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O agrotech e as novas formas de energia

Solar e eólica: os dois tipos de energia devem ganhar importância nos próximos anos
Solar e eólica: os dois tipos de energia devem ganhar importância nos próximos anos

A transição energética para uma matriz mais verde é um dos grandes desafios econômicos de energia deste século. A guerra da Ucrânia acelerou essa discussão, pois a União Europeia viu que sua extrema dependência do gás russo (em alguns países, como a Alemanha, esse número chega a 40%) não era mais viável dada as consequências do conflito.

Apesar de todos os seus problemas, o Brasil caminha bem nessa área. Segundo dados de 2021 da Empresa de Pesquisa Energética, as fontes renováveis da matriz energética brasileira são biomassa de cana (19,1%), hidráulica (12,6%), lenha e carvão vegetal (8,9%) e outras renováveis (7,7%). Já as não renováveis são petróleo e derivados (33,1%), gás natural (11,8%), carvão mineral (4,9%), urânio (1,3%) e outras (0,6%).

A matriz elétrica é bem mais limpa, com 83% da energia vinda de fontes renováveis. Nesse caso, as hidrelétricas se destacam com 65%, seguidas por biomassa (9%) e eólica (quase 9%). A energia solar aparece com 1,7%.

No ano passado, o Brasil entrou para o grupo dos 15 países com mais capacidade instalada para produção de energia solar. Fábio Carrara, CEO da SolFácil, plataforma digital para investimentos em energia solar, falou que neste ano o Brasil vai ficar em segundo lugar nesse mercado, atrás apenas da China.

"A energia solar não é cara. Provavelmente é o melhor investimento que pode ser feito. O problema é que as pessoas estão sem dinheiro", diz o executivo.

Investimento e economia

Hoje, o preço médio de um equipamento de energia solar para uma casa varia de R$ 15 mil a R$ 50 mil.

Para se ter uma ideia, a placa fotovoltaica, aquela que fica no telhado, pode durar até 30 anos. Já o inversor, equipamento que converte a a energia gerada pelos painéis solares em corrente contínua em corrente alternada, talvez precise ser trocada após 15 ou 20 anos.

O uso da energia solar pode trazer uma economia de até 95% na conta de luz, segundo estimativas. Para se ter um retorno do investimento feito, calcula-se algo em torno de 5 anos, dependendo da incidência de sol na região, segundo Carrara.

Lei sobre energia

Com a aprovação da lei 14.300, consumidores que já possuem sistema de geração distribuída e quem solicitar entrada no sistema até 12 meses após a publicação da nova legislação, ficarão isentos de cobranças até 31 de dezembro de 2045.

A geração de energia solar passa a ser taxada a partir de 2023 para quem instalar após 07 de janeiro de 2023, ou seja, todos os que possuem interesse de investir neste modelo de negócio tem menos de 1 ano para adequar e finalizar os seus projetos e garantir os benefícios da energia solar até 2045, sem precisar arcar com os impostos da taxa que foi aprovada pelo governo.

Qual a diferença entre matriz energética e matriz elétrica?

O termo matriz energética se refere a todas as fontes de energia utilizadas no país, englobando inclusive a geração de eletricidade. São fontes para movimentar veículos, acender um fogão etc. Já a matriz elétrica se refere especificamente às fontes que geram energia elétrica.

O Brasil torna-se um player importante nesse assunto pois sua matriz energética é considerada uma das mais renováveis do mundo dado o tamanho de sua economia. Enquanto o Brasil tem mais de 48% de fontes renováveis, a média mundial é de 14%.

A diferença é ainda maior se compararmos com os países desenvolvidos, que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Nesse caso, a participação de fontes renováveis é de 11%. O Brasil, vale lembrar, faz um esforço diplomático para entrar nesse clube de países ricos.

Crescimento da energia solar

Com a inflação sobre energia elétrica na casa 20,5%, segundo o IPCA, há consumidores em busca de alternativas para gastar menos com a conta de luz. Tanto que muitos tiveram que deixar pagar a conta de luz para comprar os itens básicos para a casa.

Com toda essa crise no modelo, a energia aparece como uma alternativa que vem ganhando terreno. De acordo com a Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), existem um milhão de unidades geradoras de energia solar no Brasil hoje.

Segundo levantamento da entidade, a produção de energia solar é mais comum em casas com 76,6% do número total, seguido por comércios e serviços 13,4%, produtores rurais 7,6, indústrias 2,1% e poder público 0,3%.

Somadas as produtoras autônomas de energia geram 8,6 gigawatts (GW), proporcional a dois terços da potência da usina hidrelétrica de Itaipu.

Neste mês de maio, a energia solar fotovoltaica se tornou a segunda fonte de energia mais utilizada do mundo, atrás apenas da hidreletricidade.

Nos últimos três anos, a capacidade mundial dobrou, segundo dados do relatório “Global Market Outlook for Solar Power”, produzido pela SolarPower Europe, associação europeia do setor solar.

No Brasil, embora em crescimento acelerado, a fonte solar é apenas a quinta da matriz energética e a terceira entre as renováveis, com 2,8% de participação, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico.

Crise de energia

"Em termos de Brasil estamos em uma temporada [na questão da energia] ruim. No ano passado, quase tivemos uma crise hídrica. Agora, os reservatórios melhoraram. As energias limpas estão crescendo. Em termos mundiais, muitos países são dependentes petróleo e carvão. Isso tende a piorar com a guerra na Ucrânia", avalia Fabio Raia, professor de engenharia Mecânica e Mecatrônica do Mackenzie.

Segundo dados de 2021 da Empresa de Pesquisa Energética, as fontes renováveis da matriz energética brasileira são biomassa de cana (19,1%), hidráulica (12,6%), lenha e carvão vegetal (8,9%) e outras renováveis (7,7%). Já as não renováveis são petróleo e derivados (33,1%), gás natural (11,8%), carvão mineral (4,9%), urânio (1,3%) e outras (0,6%).

A matriz elétrica é bem mais limpa, com 83% da energia vinda de fontes renováveis. Nesse caso, as hidrelétricas se destacam com 65%, seguidas por biomassa (9%) e eólica (quase 9%). A energia solar aparece com 1,7%.

Mesmo com esse quadro favorável de fontes renováveis, o Brasil precisa de cuidados para evitar crises energéticas. "É preciso fazer um gerenciamento de distribuição para evitar o desperdício e também é hora de pensar nas matrizes que não dependem do clima. A única hoje no mundo é a nuclear", destaca Raia. No Brasil, a energia nuclear responde por apenas cerca de 1% da geração de eletricidade.

Na Europa, Alemanha e França tentam convencer outros membros da União Europeia a fazerem mais uso dessa matriz.

A energia solar é uma boa alternativa (o Brasil tem uma excelente incidência do Sol em seu território), mas a dependência de alguns elementos importados desse sistema trava o avanço.

Para o especialista, o Brasil está num bom caminho para a transição energética verde, mas a pandemia atrasou alguns processos. "Hoje temos o biogás, solar, eólica e nuclear. A pandemia atrasou algumas licenças, mas certamente vamos diversificar ainda mais nossa matriz. As hidrelétricas continuarão as mais importantes, mas irão perder um pouco do mercado [65% da nossa eletricidade hoje vem das hidrelétricas, segundo a EPE].

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