• Folhapress

    Academias avaliam que reabertura com restrições em SP não é rentável

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A reabertura das academias de ginástica na cidade de São Paulo, sob uma série de restrições impostas pela pandemia, não será rentável num primeiro momento, avaliam grandes empresas do setor. O segmento retomou atividades a partir desta segunda-feira (13), com restrições como operar a apenas 30% da capacidade, limite de funcionamento de seis horas diárias e necessidade de agendamento prévio pelos clientes, que devem manter distância mínima de 2 metros entre si e usar máscaras todo o tempo. Vestiários e bebedouros não poderão ser utilizados e clientes em grupos de risco não devem frequentar os espaços por enquanto. Diante das limitações, há empresas que optaram por esperar mais tempo para abrir, como a Competition, que planeja retomar suas operações apenas no dia 27, na expectativa de que até lá algumas das regras já tenham sido relaxadas pelo poder público. Entre as mudanças que deverão ser permanentes para o setor após a pandemia, os empresários avaliam que a oferta de produtos digitais é um caminho sem volta. O setor também deve passar nos próximos anos por um movimento de consolidação, com as cinco maiores empresas - SmartFit, Bodytech, Selfit, Blue Fit e Cia Athlética - ampliando sua fatia de 25% do mercado. Por fim, as companhias devem mudar de forma permanente sua estrutura de custos, diante de uma receita agora incerta. A Just Fit, com 35 unidades no estado de São Paulo e 20 na capital, é uma das empresas que optou por reabrir já nesta segunda-feira, após permanecer fechada desde 19 de março. A operação retoma com 30% a 40% dos funcionários de volta da suspensão de contratos viabilizada pela MP 936. "Inicialmente, a reabertura não é rentável, mas vamos acompanhar de acordo com o retorno dos clientes", afirma Paulo Rebello, diretor de operações da Just Fit. Segundo ele, o setor tenta negociar com a prefeitura uma flexibilização das limitações de capacidade e de horário de funcionamento, considerados muito restritas em relação aos protocolos de abertura adotados em outros estados. "Defendemos pelo menos 50% da capacidade, o que ajudaria a viabilizar o negócio, assegurando o isolamento. E ao menos dez horas de abertura, para conseguirmos atender adequadamente o nosso público." Rebello afirma, porém, que o retorno de clientes surpreendeu positivamente neste primeiro dia de reabertura. "De cada 100 lugares disponíveis, 80 estão sendo preenchidos nesse momento", afirma. Segundo ele, em Araraquara, onde a reabertura aconteceu há três semanas, esse índice chega a 88%. "Estamos bastante otimistas, porque imaginávamos que esse número não ia chegar nem a 50%." O retorno é um alento para uma empresa que chegou a ter unidades com 60% de cancelamentos de matrículas e uma inadimplência que dobrou de 6% para 12%. Conforme Rebello, o plano de inauguração de oito unidades da Just Fit para esse ano foi congelado e a empresa deve esperar para ver como será o movimento no verão de 2021 para redesenhar seu plano de expansão. A Bodytech planeja reabrir na quarta-feira (15) suas 12 unidades na capital paulista, de um total de 102 em todo o Brasil. Luiz Urquiza, diretor-executivo da empresa, também é crítico quanto à limitação de apenas seis horas de funcionamento por dia. "Essa restrição não nos parece fazer muito sentido, à medida em que, se o objetivo é poder atender o maior número de pessoas, com o menor risco de ter ocupação elevada, sem dúvida alargar o horário de funcionamento seria o ideal", afirma. RODÍZIO DE ACADEMIAS Para minimizar o efeito da restrição, a Bodytech está adotando horários alternados entre as unidades e permitindo a seus alunos frequentar outras lojas, de forma a completar na prática 12 horas de disponibilidade para os clientes. Para Urquiza, a viabilidade econômica da operação de reabertura vai depender principalmente de renegociar aluguéis, o principal custo fixo das unidades. Nas academias de shopping, em geral o valor do aluguel tem um percentual variável em relação ao faturamento, o que deve possibilitar um ajuste natural. Já nas unidades de rua, será preciso negociar. Conforme o executivo, a experiência das cidades que já reabriram suas academias mostra uma retomada dos alunos de 40% no primeiro mês, 55% no segundo e até 70% no terceiro. "Em São Paulo, pela limitação de horário, pode ser que isso não se comporte dessa maneira", diz Urquiza. "Com as seis horas, ao final de um mês, talvez estejamos em 25% a 30%." O diretor-executivo afirma que os cancelamentos da Bodytech chegaram a 10% das matrículas e houve outros 20% de trancamentos. Assim, com os meses fechados, a perda de alunos e retomada gradual, ele projeta que a empresa perca de 40% a 50% do faturamento este ano, após gerar uma receita de R$ 490 milhões em 2019. A Competition é uma das companhias que optou por não reabrir nesse primeiro momento. Segundo Flavia Brunoro, diretora operacional da rede de academias com quatro unidades e uma escola de natação em São Paulo, a operação de fato não seria rentável sob as restrições atuais, mas esse não foi o principal fator na decisão de não abrir. "Os pontos principais para nós foram a limitação de uso dos vestiários e o horário restrito. Esperamos que isso possa ser revisto até dia 27", afirma. "Mas, se não acontecer, vamos avaliar e seguir em frente." Segundo a executiva, uma pesquisa da empresa com 1,5 mil alunos mostrou que 50% deles pretendia voltar à academia imediatamente e 75% em até 30 dias após a reabertura. "Estamos muito otimistas de que os alunos vão voltar", diz ela. Conforme a Acad (Associação Brasileira de Academias), o setor soma 30 mil academias em todo o Brasil, com São Paulo concentrado 30% do mercado. O faturamento anual é estimado em cerca de US$ 2 bilhões (R$ 10,8 bilhões), segundo dados da Ihrsa, citados pela entidade brasileira. "A estimativa dos sindicatos é de que 20% a 30% das empresas do setor acabem fechando devido à pandemia, principalmente pequenas e médias", diz Richard Bilton, diretor da Acad. Uma pesquisa realizada em junho pela EVO W12, empresa de gestão de negócios do setor de academias, mostrou que o fechamento de academias nos meses de abril a maio foi três vezes maior do que o verificado em 2019. O levantamento apontou ainda para a possibilidade de fechamento de 110 mil postos de trabalho no setor em 2020, após perda de 42 mil empregos no ano passado. Ainda conforme o estudo, no período analisado, houve uma queda de 77% nas vendas de novos planos, na comparação com os meses anteriores à crise. Foi registrada ainda uma redução significativa no número de clientes ativos, com queda de 35% na média nacional. Em estados como Maranhão, Espírito Santo, Piauí e Tocantins, 8 de cada dez alunos deixaram de pagar seus planos.

