Mercado fechado
  • BOVESPA

    109.114,16
    -2.601,84 (-2,33%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    44.808,56
    -587,38 (-1,29%)
     
  • PETROLEO CRU

    76,34
    -2,40 (-3,05%)
     
  • OURO

    1.629,30
    -26,30 (-1,59%)
     
  • BTC-USD

    19.129,57
    +209,90 (+1,11%)
     
  • CMC Crypto 200

    438,96
    +5,86 (+1,35%)
     
  • S&P500

    3.655,04
    -38,19 (-1,03%)
     
  • DOW JONES

    29.260,81
    -329,60 (-1,11%)
     
  • FTSE

    7.020,95
    +2,35 (+0,03%)
     
  • HANG SENG

    17.855,14
    -78,13 (-0,44%)
     
  • NIKKEI

    26.431,55
    -722,28 (-2,66%)
     
  • NASDAQ

    11.315,50
    -61,25 (-0,54%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,1800
    +0,0824 (+1,62%)
     

Microsoft diz que Sony tenta boicotar Xbox Game Pass

A Microsoft afirmou que a Sony está tentando impedir que jogos cheguem ao Xbox Game Pass. A declaração foi publicada em um documento oficial do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) nesta quarta-feira (10), conforme apontou o site The Enemy.

O Brasil está no centro da disputa entre os criadores do Xbox e da PlayStation desde o início do mês, quando o CADE divulgou e-mails e documentos de várias empresas do setor. Isso acontece porque, assim como ocorre em outros países, o órgão está analisando a aquisição da Activision Blizzard pela Microsoft e, por isso, está questionando outras empresas — como Ubisoft, Riot Games e Warner Bros. — sobre como isso pode afetar o mercado no geral.

Primeiro, a Sony disse que o Game Pass quer monopolizar o mercado...

PlayStation 5, console mais recente da Sony (Foto: Dennis Cortés/Unsplash)
PlayStation 5, console mais recente da Sony (Foto: Dennis Cortés/Unsplash)

A Sony foi uma das empresas questionadas. A japonesa ressaltou a importância da franquia Call of Duty, de propriedade da Activision Blizzard, afirmando que sua exclusividade para a Xbox poderia ser grave. Na visão dela, o jogo "pode influenciar a escolha de console dos usuários", impactando negativamente as vendas do PlayStation, justamente por não existir um concorrente à altura.

A japonesa também acusou a Microsoft de utilizar o Game Pass para tentar dominar o mercado. De acordo com a Sony, o serviço por assinatura da concorrente é responsável por entre 70 e 80% de todo mercado de assinaturas no Brasil — em âmbito mundial, o número é entre 60% e 70%. Os dados chamam a atenção, já que a Microsoft não divulga números publicamente.

"Uma das razões pelas quais o Game Pass da Microsoft cresceu tão rapidamente é porque, desde 2017, a Microsoft adquiriu vários estúdios de terceiros, incluindo Double Fine, Obsidian Entertainment, Ninja Theory e Bethesda, e adicionou seu conteúdo ao Game Pass. Tais aquisições conferiram à Microsoft uma maior massa de conteúdo - mesmo sem os jogos da Activision. Adicionar os jogos da Activision a esse conteúdo representaria um ponto de inflexão."

Agora, a Microsoft respondeu aos ataques

<a class="link " href="https://canaltech.com.br/produto/microsoft/xbox-series-x/" rel="nofollow noopener" target="_blank" data-ylk="slk:Xbox Series X">Xbox Series X</a>, um dos consoles lançados pela Microsoft em 2020, que promete ser o "topo de linha" (Foto: Ivo Meneghel Jr/Canaltech)
Xbox Series X, um dos consoles lançados pela Microsoft em 2020, que promete ser o "topo de linha" (Foto: Ivo Meneghel Jr/Canaltech)

A Microsoft respondeu os comentários ao CADE na quarta-feira (10), alegando que a concorrente “apresenta irresignação por ter de concorrer” com o Game Pass. A companhia também afirma que o crescimento do serviço é dificultado pela própria concorrente, que insiste em acordos de exclusividade com estúdios e publicadoras.

"A Sony paga por ‘direitos de bloqueio’ para impedir que desenvolvedores adicionem conteúdo ao Game Pass e outros serviços de assinatura concorrentes."

O próprio Call of Duty é um exemplo disso: por anos, a Activision Blizzard manteve uma relação próxima com a Sony, lançando conteúdos exclusivos de Call of Duty para os jogadores de PlayStation. Parceria semelhante aconteceu em Marvel’s Avengers, de 2020, por exemplo.

"As manifestações públicas da Sony [...] são claras: a Sony não quer que serviços por assinatura atraentes ameacem sua dominância no mercado de distribuição digital de jogos de console. Em outras palavras, a Sony se insurge contra a introdução de novos modelos de monetização capazes de desafiar seu modelo de negócios."

Além disso, na visão da Microsoft, a chegada de jogos da Activision Blizzard ao Game Pass “não prejudica a capacidade de outros jogadores competirem no mercado de distribuição de jogos digitais”, pelo contrário: aumenta a concorrência graças ao “conteúdo de alta qualidade a custos imediatos mais baixos”.

Call of Duty continuará no PlayStation, afirma Microsoft

Call of Duty: Warzone é um battle royale gratuito, e um dos títulos mais jogados da atualidade (Foto: Divulgação/Activision Blizzard)
Call of Duty: Warzone é um battle royale gratuito, e um dos títulos mais jogados da atualidade (Foto: Divulgação/Activision Blizzard)

Uma das maiores dúvidas que surgiram após o anúncio da compra da Activision Blizzard pela Microsoft foi se Call of Duty se tornaria um exclusivo de Xbox. Em janeiro deste ano, o chefe da marca, Phil Spencer, assegurou que os lançamentos da franquia continuariam a chegar aos consoles PlayStation.

Neste novo documento, a Microsoft reforçou a mesma posição. Manter Call of Duty exclusivo para Xbox, simplesmente, não seria lucrativo.

“Independentemente do quão inusitadas sejam as críticas da Sony em relação à exclusividade de conteúdo – já que toda a estratégia do PlayStation foi centrada na exclusividade ao longo dos anos – a realidade é que a estratégia de reter os jogos da Activision Blizzard, não os distribuindo em lojas de console rivais, simplesmente não seria lucrativa para a Microsoft [...] Tais custos, somados às vendas perdidas estimadas, significam que a Microsoft não seria capaz de compensar as perdas obtendo maiores receitas no ecossistema do Xbox como resultado da implementação da exclusividade”.

A compra da Activision Blizzard pela Microsoft segue em análise por órgãos reguladores mundiais.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: