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'Leite ninho a R$ 2,79': folheto desperta debate sobre alta nos preços dos alimentos

Leite Ninho e mais: internautas relembram preços de alimentos no ano de 2001 (Getty Image)
Leite Ninho e mais: internautas relembram preços de alimentos no ano de 2001 (Getty Image)
  • Uma publicação fez com que internautas discutissem aumento de preços;

  • Valor do leite Ninho espantou os usuários do Twitter;

  • Dieese diz que o produto mais do que dobrou de custo em 10 anos.

Um bebê fofinho saindo de dentro de um repolho é o puro suco da estética dos anos 2000. Mas essa não é a única imagem que trouxe nostalgia para os tuiteiros de plantão. Uma postagem com a foto de um jornal de mercado do início do milênio fez com que os internautas sentissem falta de algo ainda mais vintage: alimentos com preço baixo.

"O sorriso de um bebê que nasceu em uma época em que dava para comprar um Nescau a R$ 1,96", comentou a autora da publicação. "É muito louco pensar que nessa época você podia comprar um repolho e uma criança por menos de 1 real", brincou outro perfil.

As discussões em torno do valor dos produtos movimentou a internet. E não é para menos. No folheto, o leite Ninho de 400 gramas era anunciado por R$ 2,79.

Agora, a lata de 380g é vendida por cerca de R$ 15. Ou seja, além do aumento, o produto ainda sofreu "reduflação", quando uma embalagem é diminuída por causa do peso do aumento do preço ocasionado pela inflação.

A reclamação dos internautas não é em vão. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta o consumidor consegue comprar menos da metade da quantidade de leite que comprava há 10 anos utilizando a mesma quantia em dinheiro.

Mudanças climáticas, custo da energia elétricas, alta do petróleo e preço de alimentos para manter os animais são alguns dos fatores que influenciaram da disparada do custo do produto.

Contudo, o leite não foi o único produto que ficou bem mais caro. O Dieese contatou que alimentos básicos presentes no dia a dia do brasileiros ficaram mais do que 14% mais caros em apenas um ano.

Em São Paulo, a cesta básica está custando por volta de R$ 804. O valor representa 66% do salário mínimo, que está fixado em R$ 1.212. Para conseguir pagar pela alimentação e por todos as outras contas básicas para levar uma vida digna, os brasileiros deveriam receber R$ 6.754,33, ou seja, 5,57 vezes o mínimo.

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