  • Estudo inovador revela que a Lua pode ser mais jovem do que pensávamos
    Canaltech

    Estudo inovador revela que a Lua pode ser mais jovem do que pensávamos

    Uma equipe de cientistas utilizou um novo modelo para estudar a formação da Lua através do impacto entre a Terra e o hipotético protoplaneta Theia. Eles combinaram diversos fatores nunca antes analisados, e concluíram que a Lua é mais jovem do que se pensa

  • Bolsa brasileira tem queda com receio de nova onda de coronavírus
    Folhapress

    Bolsa brasileira tem queda com receio de nova onda de coronavírus

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Na esteira das Bolsas de Valores internacionais e com maior aversão a risco de investidores ante a possibilidade de uma nova onda do novo coronavírus no mundo, o Ibovespa - principal índice acionário brasileiro - encerrou o pregão desta segunda-feira (13) com queda de 1,33%, aos 98.697 pontos, na mínima do dia. O volume financeiro foi de R$ 28,4 bilhões. O índice, que operou com sinal positivo e no patamar dos 100 mil pontos durante toda a manhã e boa parte da tarde, inverteu a direção após a notícia de que o governador da Califórnia, Gavin Newson, anunciou o fechamento de diversos serviços e estabelecimentos devido às novas altas nos casos registrados de coronavírus. Os índices americanos S&P; 500 e Nasdaq terminaram a sessão desta segunda-feira em queda de 0,94% e 2,13%, respectivamente. Dow Jones encerrou perto da estabilidade, com alta de 0,04%. "O mercado tinha começado animado com as notícias de que o FDA [agência que regula medicamentos nos EUA] teria dado agilidade às vacinas da empresa de biotecnologia alemã BioNTech e da farmacêutica norte-americana Pfizer contra o novo vírus", afirmou o analista da Guide Investimentos Henrique Esteter. Segundo ele, os novos atritos dos EUA e da Europa com a China também acabaram pressionando o mercado. A União Europeia anunciou que está preparando medidas retaliatórias em resposta à nova lei de segurança nacional imposta por Pequim a Hong Kong, que permite a adoção de medidas mais duras a movimentos antigovernamentais e leis mais rígidas sobre a mídia e a internet. Além disso, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, também afirmou em comunicado nesta segunda que a reivindicação do governo chinês pelo controle de recursos no Mar do Sul da China é "completamente ilegal". Os preços do petróleo também refletiram as tensões sino-americanas. O petróleo tipo Brent, principal referência de preços, caiu 2,45%, a US$ 42,18, enquanto o petróleo americano (WTI) recuou 2,34%, a US$ 39,60. "A Bolsa operou bastante volátil. Aqui no Brasil, as construtoras sofreram com maior aversão ao risco por parte dos investidores. As siderúrgicas e mineradoras também subiram, seguindo o minério de ferro, que tinha alta de 4,5% no porto de Qingdao, na China", afirmou a analista de ações da Spiti Corretora Cristiane Fensterseifer. Entre as maiores baixas da Bolsa de Valores brasileira nesta segunda-feira estavam Ambev, Cyrela e Grupo Natura, com quedas de 5,72%, 5,32% e 5,07%, nesta ordem. Os papéis do IRB tiveram a maior alta do dia, com avanço de 5,65%, seguido por Siderúrgica Nacional (3,92%) e Engie Brasil (2,47%). Segundo o analista da Ativa Investimentos Ilan Arbetman, uma das explicações para a queda expressiva na Ambev é seu posicionamento em um setor cíclico e as expectativas por resultados mais fracos no segundo trimestre. "Com a ciclicidade da atuação, o mercado espera que venha um resultado mais fraco e está mais cauteloso. Essa, sem dúvida, será uma das temporadas mais fracas e isso também tem afetado um pouco as companhias", disse. A divulgação de resultados do segundo trimestre começa ainda neste mês. O dólar, por sua vez, subiu 1,25% ante o real, para R$ 5,39. A moeda brasileira já estava entre as divisas de pior desempenho desde cedo, seguindo um dia mais fraco para pares latino-americanos, diante de perspectivas mais incertas para a região por causa da crise do Covid-19.

