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É cada vez mais difícil comparecer a eventos de eSports no Brasil

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O brasileiro é apaixonado por eSports. Seja Dota 2, League of Legends, Rainbow Six Siege, Counter-Strike: Global Offensive, VALORANT, Free Fire, a modalidade que os fãs abraçarem, você pode ter certeza que o público estará presente. Com a chegada do Major no Brasil (mundial de CS:GO) e com o Campeonato Brasileiro de LoL (CBLOL) recebendo a torcida no estúdio, uma situação complicada se mostrou ainda mais evidente. É difícil garantir uma vaga para acompanhar, de perto, os eventos de eSports no país, ainda mais se você não morar na região sudeste. E, mesmo quando você mora em um Estado como Rio de Janeiro ou São Paulo, ainda assim é difícil conseguir comprar um ingresso.

Com o CBLOL esgotando todos os ingressos da Segunda Etapa da competição e o IEM Rio Major 2022 enfrentando problemas com a quantidade limitada de entradas em relação à demanda, os problemas que enfrentamos como apreciadores dos eSports são cada vez mais latentes. Seja a falta de evento em outros Estados do país ou o despreparo na venda de ingressos, a sensação que dá é que está cada vez mais difícil assistir a eventos de eSports no Brasil.

O problema do eixo Rio-São Paulo

Não é segredo para ninguém que os principais torneios de eSports do Brasil acontecem, em grande maioria, em São Paulo. CBLOL, LBFF, BR6, VCT, todas as principais competições acontecem na capital de SP. Por isso, fica difícil para os fãs de fora da região comparecerem aos eventos que envolvam eSports em geral. Seja um encontro entre personalidades e fãs ou finais de torneios importantes, é raro ver os eventos acontecendo fora do sudeste brasileiro.

A recente final do Wild Tour, campeonato brasileiro de Wild Rift, foi em Belo Horizonte, em Minas Gerais. O CBLOL ainda não definiu onde será o retorno da final presencial para a segunda etapa. Em 2020, a Riot Games surpreendeu ao realizar a final entre paiN Gaming e INTZ de forma presencial, no alto de um edifício em São Paulo. Em 2021, ainda devido às restrições da COVID-19, a final aconteceu no Rio de Janeiro, no Pão de Açúcar.

Na primeira etapa de 2017, o CBLOL foi até Recife, capital de Pernambuco, durante a primeira etapa. Na segunda, retornou ao sudeste para lotar o Mineirinho. A final do Brasileirão Rainbow Six em 2021, também aconteceu em São Paulo. A problemática DreamHack de CS:GO foi no Rio de Janeiro, que também serviu de palco para o Free Fire World Series e a final da LBFF em 2019.

O Intel Extreme Masters Major 2022 acontecerá no Rio de Janeiro, na Jeunesse Arena. Apesar dos apelos da comunidade para um local que tenha maior capacidade de comportar o público de Counter-Strike, a ESL parece que não mudará de local. Os 18 mil ingressos para assistir o Major no país esgotaram mais rápido do que água no deserto. Num misto de tentar solucionar o “problema”, já que muitos fãs não conseguiram garantir uma entrada para o evento, algumas pessoas levantaram a ideia do torneio ser no Allianz Park, em São Paulo. O perfil oficial do estádio até brincou com a situação em suas redes sociais.

Mais uma vez, se o local do Major realmente fosse alterado (algo que não acontecerá), continuaria no eixo Rio-São Paulo. Com o IEM Major acontecendo no Rio de Janeiro, esta será a quarta vez que a cidade recebe um evento desse porte, fortalecendo a presença dos campeonatos no eixo Rio-São Paulo, o que não é nada positivo para o restante dos espectadores, ainda mais quando levamos em consideração o tamanho gigantesco do nosso país.

Fãs de eSports de outras regiões não têm acesso “fácil” a grandes eventos em seus Estados. De um lado, oportunidades não faltam para comparecer a eventos presenciais, pelo menos para quem mora no sudeste ou possui condições financeiras de bancar uma viagem para outro Estado, além do ingresso; do outro lado, temos uma grande parcela do público excluído dos campeonatos.

A “negligência” com o norte e o nordeste

Quando o CBLOL anunciou as vendas para a final da primeira etapa em 2017, os ingressos esgotaram em uma hora e as 18 mil pessoas assistiram a Red Canids vencer a Keyd Stars para garantir a vaga no MSI, em que as fases de grupo aconteceriam no Rio de Janeiro. Desde então, uma das ligas mais antigas de eSports em território brasileiro não sedia eventos no norte e no nordeste. Não existe falta de público para comparecer a esse tipo de ocasião.

Uma das principais agentes do VALORANT, Raze, é baiana. Há duas animações oficiais do jogo que mostram a personagem andando pela Bahia. No LoL, Neeko é baseada na Amazônia, com a dubladora da campeã, tanto em inglês quanto em português, sendo Flora Paulita, uma profissional brasileira. No CS:GO, a skin “Primeiro Tenente” é baseada no exército brasileiro. Em R6, Caveira e Capitão são operadores inspirados no BOPE. No Free Fire, temos Alok e Anitta como personagens jogáveis. O Brasil está presente em boa parte desses jogos, mas a celebração desses grandes eventos permanece limitada ao eixo Rio-São Paulo.

