está queimando Notre-Dame, mas é um quarteirão e você não conseguiu impedir, pegou fogo. Agora nós temos uma área que é maior que a Europa e vocês ficam criticando a gente", relatou o ministro, rememorando o diálogo com os europeus.

Em seguida, Guedes disse ainda ter citado as relações de comércio entre os países. Segundo o ministro, o comércio do Brasil com a França ficava em torno de US$ 2 bilhões no início dos anos 2000, patamar semelhante ao mantido com a China, hoje uma superpotência.

Anos depois, o comércio com a França movimenta US$ 7 bilhões, enquanto as trocas com a China saltaram a US$ 120 bilhões. Foi nesse contexto que ele proferiu a declaração de que os franceses estão ficando "irrelevantes" e deveriam tratar melhor o Brasil, sob pena de o país "ligar o foda-se".

O governo Jair Bolsonaro (PL) tem sido criticado, desde o início de sua gestão, pelo aumento no desmatamento e nas queimadas. Neste ano até julho, foram detectados 12.906 incêndios, um aumento de 13% em relação aos sete primeiros meses de 2021, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

A própria OCDE incluiu nos documentos que formalizam o início das negociações para o ingresso do Brasil na entidade obrigações de redução de desmatamento e medidas de mitigação de mudanças climáticas previstas no acordo de Paris.

Guedes, por sua vez, tem dito que a guerra na Ucrânia e a tentativa de diversos países de depender menos da Rússia para o fornecimento de gás abriu uma nova frente de possibilidades de negócio para o Brasil, país considerado uma potência em energias renováveis.

"O Brasil está muito bem posicionado, inclusive lá fora", disse o ministro. Ele disse que vem dialogando constantemente com o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, sobre o tema. "Condenavam o Brasil, criticavam pela política ambiental, e ele entendeu o seguinte: olha, nos ajudem, em vez de ficar criticando", afirmou.