Update privacy choices
Finanças

27,6 milhões de brasileiros estão sem emprego ou subocupados; o que dizem os candidatos?

Yahoo Finanças
(Henrique Barreto/Futura Press)

Por Fernanda Santos

De 2014 para cá, o número de desempregados em São Paulo subiu 111%, passando de 1,6 milhão para 3,4 milhões. No Rio de Janeiro, o salto foi ainda maior – 508 mil em 2014 para 1,3 milhão em 2018, o que representa um aumento de 160%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio Trimestral (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o IBGE, o Brasil tem hoje 13 milhões de desempregados. A força de trabalho subutilizada, que inclui desempregados, desalentados (que desistiram de procurar emprego) e subocupados (que trabalham menos de 40 horas semanais) chega a 27,6 milhões de brasileiros.

Os estados em situação mais crítica

Para Bruno Ottoni, pesquisador associado do FGV IBRE e IDados, os estados brasileiros onde o desemprego mais cresce hoje são Amapá e Sergipe.

No Amapá, o número de pessoas sem trabalho aumentou de 17,1% em junho de 2017 para 21,3% em junho de 2018. Em Sergipe, a taxa foi de 14,1% para 16,8% no mesmo período.

“Difícil dizer porque o desemprego está aumentando de maneira expressiva nestes dois estados. Mas certamente é uma má notícia, visto que se trata de dois estados pobres”, disse Bruno.

Por outro lado, Rio Grande do Norte e Pernambuco têm visto uma melhora gradual. No RN, o desemprego caiu de 15,6% em junho de 2017 para 13,1% em junho de 2018.  Em Pernambuco, a taxa foi de 18,8% para 16,9%.

O que dizem os candidatos sobre o desemprego

  • Lula (PT)

 Seu plano de governo diz que logo nos primeiros meses pretende implantar o Plano Emergencial de Empregos, que inclui investimentos públicos, retomada de obras paralisadas e estímulo ao crédito acessível, para combater a inadimplência.

  • Jair Bolsonaro (PSL)

Afirma que o Brasil precisa ser desburocratizado, pois o salário no país é “pouco para quem recebe e muito para quem paga”. O deputado federal é a favor da reforma trabalhista e diz que o trabalhador um dia terá de decidir entre “menos direitos e empregos ou todos os direitos e desemprego”.

  • Marina Silva (Rede)

Fala em investir na construção civil, pois é “o que gera emprego mais rápido”. A ex-ministra do Meio Ambiente aposta também em caminhos sustentáveis. “O Brasil não pode desperdiçar suas grandes fontes de energia: eólica, solar, de biomassa. Vamos gerar milhões e milhões de empregos colocando tetos solares para que as casas sejam produtoras de energia”, disse.

  • Ciro Gomes (PDT)

Diz que vai retomar 7.507 obras públicas que estão paradas por questões burocráticas. “É isso que emprega rapidamente pessoas com dificuldade de qualificação”, diz. No primeiro ano de governo, ele já pretende gerar 2 milhões de vagas.

  • Geraldo Alckmin (PSDB)

Disse que é preciso fazer obras de infraestrutura e saneamento básico, pois “o crescimento da construção civil cria uma barbaridade de empregos”.

No debate da Band, afirmou que é preciso aumentar a confiança dos investidores para o Brasil crescer. Para isso, quer zerar o déficit fiscal das contas públicas, mas sem aumentar impostos.

  • Álvaro Dias (Podemos)

Pretende criar 10 milhões de vagas de emprego por meio de um crescimento econômico de, em média, 5% ao ano.

Ele também fala em combater a corrupção que “expulsou do Brasil investimentos extraordinários que poderiam gerar emprego, renda, receita pública e desenvolvimento”.

6 Reações

Leia também