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África do Sul cautelosa com vacinas da Rússia e CanSino por HIV

Antony Sguazzin, Janice Kew e Loni Prinsloo
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- As vacinas da Rússia e da CanSino Biologics e outros imunizantes contra a Covid-19 com base no vírus que causa resfriados devem mostrar que não tornam as pessoas mais vulneráveis à infecção por HIV antes de obter aprovação na África do Sul, segundo o responsável por uma empresa de vacinas no país.

A Sputnik V, da Rússia, a vacina da CanSino e outro imunizante em desenvolvimento pela ImmunityBio usam um vírus do resfriado inofensivo chamado adenovírus tipo 5 (Ad5) para transportar o material genético do SARS-Cov-2 para as células dos pacientes e desencadear uma resposta imunológica.

A abordagem causou problemas mais de dez anos atrás, quando uma vacina experimental contra a AIDS da Merck & Co, que se baseava no vírus do resfriado, foi associada ao aumento de infecções por HIV e a pesquisa foi interrompida. Qualquer aumento da suscetibilidade ao vírus que causa a AIDS é uma preocupação particular na África do Sul, que tem o maior número de casos de HIV do mundo, com cerca de 7,8 milhões de pessoas infectadas.

“É uma preocupação que deve ser abordada”, disse Morena Makhoana, diretor-presidente da Biovac, estatal de vacinas da África do Sul. As empresas foram “encorajadas a fazer um ensaio clínico em nosso ambiente. Não acho que seja um problema que não possa ser superado”, disse em entrevista.

A África do Sul é o país mais afetado pela Covid-19 no continente, com quase 1,5 milhão de casos confirmados e 48.478 mortes.

Alerta de cientistas

Cientistas destacaram o risco em carta publicada na revista médica The Lancet em outubro passado, dizendo que as vacinas contra a Covid-19 que usam o mesmo vetor da Merck “poderiam aumentar de forma semelhante o risco de contágio por HIV entre homens que recebem a vacina”, e pediram uma avaliação.

Outras vacinas usam essa abordagem - são conhecidas como imunizações de vetores virais -, mas nem todas carregam o mesmo vírus. As vacinas da AstraZeneca e da Johnson & Johnson contra a Covid-19 usam outros adenovírus. No caso da Sputnik V, cuja dose de reforço difere da original, apenas a segunda dose usa um adenovírus tipo 5 como vetor.

O motivo pelo qual a vacina da Merck tornou alguns receptores mais propensos a contrair o HIV nunca foi totalmente elucidado, de acordo com Makhoana. “No momento, existe alguma associação entre Ad5 e HIV, mas isso não significa que haja um vínculo direto”, disse.

Um assessor do governo diz que pesquisas são necessárias para mostrar que as vacinas contra o coronavírus não terão o mesmo efeito no sistema imunológico, mas isso não implicaria necessariamente embarcar em meses de novos ensaios custosos.

“Não precisa ser um estudo clínico”, disse Salim Abdool Karim, copresidente do comitê consultivo ministerial para a Covid-19 da África do Sul. “Pode ser um estudo em animais, pode ser algum marcador de laboratório.” Os fabricantes, disse, devem “mostrar que o Ad5 usado no ensaio da vacina contra o HIV e seu Ad5 se comportam de maneira diferente”.

Descobertas ‘controversas’

A CanSino reconheceu a questão do HIV quando publicou os primeiros resultados clínicos na The Lancet em maio. Segundo a empresa, a associação entre o aumento do risco de infecção e as vacinas de vetor Ad5 era “controversa e seu mecanismo não é claro”, mas disse que monitoraria os participantes preventivamente.

O Fundo de Investimento Direto Russo, que apoiou o desenvolvimento da Sputnik V e é responsável pela distribuição internacional, disse que não há conexão confirmada entre as vacinas de vetor adenovírus do tipo 5 e o risco de HIV. Os dados de estudos em pequena escala foram posteriormente refutados por análises mais amplas, disse um porta-voz por e-mail.

A vacina experimental da ImmunityBio deve iniciar ensaios clínicos em humanos na Cidade do Cabo neste mês.

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©2021 Bloomberg L.P.