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Árvores da Paz | Novo drama da Netflix fala de amizade no genocídio de Ruanda

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Uma das principais novidades do catálogo da Netflix em junho, Árvores da Paz é uma produção independente escrita e dirigida por Alanna Brown que conta a história de quatro mulheres que se unem para sobreviver ao genocídio de Ruanda. A estreia está marcada para 10 de junho de 2022 na plataforma de streaming.

De origens bastante diferentes — uma é estadunidense, outra é freira e há até mesmo uma grávida ali —, elas se unem sob o chão de uma cozinha diante do medo de morrerem nas mãos de soldados armados, em um dos maiores genocídios que a humanidade já teve notícia.

O pôster de Árvores de Paz mostra as mãos das quatro mulheres unidas (Imagem:Reprodução/Netflix)
O pôster de Árvores de Paz mostra as mãos das quatro mulheres unidas (Imagem:Reprodução/Netflix)

Toda essa diferença, inclusive, é mostrada no cartaz do filme, que apresenta quatro mãos unidas em busca da luz, contrastando com a parede rabiscada com a letra dessas mulheres que estão há tanto tempo presas ali na esperança de saírem dessa vivas.

O filme da Netflix mescla brutalidade e beleza, e uma das cenas mais marcante do trailer mostra a mensagem principal do filme: “Sementes de amor são plantadas todos os dias. Elas fazem parte da vida em todos os sentidos”.

O sucesso de Alanna Brown

Árvores da Paz é o primeiro filme da diretora Alanna Brown e estreou no Santa Barbara Film Festival em 2021, além de também ter sido exibido no American Black Film Festival daquele ano. Foi nesse festival, inclusive, que ele ganhou diversos prêmios, entre eles o Prêmio John Singleton de Melhor Primeiro Longa-Metragem.

A escritora e diretora também é atriz e já participou de produções como o filme Meu Irmão, Minha Vida e a série Nova Iorque Contra o Crime. Para fazer o novo filme da Netflix, ela diz ter sido tocada pelas histórias das mulheres de Ruanda e que por isso decidiu por estrear na direção:

“As mulheres ruandesas que perseveraram além desse genocídio me tocaram muito. A história delas é específica, mas os temas de turbulência interior e perdão são incrivelmente universais. Sou grata à Netflix por dar à Árvores da Paz a oportuniudade de tocar tantas pessoas, que era o sonho quando me propus a fazê-lo oito anos atrás.

Muito obrigado também à nossa equipe de produção, liderada por Ron Ray, nossos atores fenomenais e todos os chefes de departamento, que foram fundamentais para trazer essa história à luz da maneira mais poderosa possível”.

O filme de Brown aborda amizade e união em meio ao conflito de Ruanda (Imagem:Reprodução/Netflix)
O filme de Brown aborda amizade e união em meio ao conflito de Ruanda (Imagem:Reprodução/Netflix)

O que foi o genocídio de Ruanda?

A história que inspirou Árvores da Paz aconteceu entre 7 a 15 de julho de 1994 em Ruanda, na África Oriental, e teve motivação política. Trata-se de uma disputa étnica entre os grupos hutus e tutsi.

Apesar de serem minoria (cerca de 15% dos ruandenses), os tutsi dominaram o poder do país por muitos anos, até 1959, quando a monarquia dessa etnia foi derrubada. Com esse fato, a grande maioria desse grupo étnico se exilou em países vizinhos, como Uganda, por exemplo.

Formação da RPF

Ruanda foi cenário de genocídio devido à conflitos étnicos (Imagem: Reprodução/Isaac Billy, Flickr)
Ruanda foi cenário de genocídio devido à conflitos étnicos (Imagem: Reprodução/Isaac Billy, Flickr)

Em consequência dessa rivalidade, um grupo dos exilados tutsi formou a RPF (Frente Patriótica Ruandesa), um movimento de rebeldes que invadiu Ruanda em 1990 e lutou por um acordo de paz, que só aconteceu em 1993.

Esse acordo foi uma esperança para o fim dos conflitos no país, porém, em abril de 1994, um avião que transportava o presidente do país, Juvenal Habyarimana, e o presidente de Burundi, Cyprien Ntaryamira, ambos hutus, foi derrubado.

Esse fato reacendeu a chama da rivalidade entre as duas etnias. De um lado, os extremistas hutus atribuíram a culpa do atentado à RPF; do outro, a RPF (tutsi) negou e disse que se tratava de uma sabotagem realizada pelos próprios hutus para culpá-los pelo atentado.

A consequência disso foi uma onda de assassinatos realizada pelos hutus, marcando o início do genocídio. Em apenas 100 dias, cerca de 800 mil pessoas foram mortas.

O massacre contra os tutsi

Entre os nomes que constavam na lista de pessoas que seriam mortas pela mílicia hutus estavam todos aqueles que fossem tutsi e seus familiares. A matança foi tamanha que até padres e freiras foram acusados de assassinar pessoas que buscavam abrigo nas igrejas.

Muitos maridos hutus matavam suas próprias esposas tutsi, temendo a represália caso não o fizessem. Milhares de mulheres que não foram mortas, foram mantidas como escravas sexuais.

Como o conflito acabou?

Kigali é a capital da Ruanda, que foi reconquistada pelos tutsis (Imagem: Portraitor/Pixabay)
Kigali é a capital da Ruanda, que foi reconquistada pelos tutsis (Imagem: Portraitor/Pixabay)

A RPF, apoiada pelo exécito de Uganda, foi gradualmente reconquistando territórios em Ruanda, quando em 4 de julho de 1994 finalmente conseguiu retomar a capital, Kigali. Com a chegada dos tutsi novamente no poder do pais, cerca de dois milhões de hutus fugiram para a fronteira com a República Democrática do Congo.

A verdade é que o conflito é mais complexo do que pode parecer e ainda envolve países como o os já citados República Democrática do Congo e Uganda, além de outros como Bélgica e França. Resta saber como Brown vai contar essa história mesclando morte, vida, resistência, amizade e proteção.

Árvores da Paz estreia no catálogo da Netflix no dia 10 de junho de 2022.

Fonte: Canaltech

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