  • Valor Econômico

    Corregedor de Justiça vai analisar reclamação contra presidente do STJ sobre Queiroz

    O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, afirmou em nota que vai apreciar reclamação apresentada pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), contra o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O pedido é para que seja analisada a decisão de Noronha da semana passada, quando o presidente do STJ concedeu prisão domiciliar ao ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) Fabrício Queiroz e à mulher dele, Márcia Queiroz, que estava foragida. A prisão domiciliar foi determinada por Noronha em razão da suposta saúde debilitada de Fabrício Queiroz, tendo sido estendida à sua mulher "por se presumir que sua presença ao lado dele seja recomendável para lhe dispensar as atenções necessárias". Em ocasiões anteriores, o magistrado havia negado o mesmo direito a pacientes que alegavam vulnerabilidade à contaminação por covid-19. Na representação, o senador pede que seja instaurado um processo administrativo disciplinar (PAD) contra Noronha e questiona a parcialidade do magistrado, que nos bastidores trabalha para ser indicado pelo presidente Jair Bolsonaro a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Para Vieira, “a notável incoerência da decisão favorável a Fabrício Queiroz e sua esposa, quando cotejada com decisões pregressas da mesma lavra, relacionadas a indivíduos igualmente pertencentes a grupos de riscos, põe em relevo – de modo legítimo -, repise-se – a existência ou não de independência no exercício de seu mister”. O senador também oficiou o diretor-geral do STJ, Lúcio Guimarães Marques, para que informe quantos habeas corpus foram julgados por Noronha no período de 17 de março a 13 de julho; em quantos houve decisão favorável; em quantos houve menção à situação extraordinária da pandemia; e em quantos houve concessão de prisão domiciliar ao requerente que estava foragido.

  • 6 dicas que podem fazer seu notebook durar mais
    Canaltech

    6 dicas que podem fazer seu notebook durar mais

    Você gostaria de cuidar um pouco melhor do seu notebook? Um bom uso do dispositivo pode aumentar o tempo de vida dele. Confira neste artigo algumas dicas de práticas que você pode seguir para que o seu notebook dure mais

  • Naya Rivera, de Glee, é encontrada morta em lago na Califórnia
    Canaltech

    Naya Rivera, de Glee, é encontrada morta em lago na Califórnia

    A atriz, de 33 anos, vinha sendo procurada desde então e, nesta segunda-feira (13), o xerife local, Bill Ayub, confirmou a morte de Rivera, encontrada sem indícios de suicídio ou assassinato. Bastidores da série Glee está cheio de casos chocantes e estranhos

  • Valor Econômico

    Brasil registra 770 mortes por covid-19 em 24h, diz consórcio de imprensa

    O Brasil soma 72.921 mortes por covid-19, segundo levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de Saúde. Nas últimas 24 horas foram registrados 770 óbitos. Os casos confirmados totalizam 1.887.959, sendo 21.783 diagnósticos contabilizados nas últimas 24 horas, de acordo com o balanço fechado às 20h. Os dados divulgados pelo consórcio de imprensa foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa desde o dia 8 de junho para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. Ministério da Saúde Os dados oficiais informados pelo Ministério da Saúde em balanço atualizado às 18 horas aponta que foram registrados 733 óbitos em 24 horas, elevando o total de mortes de pacientes infectados pelo coronavírus a 72.833. As informações divulgadas pelo Ministério também dizem que o número de casos confirmados aumentou para 1.884.967, sendo 20.286 de ontem para hoje. Segundo o órgão, o último balanço aponta 1.154.837 pacientes recuperados da doença e 657.297 sob acompanhamento. Também há 4.011 ocorrências sob investigação. São Paulo permanece na dianteira da lista de Estados com mais mortes (17.907) e casos confirmados (374.607) de covid-19. O Ceará é o segundo Estado com mais casos (137.206) e o Rio de Janeiro, o segundo com mais óbitos (11.474). Alessandro Dahan/Divulgação

  • Zenfone 7 terá versão Pro e câmeras giratórias, diz rumor
    Canaltech

    Zenfone 7 terá versão Pro e câmeras giratórias, diz rumor

    Próximo topo de linha da ASUS ainda não tem uma data de lançamento definida, mas deve ocorrer em breve, segundo um dos CEO da marca. Zenfone 7 terá configurações potentes, além de uma versão Pro com possíveis melhorias nas câmeras

  • Valor Econômico

    Anatel critica restrição ao capital estrangeiro imposta por antiga regra do setor

    Em resposta ao Ministério das Comunicações, agência defendeu revogação de decreto de 1998 Em resposta a questionamento do Ministério das Comunicações, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) se posicionou a favor da revogação do Decreto 2.617/98, ainda do período das privatizações, que impõe restrições ao capital estrangeiro nas operadoras de serviço. O decreto exige que “a maioria das cotas ou ações com direito a voto pertença a pessoas naturais residentes no Brasil ou a empresas constituídas sob as leis brasileiras e com sede e administração no país”. Condição semelhante consta da Lei Geral de Telecomunicações (LGT), de 1997. “Entendo que, de fato, o Decreto nº 2.617/1998, ao restringir a participação do capital estrangeiro na composição do capital das empresas prestadoras de serviços de telecomunicações de interesse coletivo mostra-se, atualmente, anacrônico”, registrou o diretor da Anatel Moisés Moreira em análise aprovada pela diretoria do órgão. Sede da Anatel, em Brasília Divulgação/Anatel Em nota, a Anatel informou que a restrição “se fazia relevante” no cenário pós-privatização. “Atualmente, o setor tem grande volume de investimentos a partir de grupos estrangeiros e essa restrição ainda impõe que eles adotem arranjos societários e operacionais mais custosos para atuarem no Brasil.” A posição da agência está apoiada nos princípios do liberalismo econômico que foi proposto pelo governo e aprovado pelo Congresso por meio da Lei de Liberdade Econômica (13.874/19), citada no voto aprovado por unanimidade pelo comando da autarquia. Para a agência, o decreto ainda inibe a adoção de melhores práticas de gestão corporativa, especialmente para as companhias listadas na B3 que almejam alcançar o Novo Mercado. A Anatel ressalta que, como esse nível de governança exige uma “intensa diluição do controle das companhias”, o decreto “exige um esforço extra das empresas para viabilizar tal pulverização, o que pode acabar por reduzir ou até mesmo eliminar os efeitos benéficos trazidos pela governança corporativa”. Tanto em seu posicionamento oficial quanto na análise da diretoria, a Anatel registra que a revogação do decreto cabe ao presidente da República.

