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A árbitra Edina Alves derruba mais uma barreira no futebol

Tatiana Furtado
·2 minuto de leitura

Edina Alves vai quebrar mais uma barreira nesta quarta-feira. Ela será a primeira mulher a apitar o clássico Corinthians x Palmeiras, que acontecerá em Itaquera, às 19h, pelo Paulistão— o Corinthians terá oito baixas do elenco por Covid-19. Pelo desempenho dela em campo, a paranaense de 40 anos ainda vai ser muita notícia pelo feitos inéditos.

Há menos de um mês, ela fez parte do primeiro trio feminino que apitou um jogo masculino profissional da Fifa. Ao lado da também brasileira Neuza Back e da argentina Mariana de Almeida, elas trabalharam na disputa do quinto lugar entre Al Duhail x Ulsan no Mundial de Clubes.

A presença constante de Edina em jogos da Série A e torneios internacionais — como a Copa do Mundo da França em 2019 — é a consolidação de um trabalho iniciado há 20 anos. Mas só há cinco, ela decidiu ser árbitra central e deu alguns passos atrás até chegar ao quadro da Fifa e da CBF, apta para apitar jogos de qualquer gênero.

Para isso, ela precisou fazer o índice de tempo masculino, que é dois segundos a menos que o feminino, nos testes de velocidade. Talvez a juventude na lavoura em Goiorê, no Paraná, tenha ajudado no preparo físico invejável.

— Quando cheguei aqui na CBF, me impressionou a capacidade física acima da média da Edina. Ela sempre sobrou nos testes, e para apitar jogos masculinos é preciso fazer os índices, pois o jogo é mais veloz — disse o chefe da arbitragem da CBF, Leonardo Gaciba.

Desde a estreia em 2019, foram 16 partidas na Série A. A consistência, a discrição e o posicionamento nos lances em campo chamam a atenção. Gaciba aponta que as escalações em jogos de peso vão depender do bom desempenho.

Desde o início do ciclo da Copa do Qatar, Raphael Claus e Wilton Pereira Sampaio brigam pela vaga. Apesar de raro, não seria surpresa se a Fifa abrisse mais uma vaga ao Brasil. A entidade busca um nome feminino de nível internacional.

— A Fifa tem essa preocupação de ter representatividade. Acredito que terá uma árbitra no Qatar, mesmo que não seja ela — disse Nadine Bastos, comentarista de arbitragem da TV Globo.