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  • O matemático e Prêmio Nobel de Economia, o americano John Nash, de 86 anos, que inspirou o filme “Uma Mente Brilhante”, morreu ontem nos Estados Unidos em um acidente de carro. Ele e a mulher, Alicia, de 82 anos, voltavam de uma cerimônia em Oslo, na Noruega, onde Nash recebeu um prêmio da Academia Norueguesa de Ciências e Letras, quando o táxi em que viajavam perdeu o controle em uma via expressa em Nova Jersey e bateu numa mureta de proteção e depois em outro carro. Nash e Alicia, que estavam sem cintos de segurança, foram jogados para fora do carro e morreram.

    Figura tanto genial quanto polêmica, Nash revolucionou a teoria econômica com seus estudos sobre o comportamento das pessoas durante uma negociação, ao mesmo tempo em que acreditava receber mensagens cifradas de extraterrestres.

    Nos anos 1950, aos 21 anos, ele aperfeiçoou a chamada Teoria dos Jogos, usada tanto em economia quanto em outras áreas, criando o  chamado Equilíbrio de Nash. Esse equilíbrio era atingido quando dois ou

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  • Levy nega divergência com Nelson Barbosa sobre cortes no Orçamento

    O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse hoje que faltou ao anúncio do contingenciamento do Orçamento de 2015, na última sexta-feira, porque estava gripado e negou que sua ausência esteja relacionada a eventuais divergências com o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, sobre o valor dos cortes.

    “Não houve nenhuma divergência, realmente estava gripado. Houve um certo alvoroço em torno dessa história, expliquei o que estava acontecendo. É dado o direito de todo mundo se alvoroçar,”  disse Levy, tossindo ao microfone em entrevista após a reunião de coordenação política, no Palácio do Planalto.

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    Levy também negou qualquer intenção de deixar o governo. “Não pensei em nada de sair [do governo]”, respondeu.

    Barbosa não participou da reunião de coordenação política nesta segunda-feira porque tinha um compromisso com investidores no Ministério do Planejamento. “Ele não pegou essa gripe do Levy”, brincou o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio

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  • Somado ao aumento da contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL) dos bancos de 15% para 20% anunciado na semana passada, o possível fim do benefício dos juros sobre capital próprio (JCP) poderia significar um recuo de até 20% nos ganhos das grandes instituições financeiras, segundo relatório do HSBC.

    De acordo com o documento, apenas a medida da CSLL, que entra em vigor em 1º de setembro deste ano, deve arrecadar R$ 4 bilhões por ano em receitas para o governo. No caso dos bancos, a mudança significará um recuo nos lucros por ação de 6% a 8%.

    Na avaliação do HSBC, depois do aumento da tributação, a extinção do JCP é “um pouco menos provável” e, mesmo se aprovada pelo Congresso até o fim de 2015, só teria validade em 2016.  Atualmente, o juro sobre capital próprio é uma remuneração voluntária da empresa ao acionista pelo uso do capital do investidor. Esse juro pode ser descontado do lucro e reduz o imposto a pagar da companhia. Já o investidor paga imposto ao receber a quantia, como

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  • Energia elétrica puxa aumento da inflação semanal, mostra FGV

    O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) atingiu 0,68% na terceira prévia de maio. A variação foi 0,03 ponto percentual maior do que a registrada na apuração anterior, quando a taxa havia decrescido de 0,7% para 0,65%.

    Cinco dos oito grupos pesquisados apresentaram índices acima dos da pesquisa anterior, com destaque para habitação, cuja taxa passou de 0,64% para 0,74%. Assim como nas últimas pesquisas, a tarifa de energia elétrica está entre os itens de maior pressão inflacionária, com elevação de 1,93%, acima da taxa anterior de 1,45%. Os dados são da pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), referente à coleta de preços do período de 23 de abril a 22 de maio, comparada às variações de 23 de março a 22 de abril.

    Em alimentação, o índice subiu de 0,73% para 0,76%. Entre os itens que mais aumentaram nessa classe de despesas estão as hortaliças e os legumes, cujo índice passou de 5,52% para 7,87%. No grupo transportes, a taxa passou de

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  • A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) fechou o mês maio em desaceleração, ficando em 0,6%. Os dados foram divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês anterior, o índice havia subido 1,07% e, em abril do ano passado, 0,58%. O número ficou próximo do projetado pelo mercado, de 0,59%.

    Apesar da desaceleração, a alta acumulada no ano foi de 5,23%, acima da taxa de 3,51% registrada em igual período de 2014 e bem acima da meta do BC, de 4,5% para o ano todo. No acumulado dos últimos 12 meses, o porcentual ficou em 8,24%, próximo ao acumulado até abril (8,22%), sendo, no entanto, o resultado mais elevado desde janeiro de 2004 (8,46%). O acumulado supera o teto da meta de inflação, de dois pontos porcentuais, ou 6,5% ao ano.

