Mercado abrirá em 9 h 45 min
  • BOVESPA

    112.486,01
    +1.576,40 (+1,42%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.684,86
    +1.510,80 (+3,01%)
     
  • PETROLEO CRU

    80,45
    -0,10 (-0,12%)
     
  • OURO

    1.788,20
    +28,30 (+1,61%)
     
  • BTC-USD

    17.137,50
    +232,94 (+1,38%)
     
  • CMC Crypto 200

    406,33
    +5,64 (+1,41%)
     
  • S&P500

    4.080,11
    +122,48 (+3,09%)
     
  • DOW JONES

    34.589,77
    +737,24 (+2,18%)
     
  • FTSE

    7.573,05
    +61,05 (+0,81%)
     
  • HANG SENG

    18.947,20
    +349,97 (+1,88%)
     
  • NIKKEI

    28.256,49
    +287,50 (+1,03%)
     
  • NASDAQ

    12.048,25
    +6,00 (+0,05%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,3965
    0,0000 (0,00%)
     

É hora de trabalhar em harmonia e não desperdiçar o momento, diz Ilan após eleição à revelia de ala do PT

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O economista Ilan Goldfajn atribuiu ao "consenso" em torno do seu nome a sua histórica eleição, neste domingo (20), para o posto de presidente do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

"A primeira coisa que eu vou fazer é sentar com todo o mundo para escutar", disse à Folha em sua primeira entrevista após a eleição.

"Não podemos desperdiçar este momento histórico, para fazer um trabalho que nos orgulhe a todos no Brasil e na América Latina."

Apesar de o governo brasileiro ter participado da criação da instituição, em 1959, Goldfajn será o primeiro presidente do país a ocupar o posto, e com uma votação expressiva. Foi eleito com 80% dos votos e apoio de 26 países, disputando com quatro outros indicados. Na reta final, a Argentina retirou a sua candidata para apoiar o brasileiro.

Ele afirma que pretende fazer uma gestão de cooperação regional. Isso quer dizer que sua disposição é trabalhar em conjunto e harmonia com todos os países da região, incluindo o governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega chegou a enviar um email à secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, pedindo que o pleito fosse adiado por 45 a 60 dias. Outros integrantes do partido, como a presidente Gleisi Hoffmann e o ex-chanceler Celso Amorim, corroboraram o pleito.

Mas o BID não atendeu ao pedido e manteve o cronograma com a candidatura apresentada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Ilan prefere não comentar o assunto.

"Não quero entrar em questões passadas", afirma. "O que posso dizer é que a minha candidatura representa o Brasil, e que não houve objeção a ela no Brasil, a eleição foi uma combinação do apoio de muitas pessoas que se manifestaram em meu favor, alguns inclusive publicamente, para dar o depoimento de que sou e sempre fui independente, e que minhas gestões são técnicas."

Ele reforça a proposta de união e destaca que há afinidades em seu projeto com a do PT. "É um prazer avançar com a minha plataforma, que coincide muito com a do governo eleito do Brasil", afirma. "É um momento de, como brasileiros, todos nós, juntos --todo mundo mesmo, 100%--, trabalharmos em harmonia com o BID."

Ilan defende a importância de focar o combate à fome, destacando que "a insegurança alimentar é um tema urgente".

Também afirmou que sua gestão será voltada a preservar "o espírito de cooperação" na América Latina e Caribe e da região com o resto do mundo e afirmou em diferentes momentos que o banco precisa investir em projetos capazes de fomentar crescimento com inclusão social, diversidade e preservação ambiental.

"É fundamental alcançar um crescimento equitativo, sustentável e inclusivo. Essa é a única maneira de atingir simultaneamente sustentabilidade econômica e social e enfrentar os desafios da migração", afirmou Ilan em seu discurso para os governadores do BID.

O BID é considerado o maior e mais antigo organismo financeiro multilateral do mundo e financia projetos de desenvolvimento econômico, social e institucional na América Latina e no Caribe. Tem 48 países membros e sede em Washington (EUA)