  • Folhapress

    Mercado imobiliário tenta afrouxar regras de construção em meio à pandemia

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Duas demandas frequentes da indústria da construção na capital paulista - as limitações para o tamanho de apartamentos e a compensação paga por quem constrói acima do limite - podem ser atendidas em meio à pandemia do novo coronavírus. Projeto apresentado em abril pelo vereador Police Neto (PSD) como um plano de reativação da economia na cidade traz em seus 20 artigos mudanças importantes nas regras para o mercado de imóveis novos em São Paulo. Police Neto é conhecido pela atuação parlamentar em desfesa dos interesses do segmento imobiliário. Foi autor da lei de regularização fundiária e relator do plano diretor estratégico do município. Se o projeto virar lei, as incorporadoras poderão, por um período de 18 meses, construir imóveis maiores nas regiões com estrutura urbana instalada - como corredores de ônibus e estações de trem e metrô -, e iniciar empreendimentos em regiões que ainda não são atendidas por sistemas de transportes. A Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) defende a proposta e diz que a legislação atual engessa o crescimento do mercado. O texto também dá isenção de IPTU a empresas que ficaram fechadas na pandemia, dispensa o alvará de funcionamento de atividades de baixo risco, autoriza a prefeitura a conceder desconto de ISS e cria um programa de geração de empregos com os recursos referentes à suspensão do pagamento de parcelas da dívida e que não tenham sido utilizados na saúde. O pagamento da outorga onerosa, um tipo de crédito comprado pelas construtoras para construir acima do limite da região, também ficará reduzido à metade e poderá ser parcelado em até dez meses. No caso de outorgas já emitidas, o pagamento à prefeitura ficaria adiado por 90 dias. O plano de reativação econômica está na fila para votação na Câmara de Vereadores de São Paulo e a expectativa de Police Neto é que ele entre em pauta até a próxima semana. Antes de virar lei, o texto ainda passará por audiências públicas e mais uma votação. O autor do projeto diz que o plano é multidisciplinar e foi construído a partir do diálogo com diversos setores. Ele calcula um potencial de atração de R$ 11 bilhões em investimento privado e gerar 80 mil empregos. Na semana passada, o LabCidade (Laboratório Espaço Público e Direito à Cidade), da USP (Universidade de São Paulo), divulgou uma nota pública assinada por outras 100 entidades em que diz considerar irregular a tentativa de alterar o plano diretor e a lei de zoneamento em meio à pandemia. O presidente da Abrainc, Luiz Antonio França, diz que a proposta deve ser vista como uma medida emergencial de geração de emprego. "Nosso segmento continua operando, mas conforme as obras vão acabando, se você não tem obra nova, as pessoas vão ser dispensadas. Então, a gente precisa de continuidade, de novas obras. Quanto mais obras puderem começar, melhor", afirma França afirma que as críticas ao texto não consideram a preocupação social da proposta. "As teorias de arquitetura estão querendo ser mais importantes do que a geração de empregos. Isso está sendo feito para gerar renda, gerar imposto para a cidade." Para o grupo que assina a nota contrária ao projeto, não há qualquer evidência de que a alteração terá impacto positivo na economia. Afirma também que a proposta está "utilizando-se da pandemia para tramitar sem amplo debate com a sociedade" e que as mudanças podem "acirrar ainda mais as desigualdades socioespaciais do município." O autor do projeto de lei diz que as mudanças são temporárias e, no que afeta as regras para a construção civil, a intenção é "tirar a concentração de investimentos privados da região central". Police Neto diz que a oposição de grupos como o LabCidade a essas mudanças é natural e que eles podem apresentar propostas de ajustes. Defende também que o texto não mexe no zoneamento, apenas antecipa algumas medidas. É o caso da alteração dos chamados eixos de estruturação da transformação urbana previstas, que passam a ser tratados como ZEU, que são as regiões já abastecidas com infraestrutura de transporte. O grupo de arquitetos, urbanistas e associações de moradores que se opõe às mudanças afirma que esse tratamento resultará no adensamento de áreas sem mobilidade urbana instalada. Do outro lado, Police Neto diz que a mudança cria uma nova fronteira de desenvolvimento econômico na cidade. "Precisamos levar o investimento para os corredores periféricos, para [a avenida] Marechal Tito, avenida São Miguel, Sapopemba [todas na zona leste da capital], Raimundo Pereira de Magalhães [zona norte]", diz. O projeto de ativação econômica traz outras mudanças que afetam os setores de telecomunicações e o comércio na capital. Para esses últimos, a proposta quer a isenção de IPTU para quem ficou com as portas fechadas e desconto em taxas de fiscalização e para uso de calçadas. O presidente da Associação Comercial de São Paulo, Alfredo Cotait, diz que adiar o pagamento de taxas cobradas do comércio é questão de "justiça e correção" e uma forma de a prefeitura de São Paulo apoiar os estabelecimentos que não puderam funcionar. "Ninguém está dizendo para não cobrar os impostos, mas que se dê um prazo maior. O comerciante, principalmente o pequeno varejo, tem outras prioridades agora, tem que pagar funcionário e fornecedor", afirma. Uma dessas taxas é a TFE (Taxa de Fiscalização dos Estabelecimentos), cobrada anualmente, sempre no mês de julho. "As empresas fechadas e você cobrando taxa de fiscalização. Não cobrar ou pelo adiar seria uma atitude proporcional." A Prefeitura de São Paulo foi procurada para falar sobre o efeito fiscal das propostas, mas ainda não respondeu. RESUMO DAS PROPOSTAS DO PROJETO DE LEI 127/2020 INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO: \- Antecipa a autorização para construção nas ZEUP ( Zona de Estruturação da Urbana Previstas) \- Dá maior liberadade para construir nas ZEU (Zona Eixos de Estruturação da Transformação Urbana), que é onde já existe infraestrtura de transporte \- Reduz pela metade o valor da outorga onerosa, crédito pago por quem quer construir acima do limite da região \- Parcelamento da outorga onerosa em dez vezes \- Adiamento no pagamento das outorgas já emitidas \- Isenção de ITBI para quem comprar imóvel de até R$ 750 mil REDUÇÃO, ADIAMENTO E ISENÇÃO DE IMPOSTOS E TAXAS \- Isenção de IPTU para estabelecimentos comerciais que tenham ficado fechados na quarentena; o cálculo será porporcional ao tempo fechado \- Adiamento de tributos e taxas enquanto durar o estado de calamidade \- Supensão das inscrições na dívida ativa por 180 dias para tributos que não tenham sido pagos no primeiro semestre \- Reabertura do plano de parcelamento incentivado TELECOMUNICAÇÕES, SHOPPING E ALVARÁS \- Atividade de baixo risco não precisará de alvará de funcionamento \- Até 20% das vagas de estacionamentos de shoppings poderão ser usadas para eventos \- Prazo máximo de 60 dias para a autorização de implantação de antenas de telefonia e dados \- Alvarás para obras passam a valer por 1 ano TELETRABALHO E SERVIÇOS DE ENTREGA \- Autoriza a prefeitura a conceder desconto de ISS a empresas que mantiverem empregos por meio do home office \- Autoriza a prefeitura a conceder desconto de ISS a empresas que implementarem serviços de entrega PROGRAMA DE EMPREGO \- Prevê a autilização de até 30% dos valores da dívida do município com a União (atualmente com pagamento suspenso) para um programa de emprego \- O programa bancaria R$ 750 por mês por quatro horas diárias de trabalho

