Mercado fechará em 5 h 8 min
  • BOVESPA

    106.468,90
    +95,03 (+0,09%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    53.973,27
    +228,35 (+0,42%)
     
  • PETROLEO CRU

    85,43
    +1,61 (+1,92%)
     
  • OURO

    1.817,80
    +1,30 (+0,07%)
     
  • BTC-USD

    41.584,69
    -1.025,89 (-2,41%)
     
  • CMC Crypto 200

    994,03
    -31,70 (-3,09%)
     
  • S&P500

    4.662,85
    +3,82 (+0,08%)
     
  • DOW JONES

    35.911,81
    -201,79 (-0,56%)
     
  • FTSE

    7.570,96
    -40,27 (-0,53%)
     
  • HANG SENG

    24.112,78
    -105,25 (-0,43%)
     
  • NIKKEI

    28.257,25
    -76,27 (-0,27%)
     
  • NASDAQ

    15.347,00
    -248,75 (-1,59%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,2806
    -0,0132 (-0,21%)
     

Venda de café do Brasil avança a 40% da safra apesar de cautela com seca, diz analista

·2 min de leitura
Armazém com sacas de café em Alfenas (MG)

SÃO PAULO (Reuters) - A comercialização de café da temporada 2021/22, com colheita em andamento no Brasil, atingiu 40% da produção potencial até 8 de junho, avanço de 6 pontos percentuais ante levantamento do mês anterior, apesar de produtores estarem mais cautelosos diante das preocupações com a quebra pela severa seca, avaliou nesta sexta-feira a consultoria Safras & Mercado.

O percentual de vendas é superior a igual período do ano passado, quando girava em torno em 34% da safra e também está bem acima da média dos últimos cinco anos para esta época (26%).

Segundo o consultor de Safras & Mercado, Gil Barabach, a justificativa para essa performance é a escalada dos preços, iniciada ao final do ano passado.

Mas agora o produtor "encurtou a mão" e reduziu o ritmo de venda da safra brasileira 2021, ressaltou o analista.

"Esse comportamento já é notado desde o início do ano, mas ganhou intensidade ao longo dos últimos dois meses. O clima ruim gerou medo em não cumprir os contratos de venda antecipada. E a escalada nas cotações fez crescer a aposta de alta. Isso tudo acabou afastando os vendedores do mercado", comentou.

Ao final de maio a Reuters informou que produtores de café do Brasil, maior fornecedor global da commodity, estão tentando renegociar contratos de venda com exportadores e operadores a preços mais altos, gerando na indústria temores de calotes, segundo profissionais do mercado.

De acordo com Barabach, da Safras, o produtor deve continuar administrando o seu fluxo de venda, particularmente nesse período de transição entre as safras.

"Até a primavera e as floradas da safra 2022 o mercado deve seguir favorável à estratégia de alongar posições, escalonando vendas. Já o recente ajuste na linha de preços e o gradual avanço da oferta nova no mercado não tem sido suficiente para mexer com o comportamento do vendedor, pelo menos, não por enquanto", disse o consultor em nota.

Até o início de junho, produtores tinham colhido cerca de 20% da produção da safra atual.

A comercialização de arábica segue como destaque, alcançando 43% da safra, bem acima da média para o período, que gira em torno de 27%.

"As vendas de conilon ganharam mais ritmo ao longo do último mês de maio, frente ao avanço da colheita e também diante da boa procura tanto de exportador como da indústria local pelo conilon", ponderou ele, observando que os negócios chegaram a 34% da safra.

A comercialização de café arábica e conilon do ciclo anterior atingiu 95% do total colhido até o dia 8 de junho, segundo a consultoria.

(Por Roberto Samora)

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos