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Áreas agrícolas do Brasil não registram geada nesta sexta, diz Rural Clima

·2 minuto de leitura
Cafezal em Santo Antônio do Jardim (SP)

SÃO PAULO (Reuters) - Após três dias consecutivos com registro de geadas, muitas delas severas, as principais áreas agrícolas brasileiras seguiram com frio intenso nesta sexta-feira, mas sem a ocorrência do fenômeno climático que atingiu nesta semana lavouras de milho e cana, principalmente.

"As temperaturas estão um pouco mais altas em várias regiões em relação aos últimos três dias", disse o agrometeorologista da Rural Clima Marco Antônio dos Santos, relatando que, até pouco antes das 7h, não havia recebido informes de geadas.

Após frio forte nesta semana, a consultoria StoneX reduziu na quinta-feira sua projeção para a segunda safra de milho do Brasil 2020/21 a 60,45 milhões de toneladas, ante 62 milhões estimados no mês anterior, sem descartar novas reduções quando o cenário ficar mais claro.

Especialista do setor de cana-de-açúcar também seguem em avaliações sobre o impacto das geadas para os canaviais, uma vez que o fenômeno atingiu o Paraná, Mato Grosso do Sul e também São Paulo, o maior produtor de açúcar e etanol.

Para as principais regiões produtoras de café, as informações preliminares indicam pouco impacto das geadas, que também atingiram lavouras de tomate, feijão e batata.

Segundo o meteorologista, o frio deve se prolongar pelos próximos dias, mas por ora não há previsão de novas geadas.

O centro de alta pressão que causou as geadas se deslocou para o oceano, afastando o risco de temperaturas congelantes --mas ainda irradia frio para parte do país.

"Amanhã começa a se formar um outro centro de alta pressão no sul do Brasil, pode trazer temperatura baixa para o Rio Grande do Sul, mas sem grandes problemas", comentou.

Santos destacou também que não há previsão de chuvas em praticamente todo o Brasil nos próximos dez dias.

"A primeira quinzena de julho será extremamente seca, com chuvas apenas na faixa litorânea", disse ele.

(Por Roberto Samora)

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