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Gás de cozinha deve continuar custando R$ 100 até 2023

Brasil importa cerca de 20% do GLP utilizado
Produção nacional do GLP está indexada aos valores internacionais, como acontece com o petróleo
  • No dia 10 de março, a Petrobras anunciou um novo reajuste de 16% no GLP;

  • Expectativa é que preços só voltem a cair abaixo de R$ 100 no próximo ano;

  • Brasil importa cerca de 20% do GLP utilizado no país.

O valor médio do botijão de gás saiu de R$ 76,85 em janeiro de 2021 para R$ 102,41 no mesmo período deste ano e não deve diminuir até 2023. Para o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito do Petróleo (Sindigás), não há perspectiva para uma diminuição significativa no valor do produto até o ano que vem.

O gás vem aumentando muito mais do que a inflação. No acumulado de 12 meses, o índice geral ficou em 10,54%, enquanto o botijão subiu mais de 27%, e isso ainda sem o novo reajuste do começo de março. O acumulado da inflação dos últimos 12 meses chegou a 10,54%.

No dia 10 de março, a Petrobras anunciou um novo reajuste de 16% no GLP, o gás de cozinha. Segundo a estatal, o aumento acontece porque os valores "refletem parte da elevação dos patamares internacionais de preços". As vendas de gás de cozinha no Brasil tiveram uma queda de 1,1% em 2021, em relação a 2020.

Hoje, o Brasil importa cerca de 20% do GLP utilizado no país. Mesmo a produção nacional está indexada aos valores internacionais, como acontece com o petróleo. Justamente por causa dos preços elevados, a lenha e o carvão vegetal representam 28% da matriz energética utilizada nas residências brasileiras, mais do que os 24% do GLP.

Auxílio gás

O gás de cozinha pesa mais justamente no orçamento das famílias mais pobres. De acordo com a Síntese dos Indicadores Sociais 2021, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), 4,7% do orçamento familiar vai para essa despesa. Juntos, gás, energia e água e esgoto somam 17,4% do orçamento.

Pensado para ajudar famílias de baixa renda a comprar o botijão de gás de 13 kg, o Auxílio Gás foi sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro em novembro do ano passado. Em fevereiro, o auxílio no valor de R$ 52 foi pago a 5,58 milhões de famílias, o que representou um repasse de R$ 279 milhões.

O pagamento do benefício é bimestral e o valor corresponde a 50% da média do preço do botijão de 13 kg. Tem direito ao benefício famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico), com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo nacional (R$ 606).

Também podem receber famílias que tenham entre seus membros quem receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC) da assistência social, que prevê um salário mínimo mensal (R$ 1.212) à pessoa com deficiência e ao idoso com 65 anos ou mais.

A lei estabelece ainda que o auxílio será concedido "preferencialmente às famílias com mulheres vítimas de violência doméstica que estejam sob o monitoramento de medidas protetivas de urgência".