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Reprodução/Eyeborgproject.tv

Homem troca olho por uma câmera e pode gravar tudo que vê

Último filme protagonizado por Scarlett Johansson, ‘Ghost In The Shell’ traz um futuro caótico no qual pessoas aprimoram seu corpo trocando parte deles por máquinas. Se nas telonas o fato já causa espanto, imagine descobrir que isso existe na vida real?

Rob Spence, diretor de cinema, não tem um olho. Mas enxerga melhor que qualquer um e ainda pode gravar o que vê a cada piscar de olhos. Ele é um exemplo real e vivo de que o aperfeiçoamento de nosso corpo por meio de máquinas é muito mais real do que qualquer filme.

O processo já tem até nome. Trata-se da hibridização tecnológica, quando máquinas nos ajudam a aprimorar partes do nosso corpo. No caso de Spence, o olho biônico é um substituto de seu natural, perdido em um acidente familiar quando ele ainda era criança.

Na infância, ele brincava na fazendo de seu avô, na Irlanda do Norte, quando encontrou uma espingarda no celeiro. A curiosidade infantil fez com que ele apontasse para uma pilha de esterco e disparasse a arma, que estava bem perto de seu olho. Aos poucos, gradualmente, foi perdendo a visão ano após ano.

Aos 34 anos, ele passou por uma cirurgia que colocou uma câmera sem fio na órbita ocular vazia após retirar seu olho cego. Desde então, ele é um organismo humano híbrido, uma espécie de pessoa “meio homem, meio máquina”. E segundo especialistas, esse será o futuro.

“Se 50 anos atrás alguém falasse que iria existir algo chamado Facebook, onde o mundo todo publicaria suas intimidades, ninguém acreditaria. Cada vez mais a tecnologia está entrando em nossas vidas e em breve ela fará isso em nossos corpos. Quem se negar, com certeza fará parte de uma minoria rara, dessas que vemos poucos no mundo, como os amish”, afirma Spence.

Entre especialistas, a discussão é acirrada. Entusiastas do movimento concordo com Spence e apontam que esse é o futuro da humanidade. Por outro lado, câmeras como as que o “eyeborg” possui trazem diversas questões éticas, como a exposição de intimidades e gravações não permitidas. Ainda assim, o uso desse tipo de tecnologia parece cada vez mais próximo de se tornar corriqueiro.

Afinal, real ele já é.