Mercado abrirá em 9 h 37 min

Wall Street suspende pregão por pânico provocado por coronavírus

Wall Street sofreu outra queda, que terminou mais de uma década sem uma grande crise, em um mercado ainda atormentado pelo pânico contra o coronavírus

As negociações foram suspensas na Bolsa de Valores de Nova York logo após sua abertura, depois que o índice S&P 500 caiu 7%, pânico motivado pela pandemia de coronavírus.

O colapso do S&P 500 provocou automaticamente uma paralisação de 15 minutos para permitir que mercados e consumidores se acalmem. É a segunda vez esta semana, depois de segunda-feira, que esse mecanismo é usado.

Caso o índice que representa as 500 maiores empresas de Wall Street registre queda de 13%, uma segunda parada de mesma duração será acionada.

No momento da suspensão, o Dow Jones desabava 7,20%, o Nasdaq 7,03% e o S&P 500 5,80%.

A crise do coronavírus se acelerou nas últimas horas com a suspensão da temporada da NBA, o anúncio de que o torneio universitário de basquete americano será realizado sem público e o fechamento de todas os estabelecimentos comerciais na Itália, exceto supermercados e farmácias.

Mas a medida que mais provocou reações foi a decisão de Donald Trump na noite de quarta-feira de proibir por 30 dias viajantes da Europa de entrar em solo americano.

O presidente também anunciou medidas para apoiar a economia americana a lidar com o coronavírus, mas elas não convenceram os mercados.

De acordo com Patrick O'Hare, da Briefing, muitos investidores acreditam que os anúncios de Trump "ficaram aquém das expectativas para apoiar a economia e aumentar a confiança dos consumidores".

Além disso, a companhia de cruzeiros americana Princess Cruises (grupo Carnival Corporation) anunciou nesta quinta-feira a suspensão de seus cruzeiros em todo o mundo por 60 dias em reação à pandemia.

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