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À espera do fim de semana, traders focam apenas em ‘sobreviver’

Bloomberg News
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O que quer que aconteça nas negociações de sexta-feira, nesta semana e fechamento do mês, duas coisas são certas nos mercados globais: a escala das oscilações de fevereiro tem poucos precedentes e todos envolvidos terão histórias para contar.

O índice S&P 500 está a caminho do sétimo dia de baixa, o que seria a maior sequência de perdas desde 2016. Cerca de US$ 6 trilhões foram eliminados dos mercados acionários globais nesta onda de vendas, enquanto títulos públicos já caros registraram tanta demanda que os rendimentos atingiam mínimas históricas diariamente.

“Agora tem mais a ver com sobrevivência do que retorno sobre capital”, disse John Moore, chefe de trading da Berkeley Capital Wealth Management. “A noite passada foi de insônia, e podemos ter outra hoje à noite, mas o fim de semana está chegando, então dedos cruzados para que as coisas se acalmem.”

Esta onda de vendas vem com uma vantagem adicional: velocidade. Em um exemplo que resume a semana, o Dow Jones Industrial Average em um momento deu um mergulho de 500 pontos em 45 minutos na quinta-feira. A correção do índice S&P 500 foi a mais rápida já registrada.

Nos pregões e nas mesas de pesquisa em todo o mundo, participantes do mercado ainda recuperam o fôlego e se preparam para o que virá a seguir.

27 horas

Sem surpresa, a insônia tem sido um tema comum. Na Futures First, o analista de pesquisa Rishi Mishra disse que alguns colegas haviam passado até 27 horas nas mesas. Para os jovens, é um evento único na carreira.

“Muitos de nós que não negociamos durante a crise de 2008 vemos isso como um daqueles dias em que você poderia contar aos netos”, disse Mishra.

De fato, de forma ameaçadora, nos próprios mercados as comparações com 2008 e com a crise financeira global começam a surgir. O S&P 500 caiu 2,4% às 9h46 em Nova York na sexta-feira, o que poderia ser a pior semana desde o início de outubro de 2008. Foi o período de turbulência após o colapso do Lehman Brothers.

--Com a colaboração de Ksenia Galouchko, Anchalee Worrachate, Abhishek Vishnoi e John Ainger.

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