Mercado abrirá em 7 h 33 min
  • BOVESPA

    117.560,83
    +362,83 (+0,31%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    46.326,68
    +480,88 (+1,05%)
     
  • PETROLEO CRU

    88,24
    -0,21 (-0,24%)
     
  • OURO

    1.718,50
    -2,30 (-0,13%)
     
  • BTC-USD

    19.942,92
    -371,85 (-1,83%)
     
  • CMC Crypto 200

    453,92
    -9,20 (-1,99%)
     
  • S&P500

    3.744,52
    -38,76 (-1,02%)
     
  • DOW JONES

    29.926,94
    -346,96 (-1,15%)
     
  • FTSE

    6.997,27
    -55,35 (-0,78%)
     
  • HANG SENG

    17.776,71
    -235,44 (-1,31%)
     
  • NIKKEI

    27.109,11
    -202,19 (-0,74%)
     
  • NASDAQ

    11.502,00
    -39,75 (-0,34%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,0982
    -0,0153 (-0,30%)
     

O que é ESG e quais empresas se destacam com a iniciativa

·4 min de leitura
ESG or environmental social governance. The company development of a nature conservation strategy
ESG or environmental social governance. The company development of a nature conservation strategy

A sigla ESG em inglês que significa Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança) é utilizada para definir empresas que adotam melhores práticas ambientais, sociais e boas práticas administrativas.

O termo surgiu em um relatório de 2005 intitulado “Who cares Wins (Ganha quem se importa, em tradução livre), uma iniciativa da Organização das Nações Unidas. Desde então, o número de empresas brasileiras engajadas com a agenda ESG.

Dados divulgados em janeiro deste ano da 17ª carteira de Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3 (ISE B3) indicam que o número de corporações na carteira aumentou de 40 para 46 e a quantidade de setores passou de 15 para 27. Segundo a B3, as empresas somam R$ 1,74 trilhão em valor de mercado. No entanto, ainda há muito para avançar.

Um estudo conduzido pelo Instituto FSB Pesquisa ouviu 401 empresários de diferentes segmentos e regiões do país e concluiu que 79% das empresas afirmaram que questões socioambientais fazem parte da estratégia de negócios. Já 47% participam de ações pelo desenvolvimento sustentável, sendo reciclagem a mais citada (13%), seguido de treinamentos sobre meio ambiente (10%).

A revista Exame lançou no ano passado um guia intitulado Melhores do ESG. Veja a seguir cinco empresas brasileiras de grande porte que foram destaque e as ações promovidas por elas:

  1. Itaú

  2. Ambev

  3. Boticário

  4. Natura

  5. Suzano

Itaú

Em 2020, durante o primeiro ano da pandemia, o banco Itaú anunciou o Todos pela Saúde, fundo para doação de R$ 1 bilhão para o Sistema Único de Saúde (SUS) para combater a crise sanitária causada pelo coronavírus. Até então, nenhuma empresa havia doado uma quantia tão grande para alguma causa social.

Alguns resultados foram atingidos. Cerca de 100 milhões de reais foram doados para fábricas de vacinas. Metade disso ao Instituto Butantan, em São Paulo, a outra para a Fiocruz, no Rio de Janeiro, onde a quantia também ajudou a erguer um centro de processamento de testes do tipo PCR, o padrão de mercado contra a covid-19.

Ambev

Em plena pandemia, um motivo para muitas empresas engavetarem projetos de sustentabilidade, as fábricas da Ambev seguiram à risca um plano de redução no consumo de água elaborado há quase três décadas.

O resultado: uma economia de 4,7% no uso de água em 2020 na comparação com o ano anterior e de 55%, por exemplo, em 2002.

A crise sanitária deu gás para a faceta social da empresa, uma das pioneiras da onda de solidariedade corporativa brasileira contra o coronavírus. Em março de 2020, no início da crise, a Ambev adaptou uma fábrica no Rio de Janeiro para produzir álcool em gel.

Em 2021, com a segunda onda pressionando hospitais Brasil afora, uma fábrica no interior paulista virou uma usina de oxigênio para hospitais. Além disso, a empresa doou equipamentos de proteção, como máscaras, para profissionais na linha de frente do combate ao vírus, num total de 150 milhões de reais investidos em ações sociais.

Boticário

O segredo para o bom desempenho em ESG do Grupo Boticário, de cosméticos e produtos de beleza, está na equação entre geração de valor social e produtos feitos com um impacto mínimo no meio ambiente.

Um exemplo: a empresa tem um dos principais programas de logística reversa da indústria brasileira de cosméticos. Quase 100% dos resíduos das fábricas viram outras coisas dentro da empresa, como embalagens de outros produtos. A emissão de gases de efeito estufa está em queda nas fábricas desde 2018 com a implantação de programas para uso de energias limpas.

Na esteira dos objetivos ESG, o Boticário também anunciou, em dezembro do ano passado, a primeira emissão de títulos verdes atrelados a metas de sustentabilidade do país, os chamados sustainability-linked bonds.

Natura

A Natura é uma das empresas mais representativas quanto às atuações voltadas para ESG. A companhia acumula projetos em diversidade, preservação da Amazônia e circularidade que vão investir mais de 800 milhões de dólares até 2030. Os compromissos de sustentabilidade são focados na proteção e preservação do meio ambiente que visam garantir o desmatamento zero no bioma e assim anular as emissões líquidas de gases do efeito estufa. Outra meta da empresa é substituir por plástico reciclado o material de 25% dos produtos até 2026. Já os objetivos sociais incluem ampliar a diversidade étnica, racial, sexual e de gênero em todas as marcas do grupo em 30% até o final da década.

Suzano

Em 2019, a Suzano, empresa de papel e celulose, promoveu uma mudança estrutural nos padrões operacionais da empresa, com o objetivo de torná-los mais alinhados aos preceitos de responsabilidade ambiental, social e de governança.

A empresa avalia constantemente os riscos e os impactos sociais e ambientais associados a cada operação: florestal, industrial e de logística. No centro desse trabalho estão as mudanças climáticas, tema global de maior relevância atualmente.

Em abril do ano passado, a Suzano lançou um programa de combate às mudanças climáticas focado na descarbonização de sua cadeia produtiva. Ele tem como base um plano de longo prazo até 2030. Entre as metas está o compromisso de reduzir as emissões de carbono em 15% e aumentar em 50% a exportação de energias renováveis.