  • Imposto nos moldes da CPMF terá de ser debatido 'mais cedo ou mais tarde', diz Mourão
    Folhapress

    Imposto nos moldes da CPMF terá de ser debatido 'mais cedo ou mais tarde', diz Mourão

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Embora ressalte a oposição do presidente Jair Bolsonaro, o vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta segunda-feira (13) que a criação de um novo imposto sobre transação financeira vai precisar ser discutida "mais cedo ou mais tarde" e que ele se mostra favorável a esse debate. "Eu acho que tem que ser discutido. O presidente é contra, está bom, ele não quer jogar esse assunto na mesa por causa da memória antiga da antiga CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Mas a gente sabe que nosso sistema tributário é um sistema complicado ", disse. Mourão participou de uma transmissão ao vivo promovida pela Genial Investimentos. Questionado especificamente sobre sua opinião a respeito de um novo imposto sobre transação financeira, o vice-presidente evitou se posicionar e apenas afirmou que há empresários e parlamentares que o procuram, manifestando aprovação em relação à ideia. "Parece ser o grande Satã da reforma tributária, ninguém quer ouvir falar disso aí", disse o vice-presidente "Acho que tem que ser discutido. Eu já recebi deputado aqui que é favorável a imposto único, cobrado na entrada e na saída da conta de cada um de nós", afirmou o Mourão, ressaltando que a discussão precisa ser feita "sem preconceitos" e no Congresso nacional. "Mais cedo ou mais tarde, essa discussão vai ter que ser colocada na mesa", completou. Mourão disse que a discussão a respeito da reforma tributária terá início em breve, por conta do próprio interesse do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O vice-presidente afirma que a reforma é necessária, assim como outras, para combater os grandes males da economia brasileira, que seriam "a falta de equilíbrio fiscal e a baixa produtividade". Da parte do governo, Mourão afirmou que o texto da reforma administrativa está pronto e deve ser encaminhado ao legislativo após a retomada das sessões presenciais --encerradas por conta da pandemia do novo coronavírus.

  • Nova gasolina se torna obrigatória em agosto e deve ser mais cara
    Folhapress

    Nova gasolina se torna obrigatória em agosto e deve ser mais cara

    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A partir do próximo dia 3 de agosto, toda a gasolina vendida no país terá que seguir novas especificações da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) que melhoram o rendimento dos veículos. A expectativa, porém, é que a melhoria da qualidade tenha impacto no preço do combustível. As novas especificações foram definidas pela ANP em janeiro, com o objetivo de preencher lacunas na legislação que permitiam a produção ou importação de gasolina de menor qualidade. As novas regras estipulam uma massa específica mínima e um valor mínimo de octanagen RON (sigla em inglês para número de octanas pesquisa). Na primeira fase das mudanças, que entram em vigor em 3 de agosto, o valor mínimo de RON será 92. Em janeiro de 2022, o número é elevado para 93, mais próximo dos 95 vigentes na maior parte da Europa. Para a gasolina premium, o valor mínimo será de 97 já em agosto deste ano. As mudanças nas especificações eram defendidas pelas montadoras de veículos por facilitar o ajuste dos motores, mas esbarrava nas características do parque de refino da Petrobras. A estatal diz que vem preparando suas refinarias há alguns meses e que hoje todas já produzem seguindo as novas especificações. Segundo a estatal, a melhora na qualidade vai permitir redução de 4% a 6% no consumo de gasolina por quilômetro rodado. A Petrobras diz ainda que a nova especificação da gasolina melhora o desempenho do motor, a dirigibilidade e o tempo de resposta na partida a frio, além de manter aquecimento adequado do motor. A ANP acrescenta que a mudança vai permitir a introdução no país de motores mais eficientes, com menor consumo e menos poluentes. Antes de janeiro, as regras brasileiras não estabeleciam limites mínimos de massa específica nem valor mínimo de RON, o que permitia a importação de gasolinas mais leves. O mercado de combustíveis espera elevação do preço com a venda de uma gasolina mais nobre. Segundo a Argus Media, empresa especializada em preços de commodities energéticas, contratos de importação de gasolina americana para o Brasil já trazem novos parâmetros de preço. As cargas negociadas para desembarque e agosto estão, em médio, US$ 0,05 por galão (o equivalente a R$ 0,07 por litro) mais caras do que a média apurada em maio e junho. Enquete feita pela empresa no mercado apontou expectativas de elevação do preço entre US$ 0,04 e US$ 0,07 por galão (R$ 0,05 a R$ 0,09 por litro) A Petrobras diz que eventual elevação de preço será compensada pelo ganho de rendimento do motor, "porque o consumidor vai rodar mais quilômetros por litro". A empresa destacou ainda que o preço é definido pela cotação no mercado internacional e tem outras variáveis, como frete e câmbio, que podem influenciar o valor final. O preço de venda da gasolina pelas refinaras da Petrobras representa 28% do preço final do combustível - o restante são impostos e margens de lucro de postos e distribuidoras. Desde maio, com a recuperação das cotações do petróleo, a estatal promoveu oito reajustes no combustível, com alta acumulada de 60%.

