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Enrolada em dívidas, Ricardo Eletro faz plano para "sair do poço"

Expectativa é que a Ricardo Eletro volte a ter vendas brutas de R$ 120 milhões mensais até o fim do ano. (Reprodução/Ricardo Eletro)
Expectativa é que a Ricardo Eletro volte a ter vendas brutas de R$ 120 milhões mensais até o fim do ano. (Reprodução/Ricardo Eletro)
  • Empresa fechou todas suas lojas físicas em 2020;

  • Problemas começaram em 2018, com queda no faturamento;

  • Companhai planeja voltar com as lojas físicas em 2023.

Em recuperação judicial e com lojas fechadas desde 2020, a Ricardo Eletro pretende retomar seu espaço no mercado e voltar a comercializar dos mais variados itens e de diversas marcas por meio de seu marketplace, com uma marca totalmente reformulada já no próximo mês.

Segundo o presidente da companhia, Pedro Bianchi, a empresa chegou ao fundo do poço. "Agora estamos apostando em uma reformulação total e uma pegada mais digital, porém sem megalomania", afirmou ao Estadão. Com o site novo, Bianchi aposta na atração de vendedores cobrando comissões menores nas vendas em comparação às suas rivais para fazer frente nesse novo momento.

Com essa estratégia, Bianchi estima que a Máquina de Vendas volte a ter vendas brutas de R$ 120 milhões mensais até o fim do ano. O retorno das lojas físicas está previsto para 2023, começando por São Paulo e Minas Gerais.

"Apesar de nunca termos tido lojas em São Paulo, é o mercado que mais compra do nosso e-commerce. E também estamos estudando voltar com algumas marcas, pois há muitos consumidores pedindo a volta de lojas como a Salfer e a Insinuante", diz o presidente.

Entenda o histórico da crise

Fundada em 1989 pelo empresário Ricardo Nunes, então com 18 anos, a varejista cresceu a partir de uma agressiva estratégia de fusão com concorrentes. A maior delas foi realizada em 2010, quando a Ricardo Eletro se juntou à Insinuante para formar o grupo Máquina de Vendas.

Lojas Insinuante, City Lar, Eletro Shopping, Clique Eletro e Salfer são outras marcas que, com o passar dos anos, foram devoradas pela Máquina de Vendas. Aos poucos as bandeiras deram lugar àquela que leva o nome do fundador. Em 2011, ficou entre as cinco maiores varejistas do país, segundo o Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado).

Mas os problemas começaram a aparecer em 2018. Naquele ano, a Máquina de Vendas viu seu faturamento cair à metade do que registrava no auge. As fusões não deram o resultado esperado no longo prazo e desde 2014 a companhia registrava prejuízos. De 2015 a 2018, foram fechadas mais de 600 lojas, mas as contas ainda não fechavam.

Com dívidas na casa dos R$ 2,5 bilhões, em 2019 a empresa entrou em recuperação extrajudicial, renegociando dívidas com credores sem envolver a Justiça. O plano não deu certo e as dívidas só aumentaram.

Em julho de 2020, Ricardo Nunes foi preso no âmbito de uma operação de combate à sonegação fiscal e lavagem de dinheiro em Minas Gerais. O empresário, que já não tem mais ligação com a Máquina de Vendas ou com a Ricardo Eletro, é acusado de sonegar R$ 400 milhões em impostos durante cinco anos, quando ainda trabalhava com a varejista.

A Ricardo Eletro foi mais uma das cadeias que sofreram com quedas drásticas na demanda por conta da pandemia do coronavírus. Segundo dados da Máquina de Vendas, o faturamento chegou a cair mais de 92% nos primeiros meses de 2020.

Com isso, a empresa decidiu fechar suas 300 lojas físicas em 17 estados e demitiu cerca de 3.600 funcionários.