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À espera da visita de Biden, UE busca deixar disputas no passado

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Quando o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, viajar a Bruxelas no próximo mês, a União Europeia e o governo americano vão buscar um fim para os conflitos comerciais que contaminaram as relações transatlânticas, ao mesmo tempo que se comprometerão a trabalhar juntos para superar a pandemia de Covid-19.

Os aliados terão como objetivo resolver uma antiga disputa sobre aeronaves até 11 de julho, chegar a um consenso global sobre um novo sistema tributário até meados de 2021 e remover tarifas punitivas sobre as exportações de aço e alumínio até o final do ano, segundo cópia da minuta da declaração obtida pela Bloomberg.

A UE está empenhada em renovar as relações com os EUA, que azedaram nos últimos quatro anos quando o governo Trump minou organizações multilaterais como a Organização Mundial do Comércio, deixou o Acordo de Paris e atingiu o bloco de 27 nações com tarifas sobre metais em nome da segurança nacional.

“Reconhecendo a importância da parceria UE-EUA como âncora para a paz, segurança e estabilidade no mundo todo, nos comprometemos a unir forças para prevenir e resolver conflitos pacificamente, defender o Estado de direito e o direito internacional e promover os direitos humanos para todos, igualdade de gênero e empoderamento de mulheres e meninas”, afirma o comunicado elaborado pela UE.

Uma porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca não quis comentar.

A cúpula UE-EUA acontecerá em Bruxelas em 15 de junho e coincidirá com a primeira viagem de Biden à Europa desde que assumiu a presidência. Os pontos da minuta estão em discussão e já passam por alterações, segundo duas pessoas a par do assunto.

Trégua transatlântica

A pressão para chegar a um consenso sobre questões tributárias globais ocorre quando as maiores economias do mundo debatem onde tributar empresas na era digital e como aplicar uma alíquota mínima às multinacionais. Os ministros das Finanças do Grupo dos Sete discutirão o assunto na próxima semana, e governos europeus estão cada vez mais otimistas com um avanço.

A UE e os EUA também vão redobrar esforços para pôr fim a duas batalhas comerciais distintas: uma disputa de 17 anos sobre subsídios ilegais à europeia Airbus e à americana Boeing e um confronto na área de metais no qual os EUA impuseram tarifas sobre o aço e importações de alumínio, citando preocupações com a segurança nacional. A medida provocou uma retaliação da UE. Ambos os lados têm buscado amenizar as disputas nos últimos meses em um esforço para facilitar o caminho para uma resolução.

A minuta também indica uma possível proposta da OMC com o objetivo de restringir o apoio estatal às indústrias como parte de um esforço conjunto para limitar os subsídios excessivos da China para empresas privadas. Se as negociações avançarem para uma ampla coalizão de países, poderá se tornar a tentativa mais significativa de reescrever as regras da OMC em mais de duas décadas.

A minuta sugere ainda que a UE vai buscar um maior alinhamento com os EUA em relação à China; defende o lançamento de um Conselho de Comércio e Tecnologia que fomentará o comércio e o investimento em tecnologias críticas; propõe a criação de uma força-tarefa conjunta de vacinas contra a Covid para enfrentar a pandemia globalmente; e promete trabalho conjunto em questões de política externa.

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©2021 Bloomberg L.P.