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Área técnica do Ministério da Saúde apontava que vacina era melhor solução para pandemia, apesar de críticas de Bolsonaro

·4 minuto de leitura

BRASÍLIA - Apesar de o presidente Jair Bolsonaro colocar em dúvida a efetividade de vacinas contra o novo coronavírus, técnicos do governo federal reconhecem desde o ano passado que a crise sanitária só será superada com a imunização em massa da população. Documentos enviados à CPI da Covid mostram o empenho de autoridades pela compra de imunizantes e a defesa de que a chamada "imunidade de rebanho" só seria possível com a aplicação de milhões de doses de vacina. Mesmo com os alertas técnicos, as negociações para compra das vacinas, segundo apura a CPI, se arrastaram, atrasando a assinatura de contratos.

"Pode-se observar que, caso a vacina consiga induzir uma resposta imune capaz de impedir a transmissibilidade, será necessário vacinar entre 55,6% a 95,2% da população para atingir a imunidade de rebanho e, portanto, interromper a transmissão do SARS-CoV-2 no Brasil", diz nota técnica do Ministério da Saúde publicada em junho do ano passado. O documento foi assinado por secretários como Hélio Angotti Neto e Elcio Franco.

No mesmo documento, os secretários ratificaram que "nem todas as vacinas possuem essa capacidade, ou seja, por vezes mesmo indivíduos vacinados ainda podem ser infectados e transmitir o vírus adiante. "Nesses cenários, o principal objetivo da vacina passa a ser evitar o desenvolvimento de formas graves da doença", completaram.

Com base nisso, eles relataram que, caso o Brasil não aderisse à compra da vacina de Oxford/AstraZeneca naquele momento, ainda durante a fase de desenvolvimento, isso resultaria em disponibilização tardia do imunizante para a população, demora ao retorno da normalidade e impactos negativos à saúde pública.

A vacina de Oxford/AztraZeneca foi a primeira a ter contrato assinado pelo governo brasileiro, em setembro do ano passado, em um processo que durou 123 dias. Outros imunizantes, no entanto, demoraram mais e só tiveram acordos firmados em 2021. No caso da Pfizer, a empresa teve dezenas de e-mails ignorados e as tratativas levaram 330 dias para serem concluídas, o que ocorreu em 18 de março deste ano.

Naquele mês, o governo passou a recorrer a diferentes países em busca de imunizantes. Em 10 de março, o Itamaraty fez apelos ao governo indiano priorizasse o envio ao país de 8 milhões de doses da AstraZeneca, "a título humanitário". De acordo com o relato feito por telegrama, foi ressaltado o caráter "grave e urgente" da pandemia no Brasil.

"Transmiti reconhecer as necessidades do programa de vacinação indiano e a grande lista de países à espera de vacinas, mas ressaltei o caráter grave e urgente da pandemia no Brasil, com os sistemas de saúde de diversos estados em situação crítica, que justificaria a priorização do país, como consta da correspondência do ministro da saúde. Reiterei, por fim, o pedido de que a SII (Serum Institute of India) fosse instada pelo governo a exportar, imediatamente, a título humanitário, o restante das doses que já receberam autorização da Aztrazeneca a serem enviadas ao Brasil", afirma o texto.

Em ofício enviado em caráter urgentíssimo pelo embaixador Fabio Marzano, Secretário de Assuntos de Soberania Nacional e Cidadania, em 22 de março deste ano, o diplomata reconhece que "a ampla imunização contra a Covid-19 é a única forma de acabar com esta pandemia e a proliferação de novas variantes". Com base nisso, ele pediu que o Ministério da Saúde desse orientações sobre demandas junto ao governo dos Estados Unidos.

"A cooperação com os Estados Unidos da América pode se mostrar importante na busca pelo equacionamento da situação no Brasil. Do exposto, muito agradeceria ser informado acerca das eventuais demandas dessa pasta junto ao governo dos EUA, de forma a poder tramitá-las com a brevidade que o tema requer", escreveu Marzano.

Além de tentar acelerar a aquisição de vacinas a partir de março, diante do agravamento da crise sanitária e do atraso na campanha de vacinação, o Brasil pediu maior celeridade também à Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em telegrama de 25 de março deste ano, também enviado ao assessor Flavio Werneck, a Missão do Brasil em Genebra relata que, em conversa com a Organização Mundial da Saúde (OMS), destacou que "o governo brasileiro estaria plenamente engajado na imunização célere e ampla da nossa população". De acordo com a missão diplomática, a intenção "só não se traduzia em números maiores pela escassez de vacinas".

"Em vista dessas circunstâncias, consultei o DG em que medida seria possível contar com o apoio da OMS, em resposta à Carta do Ministro da Saúde sobre agilização do ritmo de entregas de vacinas ao Brasil sob a COVAX Facility", diz trecho do documento.

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