  • Coronavírus no BR | País chega a 1,8 milhão de casos e 72,8 mil óbitos
    Canaltech

    Coronavírus no BR | País chega a 1,8 milhão de casos e 72,8 mil óbitos

    De acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde, o Brasil notifica 20 mil novos casos da COVID-19 nas últimas 24h, sendo 733 óbitos. Entre os estados, Mato Grosso do Sul registra os menores números, com 13 mil casos e apenas 167 mortes

  • Valor Econômico

    Tráfego nas rodovias da TPI cai 7,8%, de 03 a 09 de julho

    Queda para 2,5 milhões de veículos pagantes é em relação à semana de 13 a 19 de março O tráfego nas rodovias administradas pela Triunfo Participações e Investimentos (TPI) caiu 7,8% na semana de 03 a 09 de julho, em relação ao registrado na semana de 13 a 19 de março, para 2,5 milhões de veículos pagantes. Na mesma base de comparação, o tráfego de veículos leves recuou 17,2% e o de veículos pesados diminuiu 3,3%. Os dados englobam o tráfego nas rodovias administradas pelas concessionárias Concer, Econorte, Transbrasiliana e Concebra. Viracopos Ainda segundo a TPI, a média diária de circulação de aeronaves pelo Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), caiu 72,6% em junho, em comparação ao mesmo mês de 2019. A média diária do tráfego de passageiros diminuiu 65,4%

  • Novo Flight Simulator chega em agosto e já pode ser pré-baixado no Game Pass
    Canaltech

    Novo Flight Simulator chega em agosto e já pode ser pré-baixado no Game Pass

    Jogo vai trazer até 30 aviões e 40 aeroportos, com novos gráficos, clima atualizado em tempo real e voos noturnos. Desde 2014, o game não recebia um jogo totalmente novo, somente com atualizações para o simulador

  • Valor Econômico

    Campanha doará oxímetros para detectar covid-19 em favelas

    Aparelhos medem saturação de oxigênio do sangue e podem identificar estágio inicial da doença Uma campanha idealizada pela Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e pelo Instituto Estáter pretende incentivar o uso de oxímetros por moradores de favelas pelo país que estejam nos grupos de risco para covid-19. Os oxímetros são aparelhos que medem a saturação de oxigênio do sangue e que podem salvar vidas de pacientes nos estágios iniciais da doença. A Central Única das Favelas participa da iniciativa, que tem o apoio da Embraer, Boticário, Ultra, Gol, Klabin e banco Voiter. O grupo de especialistas em saúde e liderado pelo médico Paulo ChapChap, diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês, doará os oxímetros considerados necessários para a campanha. O Todos pela Saúde já tem 104 mil desses aparelhos. Clóvis Arns, presidente da SBI, afirmou nesta segunda-feira que a campanha, batizada de Alert(ar), tem o objetivo de detectar o quanto antes um quadro chamado de hipoxia silenciosa, que é a falta de oxigênio no sangue – e que nem sempre é percebida pela falta de ar. A detecção precoce desse quadro permite que pacientes sejam hospitalizados e tratados numa fase cujos sintomas da covid-19 não requerem internações em UTI. “É frequente o paciente de covid ter hipoxia silenciosa”, disse Arns. “Esse aparelhinho pode salvar vidas.” Pércio de Souza, presidente do Instituto Estáter – que há uma década tem projetos dedicados à infância e que na pandemia passou a dedicar parte do seu tempo aos dados sobre a pandemia – disse que nas próximas semanas os aparelhos já devem estar disponíveis em áreas pobres pelo país. A ideia é engajar agentes de saúde para que eles possam fazer as medições nos bairros e favelas onde atuam e, além desses profissionais, treinar voluntários e estudantes residentes. Souza, que assim como Arns falou com jornalistas na tarde desta segunda sobre a campanha, disse que cerca de 115 milhões de pessoas vivem em áreas onde a pandemia está ainda em fase ascendente. A intenção com a campanha é atingir os moradores de áreas pobres, principalmente os com mais de 60 anos e com problemas prévios de saúde, afirmou. Os detalhes da campanha ainda serão definidos em cada região. A iniciativa da Estáter e da SBI tem o apoio ainda da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade e Associação de Medicina Intensiva Brasileira.

