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"Celular do Pix": cresce busca por aparelhos para transações financeiras

Buscas por
Buscas por "celular do pix" aumentaram após relatos de assaltos e acesso a aplicativos bancários
  • Ideia é manter o celular em casa, onde não pode ser roubado;

  • Buscas aumentaram após novos relatos de assaltos e acesso a aplicativos bancários;

  • "Celular do pix" representa o sentimento do abandono que as vítimas tem seus bancos.

Após uma nova série de relatos de roubo de celulares e subsequentes invasões a contas bancárias terem rodado à internet nos últimos dias, um novo termo de busca surgiu no radar das fabricantes de celulares: "celular do pix".

Fazendo alusão ao serviço de pagamentos instantâneos do Banco Central, o "celular do pix" seria um modelo celular secundário, de menor poder de processamento, que ficaria em casa, sendo utilizado somente para servir de acesso aos aplicativos bancários.

A compra desse aparelho alternativo vem sendo propagada como uma medida de segurança para impedir que o roubo de celular se torne uma grande dor de cabeça no futuro, com os criminosos esvaziando a conta da vítima, além de realizar empréstimos em seu nome.

A tendência foi notada pelo portal TechTudo, que teve contato com o gerente da operação brasileira da Xiaomi, Luciano Barbosa. De acordo com o executivo, o aumento de buscas por esse tipo de aparelho já foi notada pela empresa, mas em sua visão “é injusto ter que comprar outro celular só para fazer Pix”.

O que Barbosa sugere é utilizar as ferramentas de segurança já disponíveis no aparelho através da interface MIUI, como a criação de um ambiente seguro, onde é possível exigir que certos aplicativos demandem uma senha extra, ou impressões biométricas, para serem acessados.

No fim, a busca por um "celular do pix", representa nada mais do que um abandono sentido pelas vítimas de assaltos e roubos nas mãos das empresas que deveriam impedir o acesso de criminosos a suas contas bancárias. Desde operadoras de telefonia que demoram para bloquear a linha telefônica, a bancos que deixam movimentações atípicas e claros sinais de roubos, até às fabricantes de celulares, que ainda não conseguiram soluções mais apropriadas aos casos brasileiros.

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