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Netflix perde US$ 20 bi em valor de mercado após resultados aquém do esperado

Rui Maciel
·4 minuto de leitura

A Netflix perdeu US$ 20 bilhões de valor de mercado, graças a queda de até 8% de suas ações nesta quarta-feira (21). O tombo ocorreu depois que o número de novos assinantes da plataforma de streaming cresceu abaixo do esperado e acendeu um alerta para os próximos trimestres.

Na divulgação dos resultados referentes ao primeiro trimestre deste ano, a Netflix alcançou o número de 208 milhões de assinantes globais. No entanto, a previsão da própria empresa era atingir 210 milhões de clientes pagos - no período, foram acrescentados cerca de quatro milhões de assinantes - sendo que os analistas esperavam seis milhões. Além disso, isso é menos da metade dos 8,5 milhões obtidos no trimestre anterior e um quarto dos quase 16 milhões alcançados no primeiro trimestre de 2020.

A Netflix também sinalizou que seu crescimento de assinantes ainda deve demorar para se recuperar. Ela espera adicionar apenas 1 milhão de membros neste trimestre, ante 10 milhões no segundo trimestre de 2020.

Pandemia

Para justificar o baixo crescimento no número de assinantes, os executivos da Netflix culparam a pandemia da Covid-19, dizendo que ela puxou a demanda para cima artificialmente, mas atrasou o lançamento de novas séries e filmes em sua plataforma. No mais, eles afastaram a ideia de que o Disney Plus - que acumulou mais de 100 milhões de assinantes desde que foi lançado, 16 meses atrás - foi a responsável pelos resultados aquém do esperado.

"Tivemos aqueles 10 anos em que crescemos suaves como a seda e agora estamos um pouco instáveis", afirmou Reed Hastings, CEO da Netflix na teleconferência de resultados.

Ainda que o primeiro trimestre de 2021 tenha sido mais desafiador, a Netflix também teve boas notícias financeiramente falando. Ela aumentou a sua receita em 24% em comparação ao mesmo período do ano anterior, registrando US$ 7,2 bilhões. Além disso, seu lucro líquido foi de US$ 1,7 bilhão, um aumento de 140% em relação ao primeiro tri de 2020.

No mais, a Netflix afirmou que espera um crescimento no número de assinantes a partir do segundo semestre deste ano, quando chegam à plataforma novas temporadas de algumas de suas séries mais populares, como "Você", "The Witcher" e "Sex Education". Além disso, blockbusters aguardados pelo público como "Don't Look Up" e "Red Notice" também aportam no serviço. Por fim, a companhia planeja gastar US$ 17 bilhões em conteúdo este ano para garantir um fluxo constante de novos lançamentos nos próximos meses - "desde que a distribuição da vacina continue a ser bem-sucedida e a produção de suas atrações possa voltar ao normal".


Sem preocupações com a concorrência

Ainda durante a teleconferência com os investidores para o anúncio dos resultados, Hastings afirmou que a empresa não está vendo muita ameaça de outros de seus rivais do setot de streaming. Para o executivo, a TV tradicional e o YouTube são seus maiores concorrentes, principalmente quando falamos de tempo de exibição,

"Nosso maior concorrente em termos de tempo de exibição é a TV linear", disse ele, referindo-se à programação tradicional da televisão. "Nosso segundo maior é o YouTube, que é consideravelmente maior do que o Netflix em tempo de visualização. E a Disney é consideravelmente menor - estamos no meio do grupo. Até o momento, não há nenhuma mudança real que possamos detectar no ambiente competitivo."

Em sua mensagem aos acionistas, emitida na última terça-feira (20), a Netflix disse não acreditar que as plataformas de streaming concorrentes tenham desempenhado um papel relevante em seus resultados do primeiro trimestre.

Reed Hastings: para o CEO da Netflix os maiores concorrentes são a TV aberta e o YouTube(Foto: Wikipedia / re:publica/Gregor Fischer)
Reed Hastings: para o CEO da Netflix os maiores concorrentes são a TV aberta e o YouTube(Foto: Wikipedia / re:publica/Gregor Fischer)


Essa queda no crescimento de membros, disse a Netflix, é em parte devido à pandemia COVID-19 e à "lista de conteúdo mais leve no primeiro semestre deste ano" por causa dos atrasos de produção impulsionados pelo distanciamento social. Os programas originais da Netflix, especificamente, caíram 20% desde o ano passado, quando a pandemia teve início, no começo do ano.

O mercado de streaming também viu um boom em 2020, quando as pessoas foram levadas para suas casas e se voltaram para o entretenimento online. A Netflix, por muito tempo o grande player do setor, viu uma concorrência cada vez maior da Disney Plus, HBO Max Vídeo Prime da Amazon e outros.

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Fonte: Canaltech

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