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    Já o índice de difusão, que mostra o percentual de preços do IPCA que subiram, caiu de 73,4% em abril para 69% em maio, abaixo da média dos

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  • O percentual de cheques devolvidos pela segunda vez por falta de fundos em abril atingiu 2,26%. No mesmo período do ano passado, o registro de devoluções chegou a 2,13%. De acordo com a empresa de consultoria Serasa Experian, foi o pior índice registrado no quarto mês do ano em toda a série histórica, iniciada em 1991.

    Segundo os economistas da Serasa, o recorde de inadimplência com cheques no mês de abril pode ser explicado pela queda da renda real dos consumidores e por causa da expansão das taxas de desemprego em todo o país, além da pressão da inflação.

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    Para os economistas, o desemprego e a alta da inflação afetam a capacidade de pagamento dos consumidores e provocam a elevação da inadimplência em diversas modalidades, inclusive nos cheques.

    O Estado do Amapá liderou o ranking nacional dos cheques sem fundos no primeiro quadrimestre de 2015, com 23,22% das devoluções. São Paulo foi o Estado com o menor percentual (0,93%). A Região Norte liderou o

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  • O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, indicou hoje que os juros podem continuar subindo por mais tempo do que o inicialmente esperado pelo mercado para segurar a inflação e as expectativas dos analistas. Ele reafirmou o objetivo do Banco Central (BC) de derrubar a inflação, que hoje corre acima de 8% ao ano, para o centro da meta, de 4,5%, no fim do ano que vem, número abaixo dos 5,5% esperados pelo mercado. Conseguir reduzir esse 1 ponto percentual na inflação projetada para 2016, porém, exigirá uma política monetária ainda mais restritiva que a atual, que já levou os juros para 13,25% ao ano.

    Em discurso no encerramento do seminário sobre metas de inflação no Rio, Tombini falou duas vezes sobre o objetivo de levar a inflação para o centro da meta em 2016, bem como repetiu que a política monetária seguira “vigilante”. O presidente do BC afirmou que “para atingir o nosso objetivo de colocar a inflação na marca de 4,5% no final de 2016, é imprescindível que a política

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  • A presidente Dilma Rousseff sancionou, com vetos, a Lei 13.126 que autoriza o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) receber do Tesouro Nacional R$ 30 bilhões. A medida foi aprovada pelo Congresso Nacional em abril. Um dos vetos mantém o sigilo das operações de crédito do banco, defendida pelo Senado.

    Para a presidente a divulgação ampla e irrestrita das informações das operações de apoio financeiro do BNDES feriria sigilos bancários, empresariais e prejudicaria a competitividade das empresas brasileiras no mercado global de bens e serviços, uma vez que “evidenciaria aspectos privativos e confidenciais da política de preços praticada pelos exportadores brasileiros em seus negócios internacionais.”

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    De acordo com a justificativa pelo veto, o BNDES já divulga com transparência diversas informações a respeito de suas operações, tais como clientes, projetos e, no caso de operações internas, os valores contratados em cada empréstimo. Além

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  • Premiê chinês fala em instalar fábricas no Brasil

    O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, comentou hoje o plano de cooperação de US$ 53 bilhões assinado com o Brasil ontem, incluindo 35 acordos em áreas como infraestrutura, transporte e agropecuária. De acordo com o premiê, Pequim quer elevar o grau de relacionamento entre os países e ir além das trocas comerciais. A intenção, anunciou, é instalar fábricas no país e promover troca de tecnologia na área de infraestrutura e mobilidade.

    “Manifestei [ao governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão] que gostaríamos de instalar fábricas ou bases para produção e manutenção dos futuros metrôs e vagões [de trens] no Rio. Assim podemos promover o emprego local e treinar os trabalhadores brasileiros”, afirmou, na exposição de equipamentos manufaturados da China, na zona portuária.

    Li Keqiang acabava de chegar de passeio em um dos vagões chineses comprados para o metrô. O estado comprou 100 trens, 34 composições para o metrô e sete barcas nos últimos anos, do país asiático. “São equipamentos

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  • A demanda das empresas por crédito caiu 12,3% em abril na comparação com o mês anterior, mostrou o indicador da Serasa Experian. Em relação a abril de 2014 a queda foi de 1,2%. No acumulado de 2012 a demanda segue em alta, de 6,9% na comparação com o mesmo período do passado.

    A desaceleração foi vista nas empresas de todos os portes. A maior queda foi registrada nas micro e pequenas empresas, onde a demanda por crédito caiu 12,5% na comparação com março, depois de alta de 7,4% em março. Nas empresas médias o recuo foi de 8,7%, ante recuo de 4,8% em março, e nas grandes empresas de 7,5%, contra queda de 6,1% em março.

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    O maior recuo foi no comércio, de 13%, seguido do setor de serviços, cuja demanda recuou 11,9% no mês. No acumulado do ano, no entanto, a demanda dos setores continua em alta: 8,5% no comércio e 8,8% em serviços. Dos três setores avaliados, apenas a indústria tem um acumulado negativo em 2015, de -5,7%. No mês, o recuo da indústria foi de

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