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À espera de Copom, dólar fecha em alta com sinalização do Fed

·3 minuto de leitura
Notas de dólares dos EUA

Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em alta nesta quarta-feira, acima de 5,30 reais, com uma arrancada vespertina após indicações de que cortes de estímulos nos Estados Unidos estão mais próximos, enquanto o mercado também manteve ansiedade antes da decisão de política monetária doméstica mais tarde.

O dólar à vista subiu 0,34%, a 5,3033 reais na venda.

A moeda operou entre estabilidade e baixa ao longo de toda a manhã e início da tarde, indo a uma mínima de 5,2501 reais (-0,67%). Mas depois das 15h (de Brasília) houve forte vaivém nos preços, e a cotação chegou a se aproximar dos pontos mínimos de mais cedo, apenas para então iniciar uma escalada íngreme que rapidamente a fez trocar de sinal e bater uma máxima de 5,3194 reais (+0,64%).

A reviravolta foi ditada pelas sinalizações do banco central norte-americano (Fed) de que o começo da redução de compras de ativos ("tapering") está mais próximo, com chances ainda de juros mais altos antes do esperado.

Lá fora, o índice do dólar também mostrou volatilidade e, após cair 0,24% na mínima da sessão pós-anúncio do Fed, subia 0,25% no fim da tarde, para máximas em um mês.

A aguda volatilidade após o anúncio da decisão do Fed e as falas do chair do banco, Jerome Powell, mexeu com as precificações de retornos de taxas de juros embutidas em contratos de real.

Esse número --uma medida da atratividade da moeda brasileira-- por um breve momento chegou a despencar, na esteira da perspectiva de que a oferta de liquidez em dólar diminua e que o custo de oportunidade de se deixar de apostar na moeda norte-americana fique mais alto à medida que os EUA se preparam para o "tapering" e apontam juros mais altos já em 2022.

A taxa de juros implícita nos contratos de câmbio a termo de real/dólar de um ano caiu de 8,24% para 8,01% por volta de 16h30. O rendimento amenizou perdas, mas ainda estava em 8,16%, patamar abaixo do da véspera e da máxima recente de 8,39%.

"A nossa taxa de juros não vai subir mais com tanto ímpeto apesar de o Copom estar atrás da curva de inflação, enquanto nos EUA eles se aproximam de cortar compras de ativos. Isso mantém o 'gap' (diferencial) entre ambas as políticas monetárias e ajuda a explicar por que o dólar ainda está acima de 5 reais mesmo com os aumentos de juros aqui já efetuados", disse Paloma Brum, analista da Toro Investimentos.

O Banco Central deve anunciar a partir de 18h30 desta quarta-feira sua decisão de juros, com ampla expectativa de acréscimo de 1 ponto percentual na Selic, para 6,25% ao ano.

Dias atrás, o mercado se dividia entre elevação de 1,25 ponto e 1,50 ponto, mas essas apostas foram desarmadas por declarações do presidente do BC, Roberto Campos Neto, de que o Copom não reagiria a cada dado de alta frequência.

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