  • As 10 melhores bandas fictícias de rock na TV e no cinema
    Canaltech

    As 10 melhores bandas fictícias de rock na TV e no cinema

    O universo das séries e filmes também pode ser muito musical, nos apresentando incríveis bandas de rock fictícias que podem ser tão boas quanto grupos reais, seja com inspirações clássicas ou com a colaboração de quem entende

  • Gasolina adulterada importada pela Petrobras leva a suspensão de voos da aviação executiva
    Folhapress

    Gasolina adulterada importada pela Petrobras leva a suspensão de voos da aviação executiva

    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Problemas de qualidade em combustível de aviação importado pela Petrobras já provocam desabastecimento em ao menos 19 aeroportos brasileiros, limitando a operação de pequenas aeronaves por todo o país. As vendas do produto foram interrompidas pela Petrobras no sábado (11), depois de alertas feitos por pilotos e proprietários de aviões. Eles identificaram corrosão e derretimento de peças do sistema de combustível dos aviões, levando a Aopa (Associação dos Pilotos e Proprietários de Aeronaves) a emitir no sábado recomendação para suspender as operações de aviões e helicópteros de pequeno porte. O problema não afeta a aviação comercial, já que os aviões movidos a turbinas utilizam outro combustível, o querosene de aviação. Mas cria dificuldades para aviação executiva, pulverização de defensivos agrícolas e empresas que fazem aviação médica. Até o momento, não há relatos de acidentes causados pelos problemas na gasolina, mas especialistas no setor suspeitam que o problema possa estar por trás da queda de uma pequena aeronave perto do campo de Marte, em São Paulo, na última quarta (8), deixando uma vítima fatal. Em nota, a Petrobras informou que interrompeu preventivamente as vendas de um lote de gasolina de aviação importada depois que testes realizados em seu centro de pesquisas identificaram a presença de componentes químicos diferentes dos verificados em lotes anteriores. "A Petrobras estuda a hipótese da variação da composição química ter impactado os materiais de vedação e revestimento de tanques de combustíveis de aeronaves de pequeno porte", escreveu a empresa, defendendo, porém, que o produto atende às especificações da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis). Os alertas de pilotos começaram em junho, em redes sociais e grupos de Whatsapp que reúnem colegas de profissão. Em vídeos, mostravam peças danificadas e acúmulos de sujeira em partes do sistema de combustível das aeronaves. Na quarta, a Aopa emitiu uma primeira nota sobre o tema, recomendando maior rigor nas inspeções. A entidade solicitou à Petrobras, via Lei de Acesso à Informação, detalhes sobre o lote que apresentou problemas, como a origem, como foi feito o transporte e para quem foi vendido no Brasil. Pediu ainda os resultados dos laudos de conformidade do combustível. O piloto e advogado especialista em direito aeronáutico Rodrigo Duarte diz que a legislação determina que amostras de combustível seja analisadas em todas as instalações pelas quais o produto passa. "São muitos testes e nenhum desses testes apontou a presença do contaminante", diz ele. O Brasil não produz gasolina de aviação desde 2018, quando a única unidade de refino que fazia o produto, localizada em Cubatão (SP), entrou em obras. Assim, todo o fornecimento é importado e, portanto, passa por navios, terminais de importação, tanques e caminhões até chegar ao consumidor final. A ANP e a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) criaram um grupo de trabalho para investigar o problema. No texto, a Anac recomenda que proprietários que tenham verificado histórico ou evidências de contaminação "busquem imediatamente uma oficina de manutenção aeronáutica credenciada". Até esta segunda (13), a agência que regula o setor aéreo diz ter recebido 67 relatos de problemas relacionados à contaminação do combustível. "Todo esse trabalho de mapeamento dos riscos para a aviação geral vem sendo feito em estreita parceria com a Aopa e com outros grupos do setor". Como os relatos vêm de todo o Brasil, o setor suspeita que a contaminação tenha ocorrido antes da entrega do produto às distribuidoras pela Petrobras. Nesta segunda, BR Distribuidora, Raízen e Air BP anunciaram a suspensão das vendas dos volumes que mantém em seus tanques pelo país. O Comaer emitiu 19 boletins nesta segunda sobre falta do produto em aeroportos brasileiros, mas o setor diz que o número de afetados é maior. Empresas de aviação agrícola dizem que o efeito da crise é amenizado pelo fato de que o país está em entressafra, com a maior parte das aeronaves em solo. Procurado pela Folha, o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) disse que as investigações sobre a queda da aeronave em São Paulo na semana passada ainda estão em curso.

  • Hope Mars: Emirados Árabes lançam missão a Marte nesta terça (14); veja ao vivo
    Canaltech

    Hope Mars: Emirados Árabes lançam missão a Marte nesta terça (14); veja ao vivo

    Os Emirados Árabes Unidos farão o lançamento de sua primeira missão interplanetária no dia 14 de julho. A Hope Mars tem como principais objetivos estudar a atmosfera global do Planeta Vermelho e inspirar o povo árabe, principalmente os jovens, a inovar

  • Valor Econômico

    Correção: OCDE vê mais 16 milhões de latino-americanos na pobreza extrema em 2020

