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Finanças

Empresa de tecnologia contrata mulher grávida de nove meses

Yahoo Finanças
(Pixabay)

Por lei*, as empresas não podem discriminar nenhum candidato a uma vaga de trabalho, mas na prática isso acontece frequentemente. E fica mais difícil ainda se a pessoa for uma mulher grávida. Um caso que ganhou as redes na última semana mostra que é possível “nadar contra a corrente”: aos nove meses de gestação, Marcela Caldeira, de 35 anos, foi contratada pela empresa de tecnologia ThoughtWorks, em Belo Horizonte.

Seus direitos, como licença-maternidade, estão assegurados. “Minha história é uma exceção, mas eu queria muito ver mais histórias como essa. Queria que minha experiência fosse algo rotineiro”, afirma, em entrevista ao Correio Braziliense.

(Reprodução/Arquivo Pessoal)

Caldeira conta que não estava desempregada. Trabalhava havia três anos em uma empresa, e acabou sendo chamada para o processo seletivo aos sete meses de gravidez. “Estar grávida não foi um obstáculo. Eles deixaram claro que era a minha competência que estava sendo avaliada”, explica.

A designer de experiência acredita que a gravidez ainda é entendida como um problema no mercado de trabalho e que afeta muitas mulheres. “Quando se está grávida o medo de ser demitida é iminente. A gente se cobra para sermos igualmente valorizadas. Uma fase que deveria ser leve, vira um momento de provação”, opina.

Um levantamento realizado em 2017 pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que metade das mulheres é demitida do emprego até um ano depois do nascimento do bebê. Boa parte delas chega a ficar de fora mesmo nos primeiros meses de retorno da licença.

 

* Artigo 373- A, parágrafo II: é vedado “recusar emprego, promoção ou motivar a dispensa do trabalho em razão de sexo, idade, cor, situação familiar ou estado de gravidez, salvo quando a natureza da atividade seja notória e publicamente incompatível”.

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