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Às vésperas dos 80 anos de Roberto Carlos, livro mostra como o Rei já foi execrado pela crítica especializada

Danilo Perelló
·2 minuto de leitura

No mês em que completa 80 anos de vida — comemorados na próxima segunda-feira — Roberto Carlos tem sua obra revista no livro “Querem acabar comigo - da jovem guarda ao trono, a trajetória de Roberto Carlos na visão da crítica musical” (Máquina de Livros), do pesquisador Tito Guedes, de 23 anos. O autor faz uma análise de como a crítica musical especializada encarava o cantor mais popular do país ao longo dos anos e mostra que o Rei estava longe de ser amado pela imprensa como sempre foi por seus fãs.

— Em 1965, com a Jovem Guarda no auge e um programa com os artistas do gênero no ar, um crítico de TV disse que eles eram um grupo de garotos dançando de forma grotesca e definiu Roberto Carlos como “um debiloide de pouco mais de 20 anos que fazia sucesso cantando sobre um calhambeque”. Outro dizia que não conseguia nem entender o que ele falava, já que ele não sabia cantar — pontua Tito (filho do jornalista Octavio Guedes, da GloboNews), ao mostrar que o tratamento em relação ao cantor só foi melhorando quando ele ficou mais próximo de ícones da Tropicália, como Caetano Veloso e Gilberto Gil, bem vistos pelos intelectuais da época. Ter música gravada por Elis Regina também ajudou.

Tito vê esse comportamento tão rigoroso por parte dos críticos como uma dinâmica recorrente até os dias atuais, especialmente quando eles analisam novos cantores ligados a estilos populares.

— Vejo uma relação do Roberto Carlos com a Anitta, por exemplo. Não sei como vai ser sua carreira nas próximas décadas. Mas ela veio do funk, visto como vulgar e que também sofre preconceito. E Anitta também conseguiu apoio de Caetano e Gil, ganhou muitos elogios de Nelson Motta, gravou com a Madonna... Essas coisas vão dando uma chancela ao artista. Escrevendo o livro, eu pensava muito na trajetória dela como cantora. No futuro, talvez a história de Anitta mereça um livro nesses moldes também — compara o escritor, ao citar outro jovem artista de sucesso: — Há quem compare Roberto com Luan Santana. Realmente tem a ver, por ser um cantor romântico e ter sido malvisto quando começou.

Curiosidades sobre a obra

Tempos difíceis

O título do livro é de uma canção homônima gravada por Roberto Carlos no álbum de 1966. Segundo Tito, esse foi o momento em que a crítica atacou mais fortemente a produção do cantor.

Vende bem? desconfie!

O autor destaca que, mesmo na década de 1970, quando os críticos deixaram de fazer ataques pessoais a Roberto, o fato de seus discos venderem muito era visto com muita ressalva.

É dura a vida...

Os discos mais execrados do Rei da década de 1960 passaram a ser tratados como obras-primas a partir de 1990. Já boa parte da crítica seguia falando mal do Roberto ainda nessa época.

"Querem acabar comigo"

Editora Máquina de Livros

R$42 (impresso) e R$28,90 (e-book)