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À espera de megaleilão do pré-sal, Ibovespa cai com Petrobras

Juliana Machado

Certa pressão por realização de lucros dominou toda a sessão A baixa das ações da Petrobras nas vésperas do megaleilão de excedentes da cessão onerosa levou o Ibovespa a terminar com um pequeno recuo hoje. Certa pressão por realização de lucros dominou toda a sessão, mas a alta dos bancos no fim do dia ajudou a equilibrar a baixa do índice e mantê-lo mais perto da estabilidade. No fim do pregão, o Ibovespa teve pequeno recuo de 0,06%, aos 108.719 pontos. Na mínima do dia, o índice tocou os 108.253 pontos. O volume financeiro deu um grande salto, encerrando em R$ 16,2 bilhões, bem acima da média diária negociada nos pregões de 2019, de R$ 12,5 bilhões. Entre as “blue chips”, papéis de grande peso e participação na bolsa, os bancos encerraram com ganhos, como se viu em Bradesco (1,69% a ON e 1,35% a PN), Itaú Unibanco (1,73%) e Banco do Brasil (0,63%). A Vale terminou com leve alta de 0,10% hoje. Predomina ainda, nesses casos, certo ânimo vindo do exterior, onde as bolsas americanas bateram novos recordes e onde a migração de recursos para outros ativos de risco prossegue. Na outra ponta, houve pressão por realização de lucros, após o Ibovespa bater as máximas recentemente, e a Petrobras liderou as baixas: a ON terminou com perda de 1,27% e a PN cedeu 2,34%. As quedas são atribuídas ao sentimento de cautela, sobretudo de investidores locais, antes do megaleilão do excedente de blocos “semimaduros” do pré-sal, que acontece amanhã. Julio Bittencourt/Valor Depois que a francesa Total e a britânica BP afirmaram que não participariam do certame, o investidor passou a temer uma baixa adesão das petroleiras internacionais, que poderia forçar a Petrobras a elevar a sua fatia nos blocos para garantir o sucesso do leilão. No entanto, na visão de gestores alocados nas ações da empresa, isso representa apenas uma pressão de curto prazo, sem efeitos sobre a qualidade dos fundamentos da estatal, que é hoje muito mais eficiente e focada em controlar o endividamento via venda de ativos e foco na produção. Embora seja particularmente diferente e maior do que o usual, o megaleilão de excedentes da cessão onerosa faz parte de um processo “altamente rotineiro” no setor de petróleo e gás. Ainda que predomine certo receio no curto prazo, depois que a Total e a BP decidiram não entrar no certame, a expectativa é que o evento tenha efeitos praticamente nulos sobre a direção das ações da Petrobras. A leitura é do analista para o setor do banco americano Raymond James, Pavel Molchanov. Ainda na ponta negativa, as ações da JBS acumularam as maiores baixas do Ibovespa depois que o procurador-geral da República, Augusto Aras, entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um novo pedido de anulação do acordo de delação premiada do empresário Joesley Batista. A JBS ON chegou a registrar baixa de 7,1% no pior momento do dia e terminou com recuo 3,87%. O pedido de anulação de Aras está em análise pelo relator da Lava-Jato no STF, ministro Luiz Edson Fachin. Se for mesmo invalidado, Joesley pode voltar para a cadeia e as provas apresentadas por ele continuarão valendo — e os acordos firmados com a holding J&F Investimentos, a controladora da JBS, podem estar ameaçados. A mesma solicitação de cancelamento do acordo já havia sido feita por Rodrigo Janot e Raquel Dodge, antecessores de Aras no cargo. A alegação dos procuradores é que houve descumprimento de cláusulas durante o processo de negociação da colaboração premiada. “A delação permitiu que a companhia fizesse vários parcelamentos para pagamentos de multas para acertar as contas com o poder público. Se cai o acordo de delação preimiada, podem cair também os demais acordos feito com a companhia. Na dúvida se isso vai ou não respingar na JBS, o investidor avalia que é melhor vender a ação”, diz um operador.