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Taxa de desemprego no Brasil pode ficar entre as maiores do mundo em 2022

BRAZIL - 2020/07/28: In this photo illustration the app Carteira de Trabalho Digital seen displayed on a smartphone. (Photo Illustration by Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
Em 2021, essa taxa média de desemprego foi de 13,2%, contra 13,8% em 2020 (Photo Illustration by Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
  • Desemprego: projeções contam com um conjunto de 102 países;

  • Brasil aparece com a 9ª pior estimativa de desemprego no ano (13,7%);

  • Em 2021 o país brasileiro fechou com um total de 13,9 milhões de pessoas desempregadas;

Um levantamento da agência de classificação de risco Austin Rating mostrou que a taxa de desemprego brasileira deve ficar entre as maiores do mundo em 2022: no ranking, o Brasil ocupa o 9º lugar de desemprego no ano (13,7%). Nos anteriores, o país esteve na 16ª posição (2021) e em 22ª em 2020. As informações são do G1.

O estudo compara 102 países, e o Brasil fica 2ª maior entre os membros do G20 – atrás só da África do Sul (35,2%). A última colocação foi ocupada pelo Japão, com 2,6% na taxa de desemprego.

Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em 2021, essa taxa média de desemprego foi de 13,2%, contra 13,8% em 2020.

Brasil fecha 2021 com quase 14 milhões de desempregados

O Brasil encerrou o ano de 2021 com um total de 13,9 milhões de pessoas desempregadas. A taxa média corresponde a 13,2%, o que representa uma leve melhoria com relação ao ano anterior. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (24) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em 2020, primeiro ano da pandemia de Covid-19, marcado pelo fechamento do comércio e paralisação das fábricas, o índice de desempregou foi de 13,8%, um aumento considerável com relação ao de 2019, que fechou em 12%.

Ainda assim, a taxa de 2021 é a segunda maior da série histórica do IBGE, iniciada em 2012.

Explicações

Conforme a análise de economistas, a recuperação do mercado de trabalho deve-se ao aumento de vagas informais, de baixa qualidade e pouca remuneração.

Isso porque parte da população que estava sem nenhuma renda e fora do mercado de trabalho passou a procurar emprego, o que ampliou a oferta de mão de obra barata em meio ao cenário econômico ainda desgastado.

Fatores como juros altos, inflação e alto nível de endividamento têm impossibilitado a retomada de empregos de forma consistente.