Mercado abrirá em 4 h 52 min
  • BOVESPA

    121.801,21
    -1.775,35 (-1,44%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.195,43
    -438,48 (-0,85%)
     
  • PETROLEO CRU

    68,14
    -0,01 (-0,01%)
     
  • OURO

    1.816,10
    +1,60 (+0,09%)
     
  • BTC-USD

    38.763,59
    +979,43 (+2,59%)
     
  • CMC Crypto 200

    959,37
    +32,60 (+3,52%)
     
  • S&P500

    4.402,66
    -20,49 (-0,46%)
     
  • DOW JONES

    34.792,67
    -323,73 (-0,92%)
     
  • FTSE

    7.115,98
    -7,88 (-0,11%)
     
  • HANG SENG

    26.209,56
    -216,99 (-0,82%)
     
  • NIKKEI

    27.728,12
    +144,04 (+0,52%)
     
  • NASDAQ

    15.093,00
    +19,50 (+0,13%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1463
    +0,0280 (+0,46%)
     

À espera da decisão do Copom, juros futuros fecham em queda

·3 minuto de leitura

A taxa do DI para janeiro de 2021 recuou a 2,09%, ante 2,10% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2023 foi a 4,10%, de 4,19% no ajuste anterior Faltando poucas horas para a decisão de política monetária do Banco Central, o mercado de juros futuros revela uma posição bastante clara dos investidores que esperam novos cortes na taxa básica, a Selic, nesta quarta-feira (17). A redução de 0,75 ponto percentual, de 3,00% para 2,25%, é dada quase como certa no mercado, enquanto há precificação de mais um ajuste, com magnitude menor, em agosto. De acordo com cálculos da Haitong, o mercado de juros futuros projeta redução de 0,68 ponto percentual da Selic nesta quarta-feira, quando o Copom anunciar sua decisão de política monetária. E para agosto, embute corte de 0,27 ponto percentual. Ou seja, a expectativa é que o Copom continue a dar estímulos a economia, mesmo depois de ter sinalizado em maio que faria um último ajuste na reunião de junho. No fim da sessão regular, às 16h, a taxa do DI para janeiro de 2021 recuou a 2,09% ante 2,10% no ajuste anterior, enquanto a do DI para janeiro de 2022 foi a 3,03% (3,08% no ajuste anterior) e o juro do DI para janeiro de 2023 anotou 4,10% (4,19% no ajuste anterior). Entre os vencimentos mais longos, que aceleraram a queda durante a tarde, o DI para janeiro de 2025 recuou a 5,66% (de 5,77% no ajuste anterior) e o DI janeiro para 2027 anotou 6,63%% (6,74% no ajuste anterior). Hoje, a decisão do Copom de reduzir a Selic de 3,00% para 2,25% é dada praticamente como certo no mercado. O que os investidores mais aguardam é o conteúdo do comunicado que acompanha o anúncio, que deve conter sinais sobre os próximos passos da autoridade monetária. Para boa parte dos analistas, a autoridade monetária pode indicar uma pausa no processo de afrouxamento, conforme apontado anteriormente em maio, mas sem fechar as portas para futuros movimentos. Para Flavio Serrano, economista-chefe do Haitong, o Copom poderia manter a sinalização de pausa no ciclo de corte de juros, mas colocando alguma condicionalidade para novos ajustes, com cautela e parcimônia. “Não fecha nem abre totalmente as portas para novos cortes. Acho que isso já seria mais 'hawk' [favorável a uma política mais restritiva] em relação ao que o mercado espera”, explica o profissional. Caso o Copom siga essa linha, é bem possível que os juros futuros enfrentem algum ajuste amanhã, mas é difícil pensar que o mercado deixará de precificar algum corte dada a situação atual de quebra da atividade, inflação baixa e aumento do hiato do produto. Já os analistas do Itaú Asset acreditam que “não só a porta ficará aberta para novos cortes, como veremos a taxa básica de juros atingir 1,5% ao ano ao final desse ciclo de cortes”. Mais agressiva que de boa parte dos analistas, a percepção na gestora é sustentada pelo ambiente internacional mais benigno, refletido em taxa de câmbio em patamar mais apreciado e com menos volatilidade. Além disso, “os dados de atividade fracos e inflação baixa já sugerem um espaço significativo de queda de juros, na ordem de 220 pontos base adicionais”, acrescentam. “Ou seja, pelo próprio modelo do Banco Central, a taxa de juros poderia atingir algo como 0,75% ao ano. Essa leitura inclusive coloca um risco de que os cortes de juros sejam mais agressivos à frente. Logo, nos parece um erro fechar a porta em vista desse cenário de espaço tão amplo para cortes”, concluem.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos