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À frente nas pesquisas na Alemanha, candidato social-democrata enfrenta cerco por escândalos financeiros

·4 minuto de leitura

BERLIM — As pesquisas continuam prevendo que Olaf Scholz, o candidato social-democrata à sucessão de Angela Merkel, se tornará o próximo chanceler. Sua vantagem sobre o conservador Armin Laschet diminuiu ligeiramente, mas permanece entre três e cinco pontos na média das pesquisas. No entanto, o que parecia uma reta reta final tranquila da campanha começa a complicar o candidato, também ministro das Finanças e vice-chanceler.

A eclosão do enésimo escândalo financeiro na Alemanha se transformou em uma nuvem que ameaça se transformar em tempestade no pior momento possível. Scholz terá de comparecer na próxima segunda-feira diante de uma comissão do Parlamento para dar explicações sobre o escritório de combate à lavagem de dinheiro, vinculado a seu ministério. Como se não bastasse, o Ministério Público vai investigar seu número dois por publicar um documento secreto em um tuíte, em defesa de seu chefe.

Scholz conseguiu avançar na campanha sem que dois grandes escândalos econômicos que ocorreram durante sua gestão fossem lembrados. Seus rivais nem mesmo os mencionaram no primeiro debate eleitoral. Mas na semana passada, a apenas 17 dias de uma disputa eleitoral decisiva para a Alemanha — e para a Europa —, foi divulgada a notícia de que a Procuradoria de Osnabrück, no Noroeste do país, estava investigando dois ministérios em Berlim, o de Scholz (Fazenda) e o da Justiça, também liderado por um social-democrata.

Os promotores buscavam informação sobre a Unidade de Inteligência Financeira (FIU, na sigla em alemão) com sede em Colônia, investigando uma suposta obstrução da Justiça ao não informar as autoridades competentes de várias suspeitas de lavagem de dinheiro. A FIU é organicamente vinculada ao ministério de Finanças, mas é independente em seu funcionamento diário.

Alguns jornais alemães questionam se o momento escolhido para fazer as buscas é oportuno ou se esconde intenções políticas. O próprio Scholz sugeriu isso quando assegurou que os promotores, que não estão investigando ele ou qualquer funcionário do seu ministério, “poderiam ter enviado suas perguntas por escrito”. A frase lhe custou o ataque mais feroz de Laschet durante o segundo debate eleitoral, no domingo passado.

Com os conservadores afundados nas pesquisas, seu líder partiu para a ofensiva contra o favorito, dando a entender que era irresponsável questionar o Estado de direito e dar asas ao populismo. Em seu discurso, Laschet sugeriu que o objeto da investigação era o ministério de Scholz e que o social-democrata não tinha controle sobre seus subordinados.

O caso se complica porque agora porque a Procuradoria de Osnabrück, liderada por um funcionário que durante anos se dedicou à política local com a União Democrata Cristã (CDU, de Merkel e Laschet), abriu um processo contra o Secretário de Finanças, Wolfgang Schmidt, um funcionário próximo a Scholz há anos mais de 20 anos.

Schmidt, conhecido por defender seu chefe em todas as plataformas possíveis, incluindo as redes sociais, tuitou há poucos dias trechos do mandado de busca que autoriza promotores a entrar nos ministérios. Segundo o Ministério Público, este documento não pode ser divulgado publicamente. Ao torná-lo público, o número dois de Scholz pretendia se opor a um comunicado de imprensa ambíguo do Ministério Público que parecia sugerir que as investigações eram mais amplas. O mandado de busca deixa claro, no entanto, que o objetivo era apenas identificar os funcionários da FIU envolvidos no caso. Em outras palavras, não houve suspeitas contra funcionários do ministério.

Há muitas interrogações sobre como todo o processo foi realizado. Por exemplo, o mandado de busca é datado de 10 de agosto, mas os promotores esperaram um mês para executá-lo. O perito constitucionalista Joachim Wieland, que tem manifestado na TV pública suas dúvidas, destaca, por exemplo, que o comunicado de imprensa que divulgou a ação não condiz com o conteúdo do mandado de busca:

— Os comunicados de uma autoridade são obrigados a informar a verdade ao público, o que foi violado neste caso — afirma.

Os conservadores, enquanto isso, alimentam dúvidas na tentativa de insinuar que Scholz não tenha feito o suficiente para evitar a lavagem de dinheiro e que sua gestão seja inadequada. O comitê de finanças do Bundestag tratará do assunto na próxima segunda-feira. Ainda não se sabe se Scholz irá comparecer pessoalmente ou por videoconferência. Faltarão seis dias para a eleição.

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