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Astronave deve colidir com asteroide para 'salvar' Terra; entenda

Missão é liderada pela NASA (Getty Images)
Missão é liderada pela NASA

(Getty Images)

  • Astronave deve colidir, em setembro, com asteroide para salvar a Terra;

  • Estima-se que o corpo celeste possa, no futuro, colidir fatalmente com o nosso planeta;

  • Entretanto, 'encontrão' pode ser mais violento do que o esperado e deformar o corpo celeste.

Uma astronave deve colidir, em setembro deste ano, com um pequeno asteroide chamado Dimorphos para salvar a Terra. A ideia é dar um ‘tranco’ nele, de forma a evitar que, no futuro, haja uma colisão violenta e possivelmente fatal entre ele e nosso planeta.

A missão de nome DART (Teste de redirecionamento de asteroide duplo, na sigla em inglês) é liderada pela NASA (Agência Espacial norte-americana) e foi lançada em novembro de 2021. O Dimorphos é companheiro de um asteroide maior chamado Didymos e, por meio do ‘encontrão’ com a astronave, sua órbita a longo prazo será mudada.

Entretanto, o plano pode ser bem mais violento do que o imaginado. Segundo um novo estudo feito por pesquisadores da Universidade de Berna e do Centro Nacional de Competência em Pesquisa (NCCR) PlanetS, o teste pode deformar o Dimorphos de forma bastante drástica.

Sabina Raducan, principal autora do estudo, aponta que “ao contrário do que se pode imaginar quando pensamos em um asteroide”, o Dimorphos “pode ter uma estrutura interna muito solta — como uma pilha de escombros — unida por interações gravitacionais e pequenas forças coesivas”.

Isso vai contra o previsto durante as simulações anteriores da DART, que assumiam que o corpo celeste possuía uma estrutura interna mais sólida. “Isto pode mudar drasticamente o resultado da colisão, que está programada para acontecer em setembro”, diz Raducan.

Consequências

Em vez de criar uma pequena cratera no asteroide, o impacto da astronave – a uma velocidade de 14 mil km/h – pode deformá-lo completamente. A órbita do Dimorphos também deve ser afetada de forma mais severa e sua superfície deve ejetar uma quantidade de material muito maior do que a esperada.

"Uma das razões pelas quais esse cenário de uma estrutura interna frouxa até agora não foi completamente estudado é que os métodos necessários não estavam disponíveis", explica Raducan. Entretanto, isso está para mudar. “Com nossa nova abordagem de modelagem, que considera a propagação das ondas de choque, a compactação e o subsequente fluxo de material, fomos pela primeira vez capazes de modelar todo o processo de formação de crateras resultante de impactos em pequenos asteroides como Dimorphos".

Em 2024, a Agência Espacial Europeia enviará uma sonda espacial para o asteroide, de forma a investigar, visualmente, as consequências do impacto da DART.

Este é o primeiro teste de defesa planetária em grande escala contra impactos de asteroides. Apesar de nenhum oferecer perigo eminente no atual cenário, as agências espaciais visam estudar meios de defender a Terra contra possíveis colisões, afinal, estima-se que sessenta e seis milhões de anos atrás tenha sido um asteroide o responsável pela extinção dos dinossauros.