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Saiba contra quais variantes do coronavírus a vacina da Janssen é eficaz

·2 minuto de leitura

Nos próximos dias, deve chegar ao Brasil o primeiro carregamento de vacinas contra a COVID-19 da Janssen (Johnson & Johnson). No total, 3 milhões de doses devem ser distribuídas para os brasileiros. Até agora, uma das principais vantagens era a sua aplicação de dose única, mas pesquisadores também observaram que a fórmula mantém a eficácia contra diferentes variantes do coronavírus SARS-CoV-2.

Para entender a eficácia da vacina da Janssen contra diferentes variantes em circulação, o pesquisador Dan Barouch, do Beth Israel Deaconess Medical Center, nos EUA, e sua equipe coletaram amostras de sangue de pessoas que foram voluntárias nos ensaios clínicos do imunizante. Ao examinar as amostras, a equipe conseguiu avaliar como diferentes tipos de anticorpos respondiam às variantes, bem como células do sistema imunológico chamadas de células-T.

Vacina da Janssen é eficaz contra diferentes variantes do coronavírus, como as encontradas incialmente no Reino Unido, no Brasil e na África do Sul (Imagem: Reprodução/Erika8213/Envato)
Vacina da Janssen é eficaz contra diferentes variantes do coronavírus, como as encontradas incialmente no Reino Unido, no Brasil e na África do Sul (Imagem: Reprodução/Erika8213/Envato)

Segundo o estudo ainda não publicado, os efeitos da vacina da Janssen parecem ser relativamente menores contra a variante Beta (B.1.351), identificada pela primeira vez na África do Sul, e a variante Gamma (P.1), encontrada em Manaus. Nesse sentido, os anticorpos neutralizantes foram menos eficazes contra as duas variantes, mas outros tipos de anticorpos e respostas celulares não parecem ser afetados, informou a equipe.

Por outro lado, a resposta imune da vacina da Janssen parecia totalmente eficaz contra a variante Alpha (B.1.1.7), identificada originalmente no Reino Unido. Por enquanto, não foram revelados detalhes sobre a produção de resposta imunológica em resposta à variante Delta (B.1.671.2), encontrada primeiro na Índia.

Vale lembrar que os pesquisadores ainda não sabem, exatamente, como as medições desses anticorpos se correlacionam com a imunidade do mundo real, ou seja, qual é a porcentagem mínima eficaz para a proteção contra a COVID-19. No entanto, mesmo com a variação de respostas imunológicas observadas dependendo da variante, o consenso é de que a fórmula segue eficaz.

Fonte: Canaltech

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