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Tesla conecta megabateria secreta à rede do Texas

·3 min de leitura

(Bloomberg) -- Elon Musk decidiu entrar no mercado de energia do Texas com a fabricação, ainda não anunciada, de uma bateria gigantesca conectada a uma rede elétrica que quase colapsou no mês passado. O projeto marca a primeira grande incursão da Tesla no epicentro do setor de energia dos Estados Unidos.

Uma subsidiária da Tesla registrada como Gambit Energy Storage está desenvolvendo discretamente um projeto de armazenamento de energia de mais de 100 megawatts em Angleton, Texas, uma cidade a cerca de 65 quilômetros ao sul de Houston. Uma bateria desse tamanho poderia abastecer cerca de 20 mil residências em um dia quente de verão. Trabalhadores no local mantinham os equipamentos cobertos e afastavam curiosos, mas um logotipo da Tesla podia ser visto no capacete de um funcionário e documentos públicos ajudaram a confirmar o papel da empresa.

Registros de imóveis no condado de Brazoria mostram que a Gambit compartilha o mesmo endereço de uma unidade da Tesla, nos arredores da fábrica de automóveis da empresa em Fremont, Califórnia. Um registro na SEC lista a Gambit como subsidiária da Tesla. Executivos da Tesla não responderam a vários pedidos de comentário.

Enquanto as tempestades de inverno atingiam o Texas em fevereiro e deixavam milhões sem energia por dias, Musk usou o Twitter para zombar da Electric Reliability Council of Texas, ou Ercot, o grupo sem fins lucrativos que administra o fluxo de energia elétrica para mais de 26 milhões de clientes. “Não merecem esse R”, escreveu Musk, em referência à palavra “reliability” do conselho, ou confiabilidade em inglês. O executivo de 49 anos se mudou recentemente para o Texas e várias de suas empresas estão expandindo as operações no estado.

O sistema de armazenamento de bateria em construção pela subsidiária da Tesla está registrado com a Ercot. Warren Lasher, diretor sênior de planejamento de sistema da Ercot, disse que a data proposta de operação comercial do projeto é 1º de junho. O local é adjacente a uma subestação de energia Texas-Novo México.

Embora a Tesla seja conhecida por seus elegantes veículos elétricos movidos a bateria, sempre foi mais do que uma montadora: sua missão oficial é “acelerar a transição do mundo para a energia sustentável”. As baterias em escala de serviços públicos são necessárias para armazenar a eletricidade produzida pela energia eólica e solar, mas também podem se tornar oportunidades rentáveis. Ao armazenar o excesso de eletricidade quando os preços e a demanda estão baixos, os proprietários de baterias podem revendê-la à rede quando os preços sobem.

A Tesla há anos amplia a presença em tecnologia de energia residencial. Em março de 2015, Musk revelou um produto de bateria doméstica, chamado de Powerwall, com um evento chamativo em seu estúdio de design perto de Los Angeles. Muitos executivos de concessionárias e de energia compareceram. Um ano depois, a Tesla adquiriu a SolarCity, instaladora de painéis solares fundada por Musk e primos. Musk então promoveu um “teto solar” que passou por várias iterações sem se tornar um forte concorrente no mercado.

Mas a linha de produtos da empresa já não se resume às residências e chega à rede elétrica. As baterias Powerpack e Megapack foram projetadas com concessionárias em mente. O projeto de baterias da Tesla no sul da Austrália, lançado em 2017, é adjacente a um parque eólico e pode armazenar o excedente de eletricidade gerada em noites de ventos fortes para a demanda diurna. Com 100 megawatts, era o maior projeto de bateria do mundo na época do lançamento.

Embora o foco da Tesla em energia muitas vezes fique em segundo plano no negócio cada vez mais competitivo de fabricação e venda de carros elétricos, Musk e sua equipe executiva continuam a destacar o setor como parte fundamental do crescimento. “Acho que, a longo prazo, a Tesla Energy terá aproximadamente o mesmo tamanho da Tesla Automotive”, disse Musk durante teleconferência sobre o balanço em julho de 2020. “O negócio de energia é coletivamente maior do que o automotivo.”

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©2021 Bloomberg L.P.