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Cientistas propõem derreter satélites aposentados para reduzir o lixo espacial

Danielle Cassita
·2 minuto de leitura

Os milhares de detritos espaciais presentes na órbita da Terra são um problema cada vez mais preocupante, porque oferecem riscos consideráveis para satélites e naves espaciais. Assim, para lidar com o lixo espacial que segue aumentando, o físico russo Egor Loktionov propõe usar lasers no espaço. A ideia é derreter satélites que não estejam mais em operação, transformando-os em plasma para evitar colisões com outros detritos.

Loktionov, autor líder do estudo, explica que ele e a equipe vêm testando diversos materiais utilizados na construção de naves para analisar como eles se comportam quando são atingidos pela irradiação, um processo que consiste em emissões de pulsos de laser. Com essas emissões, os objetos que já não têm mais uso podem ser transformados em plasma e, assim, a quantidade deles seria reduzida.

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Hoje, já há cerca de 1 milhão de detritos menores que 1 cm na órbita (Imagem: Reprodução/DottedHippo/Getty Images)
Hoje, já há cerca de 1 milhão de detritos menores que 1 cm na órbita (Imagem: Reprodução/DottedHippo/Getty Images)

Segundo ele, já foram sugeridas várias formas de capturar detritos espaciais, mas poucas delas são de fato testadas e nenhuma foi colocada em prática: “a remoção de detritos espaciais a laser, ao meu ver, deve ser uma forma mais barata, confiável e flexível de fazer o trabalho”, disse. Esse conceito, conhecido como “ablação a laser”, não é exatamente novo — na medicina, por exemplo, é possível reduzir pequenos tumores com essa técnica.

Os autores reforçam que os painéis solares devem ser evitados durante o posicionamento dos lasers: "se a fragmentação dos painéis solares não for considerada, um grande pedaço que poderia ser tratado de alguma forma pode se tornar uma nuvem de pequenos fragmentos, quase impossível de ser limpa", disse Loktionov. A equipe percebeu que os resultados do estudo tinham que ser publicados logo, principalmente para o caso de agências espaciais se interessarem pelo mecanismo e avançarem com ele.

Às vezes, a colisão entre detritos espaciais pode gerar pequenos fragmentos, que atingem outros objetos e iniciam um efeito dominó destrutivo (Imagem: Reprodução/NASA ODPO)
Às vezes, a colisão entre detritos espaciais pode gerar pequenos fragmentos, que atingem outros objetos e iniciam um efeito dominó destrutivo (Imagem: Reprodução/NASA ODPO)

Para garantir que estes painéis não sejam atingidos pelos pulsos de laser, o autor sugere que as agências utilizem dispositivos emissores que fiquem no espaço, que iriam permitir mais precisão e evitaria a interferência causada pela atmosfera: "lasers em solo podem parecer mais fáceis, mas eles não podem ser direcionados com precisão em um pequeno alvo devido à distância e à atmosfera", explica. "Isso significa que os painéis solares seriam quase inevitavelmente atingidos".

Ele ressalta que o problema dos detritos espaciais está ficando cada vez mais acentuado, principalmente com o lançamento de milhares de CubeSats e satélites relacionados à internet — a SpaceX já chega à marca dos mil satélites Starlink em órbita para fornecer internet em todo o planeta, e é esperado que este número aumente para até 30 mil. Assim, Loktionov alerta que, conforme cada vez mais satélites são lançados, a remoção dos detritos se tornará mais uma necessidade do que uma opção.

O artigo com os resultados do estudo será publicado na revista Acta Astronautica.