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Prato feito fica até 34% mais caro em 1 ano no Brasil

·2 min de leitura
Prato feito fica, em média, 23% mais caro em um ano no Brasil
Prato feito fica, em média, 23% mais caro em um ano no Brasil
  • Prato feito: estudo leva em consideração o preço de alimentos como o arroz, feijão, bife, batata frita;

  • Em nenhuma das 10 capitais brasileiras pesquisadas, o preço do popular PF acompanhou os 11,3% do IPCA ;

  • Em Porto Alegre, o preço do prato feito subiu 34%.

O impacto gerado pela inflação dos insumos alimentares fez o preço médio do prato feito subir 23% nos últimos 12 meses. Para realizar o estudo, a economista Marcela Kawauti, da Prada Assessoria, considera os valores do arroz, feijão, bife, batata frita e salada de alface e tomate, temperos e gás de cozinha aplicados em território nacional.

Em nenhuma das 10 capitais brasileiras pesquisadas, o preço do popular PF acompanhou os 11,3% da inflação geral, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo), no período. A cidade que mais se aproximou do índice foi Belém, com o prato feito custando 15% a mais do que há um ano. Já em Porto Alegre, os consumidores estão gastando 3 vezes mais para ter acesso ao conjunto de alimentos.

Confira o ranking completo da inflação do prato feito no país, acumulada no último 12 meses:

  1. Porto alegre (RS) - 34%

  2. Vitória (ES) - 33%

  3. Belo Horizonte (MG) - 29%

  4. Rio de Janeiro (RJ) - 26%

  5. Curitiba (PR) - 25%

  6. São Paulo (SP) - 23%

  7. Recife (PE) - 23%

  8. Salvador (BA) - 21%

  9. Fortaleza (CE) - 21%

  10. Belém (PA) - 15%

Preço do almoço por quilo também aumentou no país

Um levantamento do Procon demonstrou que o almoço por quilo, tradicional em todo território brasileiro, ficou 13% mais caro nestes últimos anos. O órgão ainda informou que o preço pode ficar ainda mais caro nos próximos meses.

De acordo com a pesquisa, em janeiro de 2020 o quilo custava em média R$ 56,01, enquanto em fevereiro deste ano o preço médio é de R$ 63,39. No entanto, ao comparar fevereiro de 2022 com outubro de 2021 vemos um aumento menor, de R$ 63,03 para os R$ 63,39.

Isto quer dizer que a maior parte da elevação dos preços ocorreu antes de outubro. Segundo especialistas, um dos motivos para o aumento foi a alta do gás de cozinha, ingrediente essencial no preparo dos alimentos. Nos últimos 12 meses, entre março de 2021 e março de 2022, o GLP teve um aumento de 23,2%.