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Moedas Digitais: como um brasileiro está tornando a Blockchain mais segura

Yahoo Finanças
(Pixabay)

Por @vitorvalencio 

O crescimento vertiginoso do mercado financeiro virtual vem reunindo novos investidores em moedas virtuais, todos os dias. O aumento da popularidade eleva a curiosidade, os valores e, consequentemente o oportunismo de potenciais ataques cibernéticos. De olho nas brechas da Blockchain, onde circula o dinheiro virtual, um brasileiro desenvolveu um sistema de defesa, que pode ajudar a defender suas informações e seu rico dinheirinho, na internet.

Pensando justamente na segurança das transações virtuais, o brasileiro Bruno Rodrigues anunciou o desenvolvimento do Blockchain Signaling System durante seu curso de Ph.D, na Universidade de Zurique, na Suíça.

A Blockchain é o ambiente virtual onde circulam informações sigilosas e onde as negociações que envolvem moedas virtuais acontecem. Dentro dele não existe nenhum tipo de regulamentação governamental ou de instituições financeiras de quaisquer países. São os usuários que fazem as regras. Logo, o sistema desenvolvido por Bruno, promete ser tão cooperativo quanto a rede, uma vez que permite simplificar a sinalização de ataques, bem como a troca de incentivos para realizar a mitigação de ataques.

Ou seja, as preocupações são as mesmas de qualquer mercado, na vida real. A ideia de Rodrigues é que o sistema passe a atuar como um marketplace de defesa sob demanda envolvendo organizações alinhadas com o mesmo objetivo de criar uma rede de protetora.

De acordo com o brasileiro, o sistema desenvolvido com base na blockchain pode ajudar empresas e indústrias (hoje principais alvos de hackers) a se protegerem dos chamados DDos Ataques – os ataques distribuídos em que um computador mestre tem sob seu comando milhares de computadores zumbis, fazendo com que a rede atacada seja paralisada.

Bruno explica que diversas pesquisas apontaram que uma defesa cooperativa pode trazer diversos benefícios em relação a defesas centralizadas, sendo a principal vantagem a capacidade de unir diferentes sistemas de detecção e mitigação de ataques.  “O que significa que blockchain permite a simplificação da comunicação desses ataques e a troca de incentivos para que uma indústria ou empresa utilize seu sistema de detecção e mitigação em prol de outra indústria e empresa”, explica o assistente de pesquisa da Universidade de Zurique.

Para que a solução desenvolvida por Bruno tenha sucesso, também será preciso contar com o alinhamento da comunidade virtual. “Supondo que haja um ataque cujo volume de tráfego exceda a capacidade de proteção de uma empresa e por consequência, a indisponibilidade de um serviço, é possível sinalizar o ataque e a respectiva oferta de incentivos no blockchain de modo que outros participantes possam decidir sobre a participação na mitigação do ataque”, conclui o especialista.

Mas o que é Blockchain, mesmo?

Se você não entende muito bem como funciona a Blockchain, pode se tranquilizar, a gente te ajuda. Para que o ‘sistema financeiro virtual’ se mantenha legítimo, teoricamente, um grupo de usuários do sistema criptografado, conhecido como ‘mineradores’ precisa manter os arquivos rodando em seus computadores de maneira que a moeda e as transações sejam validadas, temporizadas e registradas no sistema financeiro que rege toda essa orquestra, o ‘Blockchain’.

Como o próprio nome diz, em tradução livre Blockchain seria uma série de bloqueios criptografados, que registram publicamente todas as transações do mercado e, ao mesmo tempo, geram códigos descentralizados pela rede, que impossibilitam o vazamento de informações valiosas.

Ou seja, trata-se de uma espécie de como um livro de registros ou um complexo caderno de partituras, que guarda uma bela canção. Entretanto, mesmo sabendo do registro dessa canção, cada músico toca um instrumento único, dá vida a uma nota diferente da partitura, sem ouvir o que os outros componentes da orquestra estão tocando. Um esforço conjunto, onde todos sabem que se continuarem a tocar suas notas, a música toda estará completa, como uma maravilhosa sinfonia. Se um deles para de tocar, a qualidade da música cai, assim como o valor das moedas virtuais.

E as bitcoins, de onde saíram?

Tudo começou ‘há um tempo atrás’ na ilha do Sol. Bem, pelo menos é o que se sabe a respeito da criação do Bitcoin. A moeda teria sido criada em 2009, no Japão, pelo programador Satoshi Nakamoto. No entanto, ninguém jamais teve tornou pública a comprovação da real existência do pai da criptomoeda.

O mistério só aumentou quando, em 2011, Nakamoto parou de minerar moedas e desapareceu de todos os fóruns sobre o assunto. Mesmo assim, um grupo de mineradores continuou o desenvolvimento, que culminou na criação da Blockchain, em 2103, e consequentemente de centenas de outras criptomoedas ao longo dos anos. Então, até hoje não se sabe se Nakamoto é uma pessoa ou um grupo de programadores.

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