O CBLOL, uma das principais competições de eSports do país, passa a ter torcida no estúdio na segunda etapa da competição em 2022. Porém, os ingressos para a fase já estão vendidos e esgotados. Ou seja, sem chances para alguém que não seja de São Paulo ou da região sudeste, de se programar com calma para assistir a uma rodada do torneio.

O Intel Extreme Masters Major Rio 2022, também não fica atrás dessa. O local onde fica a Jeunesse Arena, a Barra da Tijuca, é bem afastado do grande centro, o que dificulta, e muito, a chegada para eventos, até mesmo de quem é da cidade. Mesmo assim, fãs de Counter-Strike vão preencher os 18 mil lugares disponíveis. Não é a primeira vez que a Jeneusse recebe eventos desse porte, tendo sido o palco da final da LBFF e do Free Fire World Series em 2019, além do Mid Season Invitational em 2017.

Uma parte do Brasil, tão apaixonada quanto a região sudeste por eSports, acaba sofrendo com a falta de grandes eventos acontecendo em seus respectivos Estados. Alguns ainda conseguem viajar para outras partes do país para prestigiar estas ocasiões, inflando ainda mais os números e a dificuldade de conseguir ingressos das competições. Com oportunidades escassas e únicas para assistir presencialmente, a disputa real acontece entre os fãs para garantir as poucas vagas.

A falta de estrutura para a compra de ingressos

A falta de eventos em outras regiões do país e locais com espaços pequenos para o tamanho do público dessas competições são só alguns dos obstáculos. Um dos principais e o maior de todos é a falta de estrutura e de planejamento para as vendas virtuais dos ingressos. Durante a liberação de ingressos para o Major no Brasil, essa falha recorrente foi destaque e bem criticada.

Antes do anúncio do IEM Major Rio 22, a partida da Imperial eSports contra a Cloud9 no PGL Major Antuérpia teve o pico de 710 mil espectadores na transmissão do streamer Gaules. Com um público tão vasto assim, era óbvio que o site responsável pela venda dos ingressos deveria estar preparado para uma multidão de fãs apaixonados entrando para garantir o seu ingresso. Porém, os servidores instáveis geraram erros, longos tempos de espera, filas intermináveis e ingressos esgotados “do nada”.

Tudo isso mostra que, por mais que o Brasil venha se mostrando uma potência em visualizações, engajamento e em público, as organizações ainda possuem incertezas da capacidade do brasileiro em lotar um espaço com menos de 20 mil lugares, mesmo quando estamos falando de um evento de escala internacional. Para um público que tem mais que o dobro disso durante as transmissões de eSports, fica claro que a magnitude do esporte eletrônico no Brasil ainda não é totalmente compreendida.

A falta de planejamento também corrobora bastante. O CBLOL disponibilizou todos os ingressos da segunda etapa de 2022 no mesmo dia, para serem comprados bem antes do calendário de jogos ser anunciado ou até mesmo informações sobre a fase eliminatória. Para um fã da paiN Gaming fora de São Paulo ou do sudeste, fica difícil comprar uma entrada para um dia aleatório sem saber qual o dia que seu time preferido irá jogar. Mesmo que vá para sentir o clima da Arena CBLOL, não seria a mesma coisa. E mesmo quem conseguiu comprar ingressos para o CBLOL, enfrentou problemas com dias trocados, mudanças no sistema de venda, entre outros erros.

Tudo isso sem entrar no fator deslocamento para outros Estados ou o próprio preço dos ingressos. A entrada para o CBLOL é consideravelmente acessível, custando R$ 60 no valor cheio. No caso do Major, os preços variavam de R$ 89 e R$ 1.999, o que é bem fora da realidade do brasileiro. O ingresso para os quatro dias de evento, na parte superior da Jeunesse Arena, custava R$ 319. Colocando em perspectiva, o pacote de quatro dias, de frente para os jogadores, custa R$ 499. Em um país onde o salário mínimo é de R$ 1.212, a conta fica difícil de fechar.

Os eventos no Brasil precisam ser pensados com muito mais cuidado. Com um público tão vasto em um país gigante, não há como negligenciar torcedores de outros Estados o tempo todo e muito menos continuar com uma estrutura despreparada na hora de comprar os ingressos. Não só por conta da situação inconveniente, visto que a dificuldade não ocorrente somente com campeonatos de eSports, mas pensando no carinho que o público tem com os torneios.

O fã brasileiro de eSports merece bem mais do que uma arena que não comporta a real magnitude do seu público. Os fãs apaixonados de outros Estados querem ver seu time jogando de perto sem precisar se deslocar milhares de quilômetros para isso. E, no mínimo, conseguir assistir a um campeonato sem passar pela dor de cabeça de ficar horas na fila virtual para comprar um ingresso para, no fim das contas, nem conseguir sentir o gostinho de colocar o ticket no carrinho.

Com informações de: Sportv, ge,

Fonte: Canaltech

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