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Auxílio Brasil de R$ 600 é insuficiente para mais da metade dos beneficiários

Para boa parte da população, Auxílio Brasil é considerado uma medida eleitoreira, já que o aumento só vai até o fim do ano (Photo Illustration by Thiago Prudencio/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
Para boa parte da população, Auxílio Brasil é considerado uma medida eleitoreira, já que o aumento só vai até o fim do ano (Photo Illustration by Thiago Prudencio/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
  • Novo valor do Auxílio Brasil segue não sendo suficiente para mais da metade dos beneficiários

  • Para boa parte da população, Auxílio Brasil é considerado uma medida eleitoreira

  • Desde o início da pandemia a classe C diminuiu e não deve recuperar o patamar de 2020 até 2024

Uma pesquisa realizada pelo Datafolha em 183 cidades constatou que apesar de o Auxílio Brasil passar a ser de R$ 600, o valor segue não sendo suficiente para mais da metade dos beneficiários. O instituto ouviu presencialmente 2.556 pessoas e a margem de erro é de dois pontos para cima ou para baixo.

O levantamento aponta que para 56% dos eleitores, o valor ter passado de R$ 400 para R$ 600 ainda não é o bastante. Já 38% avaliam como suficiente e 8% afirmam ser mais do que suficiente. Antes do aumento de R$ 200, a porcentagem de pessoas que julgavam o valor insuficiente era de 69%.

A pesquisa também apontou que para 61% dos entrevistados, o Auxílio Brasil é considerado uma medida eleitoreira, já que o aumento só vai até o fim do ano. Mesmo entre apoiadores do governo, pelo menos 20% dos consultados compartilham dessa opinião.

Dados de um relatório feito pela Tendências Consultoria, obtido pela GloboNews, apontam que mesmo levando em consideração o aumento do Auxílio Brasil (de R$ 400,00 para R$ 600,00), a ascensão social de pessoas das classes D e E ainda ocorrerá de forma lenta no país.

Desde o início da pandemia a classe C (renda de R$3,0 mil e R$ 7,2 mil) diminuiu e não deve recuperar o patamar de 2020 até 2024. A dois anos atrás a quantidade de domicílios que estavam enquadrados no padrão era de 23,1 milhões. A previsão é que 2022 registre 21,1 milhões e 21,7 milhões em 2023.

As classes D e E devem aumentar no período. Em 2020 eram 36,6 milhões de domicílios na camada da população com renda inferior a R$ 3 mil. Em 2022, o Brasil deve atingir 40,7 milhões de lares na camada mais vulnerável da população.