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Brisa de esperança nos mercados após anúncios do Fed

Foto tirada em 18 de março de 2020 no momento do fechamento na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) em Wall Street

Após vários dias sombrios, uma brisa de esperança varreu os mercados financeiros nesta terça-feira (24), com os anúncios do Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos e sinais de melhora na área da saúde.

O Fed anunciou na segunda-feira (23) uma nova série de medidas - incluindo a compra ilimitada de títulos e dispositivos de apoio às empresas - para salvar a maior economia do mundo das terríveis consequências da pandemia de Covid-19.

"O cheque em branco do Fed, ineficaz para tranquilizar os mercados ontem (segunda-feira), pode surtir efeito quando o Congresso dos Estados Unidos chegar a um acordo sobre o plano de apoio à economia", estimou em nota Tangi Le Liboux, estrategista na Aurel BGC.

A Bolsa de Nova York se recuperou com força nesta terça-fera e seu principal índice, o Dow Jones, teve sua maior alta desde 1933, em um mercado otimista com o plano de reativação dos EUA contra o coronavírus, cuja aprovação é considerada iminente.

O Dow Jones subiu 11,37%, a 20.704,91 pontos; o Nasdaq 8,12%, a 7.417,86 pontos; e o S&P 500 9,38%, a 2.447,33.

A Bolsa de São Paulo subiu quase 10%, acompanhando a recuperação global. O índice Ibovespa fechou com alta de 9,69%, a 69.729 pontos, depois de ter caído 5,22% na segunda-feira.

Mais cedo, a Bolsa de Tóquio também deu um salto (+7,13% no fechamento), graças principalmente à queda do iene, às intervenções do Banco do Japão (BoJ) e às medidas do Fed.

As Bolsas chinesas também encerram em alta de 2 a 4%, e as praças europeias abriram no positivo.

Em Londres, o FTSE-100 fechou com alta d 9,05%; o CAC-40 em Paris subiu 8,43%; Frankfurt 10,98%, o IBEX-35 em Madri acabou avançou 7,82% e o FTSE MIB em Milão 8,93%.

- Melhora na China -

Por outro lado, os esforços de coordenação internacional devem começar a dar resultados.

Rompendo um antigo tabu, os países da União Europeia (UE) autorizaram na segunda-feira a proposta da Comissão Europeia de suspender as regras de disciplina orçamentária para permitir aos governos aumentar seu gasto público e enfrentar o coronavírus.

Contudo, enquanto mais de 1,7 bilhão de pessoas estão confinadas em todo o mundo, o balanço da epidemia superando os 16.000 mortos, o FMI alertou que a recessão mundial pode ser pior este ano do que durante a crise financeira de 2008.

Mas a esperança vem dos sinais de melhora em Wuhan.A cidade chinesa, berço da epidemia de Covid-19, vai acabar com as restrições aos deslocamentos em 8 de abril, depois de mais de dois meses de confinamento.

Os preços do petróleo subiram na terça-feira em um mercado que antecipa a retomada da economia americana, o que significa um aumento na demanda. Em Nova York, o barril de WTI para entrega em maio subiu 2,8%, para US$ 24,01. E o barril de Brent do Mar do Norte subiu 0,4%, a US$ 27,15 em Londres. Este é o segundo aumento consecutivo no petróleo bruto.

O mercado da dívida permanece estável.