Mercado abrirá em 2 h 38 min
  • BOVESPA

    114.428,18
    -219,81 (-0,19%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    52.686,03
    -112,35 (-0,21%)
     
  • PETROLEO CRU

    83,51
    +1,07 (+1,30%)
     
  • OURO

    1.781,80
    +16,10 (+0,91%)
     
  • BTC-USD

    61.992,41
    +15,14 (+0,02%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.447,40
    -4,24 (-0,29%)
     
  • S&P500

    4.486,46
    +15,09 (+0,34%)
     
  • DOW JONES

    35.258,61
    -36,15 (-0,10%)
     
  • FTSE

    7.208,59
    +4,76 (+0,07%)
     
  • HANG SENG

    25.787,21
    +377,46 (+1,49%)
     
  • NIKKEI

    29.215,52
    +190,06 (+0,65%)
     
  • NASDAQ

    15.326,00
    +35,50 (+0,23%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,4123
    +0,0208 (+0,33%)
     

A água do mar fica mais ou menos salgada com o passar do tempo?

·4 minuto de leitura

A salinidade dos oceanos é definida pela concentração, em gramas, dos sais minerais dissolvidos em cada litro de água. Para a oceanografia, seu estudo é fundamental para determinar a densidade da água e compreender os padrões da vida marinha. Mas será que ao longo do tempo a água do mar se torna mais ou menos salgada? E de onde vem todo esse sal?

Quando a Terra ainda era bem jovem e os mares pequenos, suas águas não eram salgadas como são hoje. No entanto, acredita-se que, com a chegada das chuvas, os sais em terra passaram a ser escoados para o mar, sendo os rios a principal fontes de seu reabastecimento mineral. Atualmente, a salinidade média do mar é considerada estável graças ao balanço geoquímico dos oceanos, alcançado há centenas de bilhões de anos, embora as concentrações variem um pouco de acordo com a localidade e outros fatores, como as chuvas.

Principais fontes de sal

A água do mar tem uma salinidade média de 3,5% de sua massa, o que significa que cada litro contém cerca de 35 gramas de sais dissolvidos. Só o cloreto de sódio (NaCl) corresponde a 85% do sal marinho; o magnésio e o sulfato, representam cerca de 10%. Pode parecer pouca coisa, mas, caso fosse possível evaporar toda essa água, sobraria uma camada de 60 metros de altura no fundo dos oceanos — os quais cobrem 70% da superfície da Terra.

O delta do rio Amazonas lança uma grande quantidade de nutrientes e sais minerais no Oceânico Atlântico equatorial (Imagem: Reprodução/NASA)
O delta do rio Amazonas lança uma grande quantidade de nutrientes e sais minerais no Oceânico Atlântico equatorial (Imagem: Reprodução/NASA)

As chuvas em todo o planeta são as responsáveis por “lavar” a terra e escoar os sais presentes nela para os oceanos. A água da chuva, levemente ácida, provoca a erosão das rochas e, assim, todo este sedimento é transportado pelos rios. Basicamente, é assim que os oceanos se mantêm salgados ao longo do tempo, mas é importante destacar que este equilíbrio é o resultado de bilhares de anos.

Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) dos EUA, os rios são responsáveis por transportar, anualmente, cerca de 4 bilhões de toneladas de sais dissolvidos para os oceanos. Estima-se que esta mesma quantidade de sal seja depositada como sedimento no fundo dos oceanos, ou seja, praticamente a mesma quantidade perdida de sal é resposta por este processo natural.

Fontes hidrotermais são comuns nas profundezas dos oceanos (Imagem: Reprodução/NOAA)
Fontes hidrotermais são comuns nas profundezas dos oceanos (Imagem: Reprodução/NOAA)

Mas, além das chuvas, a sal do mar vem das fontes hidrotermais localizadas no fundo dos oceanos. Quando a água penetra estas fissuras, ela é aquecida pelo calor interno da Terra (seu magma) e, com isto, uma série de reações químicas acontecem. Inevitavelmente ela é liberada, reabastecendo parte dos sais minerais. Os vulcões subaquáticos também são responsáveis por esta reposição.

Variações ao redor do mundo

Embora a salinidade média do mar seja considerada estável e não se torna mais ou menos salgada com o tempo, isto não significa que a concentração de sal das águas do mar não varie de acordo com a localidade. Por exemplo, o Mar Morto possui a maior concentração do mundo, pois ali o calor aumenta a taxa de evaporação, além da pouca quantidade de chuva para reabastecer a água.

Salinidade superficial do oceano global (Imagem: Reprodução/NASA)
Salinidade superficial do oceano global (Imagem: Reprodução/NASA)

Em contrapartida, o mar Báltico, ao norte da Europa, possui uma das menores taxas de salinidade da Terra. Isso é explicado por conta do grande escoamento de água doce na região, o qual supera a taxa de evaporação, o que aumenta a diluição dos sais minerais nestas águas. A concentração de sal nos trópicos costuma ser maior que a dos polos, pois nessa faixa a evaporação e a precipitação são maiores que nas regiões afastadas do Equador.

Enquanto os polos da Terra atravessam o verão e as calotas polares passam a derreter, a quantidade de água doce lançada ao mar deixa suas águas menos salinas — como é o caso dos Oceanos Ártico e Antártico. No inverno, acontece o contrário. E a salinidade do mar também varia de acordo com a profundidade: a mais de 1.000 metros da superfície, a quantidade média de sal se torna relativamente a mesma em todos os oceanos.

No Mar Morto, a salinidade é de 4,1%, bem maior do que a média global de 3,5% (Imagem: Reprodução/Unsplash/Konstantin Tretyak)
No Mar Morto, a salinidade é de 4,1%, bem maior do que a média global de 3,5% (Imagem: Reprodução/Unsplash/Konstantin Tretyak)

Portanto, o mar não fica nem mais e nem menos salgado com o tempo, pois a própria dinâmica da Terra garante seu equilíbrio médio — com exceção das concentrações da salinidade superficial, que variam conforme os processos responsáveis pela reposição de água doce e sais minerais dos oceanos.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos