Mercado fechado
  • BOVESPA

    121.113,93
    +413,26 (+0,34%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.726,98
    +212,88 (+0,44%)
     
  • PETROLEO CRU

    63,07
    -0,39 (-0,61%)
     
  • OURO

    1.777,30
    +10,50 (+0,59%)
     
  • BTC-USD

    55.907,16
    -6.540,36 (-10,47%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.398,97
    +7,26 (+0,52%)
     
  • S&P500

    4.185,47
    +15,05 (+0,36%)
     
  • DOW JONES

    34.200,67
    +164,68 (+0,48%)
     
  • FTSE

    7.019,53
    +36,03 (+0,52%)
     
  • HANG SENG

    28.969,71
    +176,57 (+0,61%)
     
  • NIKKEI

    29.683,37
    +40,68 (+0,14%)
     
  • NASDAQ

    14.024,00
    +10,00 (+0,07%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6943
    -0,0268 (-0,40%)
     

África enfrenta onda de Covid mais severa com menos restrições

·2 minuto de leitura
(Fevereiro) Enfermeira tem a temperatura medida antes de se vacinar contra a Covid na África do Sul

A maioria dos países africanos decretou menos medidas para conter a segunda onda de Covid-19, apesar do aumento de cerca de 30% no número de casos, segundo um dos poucos estudos sobre o impacto da pandemia naquele continente.

Entre fevereiro e dezembro de 2020, foram registrados 2,8 milhões de casos nos 55 países da União Africana, 3% do total mundial, e 65.602 mortos, calcula o estudo, publicado nesta quinta-feira na revista britânica "The Lancet". A reação rápida e coordenada dos países africanos para combater a pandemia "provavelmente limitou a gravidade da primeira onda", estimam os pesquisadores, que trabalham para o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças, o Ministério da Saúde do Marrocos e o Instituto Sul-Africano de Doenças Infecciosas.

A posterior flexibilização e o fraco cumprimento pela população das medidas de prevenção, muitas vezes por necessidade econômica, "contribuíram, no entanto, para o impacto maior observado na segunda onda", analisam os autores. O número de casos diários no fim de dezembro, quando dois terços dos países do continente enfrentavam ou haviam enfrentado a segunda onda, subiu para 23.790, 30% a mais do que no pico da primeira onda, em julho de 2020, quando foram contabilizados 18.273 casos diários.

Embora o continente tenha sido globalmente menos afetado do que o restante do mundo, a taxa de incidência é comparável à média mundial em alguns países, como Cabo Verde, África do Sul, Líbia e Marrocos, aponta o estudo. Três quartos dos mortos foram registrados em cinco países (África do Sul, Egito, Marrocos, Tunísia e Argélia).

Os países africanos, onde, no melhor dos casos, está começando a campanha de vacinação, "devem enfrentar novas ondas da doença", alertam os pesquisadores. Segundo a OMS, apenas 0,1% das doses administradas no mundo foram aplicadas em países de baixa renda, enquanto os de alta renda (16% da população mundial) concentram mais da metade (56%). Nesse contexto, o estudo mostra a "necessidade de continuar acompanhando e analisando a situação sanitária no continente, aumentar a capacidade de diagnóstico e redobrar os esforços para que a população respeite as medidas de saúde pública.

abb/rh/fio/af/rs/lb