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Áustria e Alemanha enfrentam crise de Covid com mais restrições

·3 min de leitura

(Bloomberg) -- A Áustria vai decretar novamente um lockdown nacional, e a Alemanha já não descarta medida semelhante diante de outra onda brutal da pandemia de coronavírus na Europa.

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A Áustria será o primeiro país da Europa Ocidental a impor amplas restrições, já que medidas para isolar pessoas não vacinadas não conseguiram frear o aumento de casos de Covid-19. Também será o primeiro país europeu a obrigar a vacinação contra a doença como tentativa de superar a crise de saúde.

“Há muitos entre nós que não mostraram solidariedade”, disse o chanceler austríaco, Alexander Schallenberg, após reunião com governadores provinciais em Tirol. “Aumentar a taxa de vacinação é a única forma de quebrar este círculo vicioso.”

Quase simultaneamente com o anúncio da Áustria, a principal autoridade de saúde da Alemanha disse que a maior economia da Europa também pode precisar adotar medidas mais rigorosas. Apenas na quinta-feira o governo da chanceler Angela Merkel aumentou a pressão para que os alemães se vacinem, com planos para restringir várias atividades de lazer aos não vacinados.

“Estamos em uma situação em que não devemos descartar nada”, disse o ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, quando questionado em Berlim na sexta-feira sobre a possibilidade de outro lockdown.

Com menos da metade da capacidade de leitos de UTI em relação há um ano e casos de Covid em contínua alta, o sistema de saúde da Alemanha está cada vez mais sobrecarregado. Merkel disse na quinta-feira que a situação no país é “dramática”.

“Esta é uma emergência nacional”, disse Lothar Wieler, chefe do instituto de saúde pública RKI da Alemanha, em entrevista coletiva com Spahn na sexta-feira.

Apenas estabelecer limites para pessoas não vacinadas não é suficiente, disse Wieler. Ele pediu que os cidadãos fiquem em casa, cancelem grandes eventos, fechem focos de transmissão de Covid como bares e clubes mal ventilados, reduzam os contatos e evitem encontrar pessoas em ambientes fechados.

As medidas restritivas na Áustria começam na segunda-feira e ficarão em vigor por pelo menos 20 dias. Depois disso, as restrições serão mantidas para pessoas que não quiserem se vacinar, uma postura linha dura com os dissidentes da vacina.

Schallenberg, que lamentou notícias falsas e a postura de pessoas antivacina, admitiu que as medidas de saúde pública do governo não funcionaram. O ministro da Saúde, Wolfgang Mueckstein, pediu desculpas pela decisão, que resultará no quarto lockdown da Áustria.

A vacinação compulsória será regulada pela lei administrativa austríaca, e não criminal, de acordo com Schallenberg, segundo o qual advogados ainda precisam acertar os detalhes. Isso sugere que cidadãos podem precisar mostrar comprovante de vacinação a partir de fevereiro para assuntos burocráticos básicos, como matrícula em escolas e outras instituições públicas.

Tal mandato de vacina provavelmente seria muito divisivo na Alemanha, de acordo com Spahn.

“O debate existe”, disse. “Mas estou ainda mais cético, porque tenho um pressentimento sobre o que isso faria ao nosso país.”

A Europa voltou a ser o epicentro da pandemia. Países do leste, juntamente com Alemanha e Áustria - onde as taxas de vacinação são relativamente baixas, de menos de 70% -, são especialmente atingidos. República Tcheca e Eslováquia recentemente introduziram restrições para pessoas não vacinadas, enquanto a Letônia esteve em lockdown total até 15 de novembro.

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