Mercado fechado
  • BOVESPA

    117.669,90
    -643,10 (-0,54%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    47.627,67
    -560,43 (-1,16%)
     
  • PETROLEO CRU

    59,34
    -0,26 (-0,44%)
     
  • OURO

    1.744,10
    -14,10 (-0,80%)
     
  • BTC-USD

    59.974,82
    -138,09 (-0,23%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.235,89
    +8,35 (+0,68%)
     
  • S&P500

    4.128,80
    +31,63 (+0,77%)
     
  • DOW JONES

    33.800,60
    +297,00 (+0,89%)
     
  • FTSE

    6.915,75
    -26,47 (-0,38%)
     
  • HANG SENG

    28.698,80
    -309,30 (-1,07%)
     
  • NIKKEI

    29.768,06
    +59,06 (+0,20%)
     
  • NASDAQ

    13.811,00
    +63,25 (+0,46%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7625
    +0,1276 (+1,92%)
     

Agroconsult eleva safra de soja do Brasil a mais de 137 mi t; vê riscos para milho

Ana Mano
·3 minuto de leitura
Colheita de soja em Primavera do Leste (MT)

Por Ana Mano

SÃO PAULO (Reuters) - A produção de soja do Brasil deve alcançar o recorde de 137,1 milhões de toneladas na temporada 2020/21, estimou a Agroconsult nesta terça-feira, ao elevar sua previsão em relação à estimativa de 132,4 milhões divulgada em janeiro, antes do início do Rally da Safra.

Com os dados obtidos durante a expedição técnica, a produtividade média da oleaginosa no país, maior produtor e exportador da commodity, foi revisada para um recorde de 59,3 sacas por hectare, ante 57,4 sacas por hectare previstas em janeiro e 57 sacas registradas no ciclo anterior.

Apesar de dificuldades com o plantio tardio e chuvas na colheita em Estados como o Mato Grosso, a produção brasileira deverá crescer 8,5% ante a temporada passada, permitindo que o país exporte volumes também recordes de cerca de 85 milhões de toneladas neste ano.

No início do ano, a Agroconsult estimava exportação de cerca de 83 milhões de toneladas para 2021, praticamente estável ante 2020. Agora, os embarques projetados devem superar a marca histórica de 83,25 milhões de toneladas de 2018.

O sócio-diretor da Agroconsult, André Pessôa, disse nesta terça-feira que o Rio Grande do Sul surpreendeu positivamente os participantes da expedição técnica, o que ajudou a compensar uma menor produtividade em Mato Grosso, o maior produtor nacional.

"O Rio Grande do Sul é surpresa principalmente por se tratar de ano de La Niña. Milho verão lá quebrou. No entanto, vamos ter uma das melhores safras de soja do Rio Grande do Sul", disse ele, confirmando que o Estado voltará a ser o segundo produtor brasileiro, superando o Paraná.

MILHO EM RISCO

Já a estimativa para a produção de milho segunda safra caiu para 78,3 milhões de toneladas, versus previsão de 83,9 milhões de toneladas de janeiro, com produtores avançando no plantio fora da janela climática ideal após atrasos na colheita de soja.

O número da Agroconsult também fica abaixo das 82,8 milhões de toneladas projetadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A consultoria avalia que a produtividade média do milho segunda safra cairá 3,6% este ano, para 91,6 sacas por hectare.

Em Mato Grosso, por exemplo, 38% da segunda safra foi plantada em uma janela de alto risco climático, segundo os analistas da consultoria, que citaram que os agricultores fizeram o plantio pensando nos altos preços do cereal.

Nesta terça-feira, o contrato futuro do milho para maio na B3 superou 100 reais a saca pela primeira vez.

Pessôa comentou que, se faltarem chuvas no Centro-Oeste ou se geadas precoces atingirem o Paraná, as produtividades do cereal poderiam ficar mais baixas.

Ainda assim, o cenário base para a segunda safra de milho ainda é de um aumento de 3,5% em 2021 na comparação com o ano passado, puxada por um crescimento de 7,3% da área plantada.

A safra total, incluindo a produção no verão, deverá atingir 103,3 milhões de toneladas em 2021, ainda acima das 102,5 milhões de toneladas registradas pela Conab no ciclo anterior.

Em meio à forte demanda pelo cereal, as exportações de milho foram estimadas em 34,3 milhões de toneladas, versus 34,9 milhões vistas pelo governo na temporada anterior.

(Por Ana Mano, texto de Roberto Samora)