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Cientistas invadiram museu em chamas para salvar acervo

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Tania Rego /Agencia Brasil

O incêndio que consumiu a maior parte do Museu Nacional do Rio de Janeiro, o mais antigo e um dos mais importantes do país, pode ter causado perdas gigantescas. Em uma tentativa de resgatar peças com valor inestimável, cientistas decidiram arrombar as portas do local e enfrentar o incêndio.

Em entrevista à BBC, Paulo Buckup, pesquisador do Departamento de Vertebrados do Museu Nacional e especialista em ictiologia, afirmou que chegou ao local uma hora depois do início do incêndio, quando as chamas consumiam apenas a parte frontal do museu. “Eles não tinham água, não tinham escadas, equipamento. Então tomamos a iniciativa de entrar nos lugares e tentar salvar o que podíamos de material. Quem teve que arrombar as portas foi a gente. Os soldados nos ajudaram a carregar as coisas”, explicou.

Buckup e seus colegas conseguiram retirar o que ele classificou como “alguns milhares” de espécimes de moluscos, mas a maior parte se perdeu com o fogo. “Esses exemplares foram usados nas descrições originais de espécies da fauna sulamericana de moluscos, tanto marinhos quanto de água doce. Esse material é único porque é a base para conhecer as espécies descritas ao longo do último século. Sem isso, perdemos esse registro”, explica. “Foi tudo destruído”, apontou.

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