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Finanças

Dólar alto pode afetar o seu bolso mais do que você imagina; entenda por quê

Yahoo Finanças
(Pixabay)

A cotação do dólar tem batido recordes nesta semana. Na última quinta-feira, 30, a moeda ultrapassou os R$ 4,20, em resposta às pesquisas eleitorais para a presidência que foram divulgadas nos últimos dias. A moeda passa dos R$ 4 desde o dia 21 de agosto, acumulando um crescimento de mais de 25% no ano.

Outros fatores externos, como a crise na Turquia e as expectativas sobre os juros dos Estados Unidos, também contribuíram para o aumento da moeda. Diante do cenário, o Banco Central decidiu intervir, liberando um leilão de swap de US$ 1,5 bilhão, em uma tentativa de aumentar a circulação da moeda no país.

“Os instrumentos cambiais utilizados pelo BC permitem que o regime de câmbio flutuante possa amortecer os choques da melhor forma”, explica o Banco Central, em nota

Por que o dólar aumenta com os resultados das pesquisas eleitorais?

Os resultados das últimas pesquisas mostraram os candidatos mais alinhados com o mercado – isto é, aqueles que defendem políticas de controle de gastos, pouca interferência na economia e políticas de austeridade fiscal – com um percentual baixo de votos, reduzindo, em teoria, suas chances de eleição.

Para os investidores, isso significa um risco maior ao investir no país. Eles decidem então vender suas ações e reduzem a circulação da moeda americana. Com mais real e menos dólar, a cotação da moeda sobe.

O que muda no meu bolso?

(Pixabay)

Se você não vai viajar para o exterior ou comprar a moeda, pode parecer que o aumento na cotação não interfere no seu dia a dia, mas a realidade é bastante diferente. Além da gasolina, produtos importados ou que tenham componentes vindos de outro país podem sofrer elevações.

Um dos exemplos é o pão, que teve um aumento de 3% no mês passado. Metade do trigo consumido no país é importado e, portanto, o alimento – assim como as massas em geral – deve subir nos próximos meses.

A moeda deve subir mais?

(Pixabay)

Não há uma resposta definitiva para essa questão. Especialistas indicam que até o fim das eleições o valor da moeda pode oscilar. Caso as pesquisas continuem mostrado resultados desfavoráveis para os candidatos pró-mercado, os analistas acreditam que a moeda pode chegar aos R$ 5.

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