    Secretário-geral da organização cobra “pacto para avançar em sistema de proteção social” Nota publicada anteriormente tinha um erro: a OCDE prevê um acréscimo de 28 milhões de latino-americanos vivendo na pobreza neste ano, e não 18 milhões. A seguir, a íntegra corrigida: O secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), José Ángel Gurría, afirmou nesta segunda-feira que a crise causada pela covid-19 mostrou que os mecanismos de proteção social são insuficientes e que “saúde e economia não se contrapõem”. “É um falso dilema”, disse Gurría em Cúpula Ministerial Virtual da OCDE sobre Inclusão Social para a América Latina e o Caribe, que visa debater os impactos da pandemia na região. “É preciso um pacto entre Estado, mercado e sociedade até para avançar, por exemplo, em um sistema de proteção social que cubra todos os trabalhadores e mais vulneráveis”, destacou. Segundo ele, poderá haver neste ano um acréscimo de 28 milhões de latino-americanos vivendo na pobreza e de 16 milhões na pobreza extrema. Gurría frisou ainda que um a cada cinco jovens na região da América Latina e Caribe está desempregado, três vezes mais que o dos adultos. Pixabay Gurría ressaltou que a pandemia leva os países à uma nova discussão sobre a discussão por informalidade e inclusão social na região. Para o secretário-geral da OCDE, antes mesmo da crise, os países latino-americanos já sofriam com desemprego, informalidade e com o aumento da pobreza extrema, o que só piorou com o distanciamento social. “Isso piorou com medidas de distanciamento, tensões comerciais e disrupção de cadeias de valor”, avalia Gurría. “O espaço fiscal é limitado para atuação na região. Nesse complexo panorama, a crise está afetando lugares mais pobres”, contou. Para o secretário-geral, os mais vulneráveis são os trabalhadores informais, e o alto nível de informalidade também limita a contenção do vírus. “Covid-19 pode afetar outros grupos mais vulneráveis, como mulheres e índios”, contou. “Espera-se que um em cada cinco esteja desempregado [na região] em 2020.” Ele ressaltou que essa é a oportunidade de promover reformas para um crescimento mais inclusivo. “Temos que repensar modelo atual, que por décadas gerou a atual desigualdade. É preciso novo pacto entre mercado, Estado e sociedade”, frisou. Segundo Gurría, com a crise, muitos países precisaram, mesmo com dificuldades, ampliar os gastos fiscais. Ele ressaltou que, no Brasil e na Argentina, o gasto está no mesmo patamar que o de países da OCDE, diferente de outros países da região, onde esse gasto ainda é baixo por essa comparação.

  • Cotação das moedas
    Folhapress

    Cotação das moedas

    Coroa (Suécia) - 0,5853 Dólar (EUA) - 5,3486 Franco (Suíça) - 5,684 Iene (Japão) - 0,04988 Libra (Inglaterra) - 6,7467 Peso (Argentina) - 0,07509 Peso (Chile) - 0,00679 Peso (México) - 0,2385 Peso (Uruguai) - 0,1225 Yuan (China) - 0,7645 Rublo (Rússia) - 0,0758 Euro (Unidade Monetária Europeia) - 6,0787

  • Números do mercado financeiro
    Folhapress

    Números do mercado financeiro

    DÓLAR compra/venda Câmbio livre BC - R$ 5,3480 / R$ 5,3486 ** Câmbio livre mercado - R$ 5,382 / R$ 5,384 * Turismo - R$ 4,950 / R$ 5,560 (*) cotação média do mercado (**) cotação do Banco Central Variação do câmbio livre mercado no dia: 1,140% OURO BM&F;R$ 309,95 BOLSAS Bovespa (Ibovespa) Variação: -1,33% Pontos: 98.697 Volume financeiro: R$ 28,547 bilhões Maiores altas: IRB Brasil ON (5,56%), CSN ON (3,92%), Engie Brasil ON (2,47%) Maiores baixas: Ambev S/A ON (-5,72%), Cyrela ON (-5,32%), Grupo Natura ON (-5,07%) S&P; 500 (Nova York): -0,94% Dow Jones (Nova York): 0,04% Nasdaq (Nova York): -2,13% CAC 40 (Paris): 1,73% Dax 30 (Frankfurt): 1,32% Financial 100 (Londres): 1,33% Nikkei 225 (Tóquio): 2,22% Hang Seng (Hong Kong): 0,17% Shanghai Composite (Xangai): 1,77% CSI 300 (Xangai e Shenzhen): 2,10% Merval (Buenos Aires): 1,14% IPC (México): -0,14% ÍNDICES DE INFLAÇÃO IPCA/IBGE Fevereiro 2019: 0,43% Março 2019: 0,75% Abril 2019: 0,57% Maio 2019: 0,13% Junho 2019: 0,01% Julho 2019: 0,19% Agosto 2019: 0,11% Setembro 2019: -0,04% Outubro 2019: 0,10% Novembro 2019: 0,51% Dezembro 2019: 1,15% Janeiro 2020: 0,21% Fevereiro 2020: 0,25% Marco 2020: 0,07% Abril 2020: -0,31% Maio 2020: -0,38% Junho 2020: 0,26% INPC/IBGE Fevereiro 2019: 0,54% Março 2019: 0,77% Abril 2019: 0,60% Maio 2019: 0,15% Junho 2019: 0,01% Julho 2019: 0,10% Agosto 2019: 0,12% Setembro 2019: -0,05% Outubro 2019: 0,04% Novembro 2019: 0,54% Dezembro 2019: 1,22% Janeiro 2020: 0,19% Fevereiro 2020: 0,17% Março 2020: 0,18% Abril 2020: -0,23% Maio 2020: -0,25% Junho 2020: 0,30% IPC/Fipe Fevereiro 2019: 0,54% Março 2019: 051% Abril 2019: 0,29% Maio 2019: -0,02% Junho 2019: 0,15% Julho 2019: 0,14% Agosto 2019: 0,33% Setembro 2019: 0,00% Outubro 2019: 0,16% Novembro 2019: 0,68% Dezembro 2019: 0,94% Janeiro 2020: 0,29% Fevereiro 2020: 0,11% Março 2020: 0,10% Abril 2020: -0,30% Maio 2020: -0,24% Junho 2020: 0,39% IGP-M/FGV Fevereiro 2019: 0,88% Março 2019: 1,26% Abril 2019: 0,92% Maio 2019: 0,45% Junho 2019: 0,80% Julho 2019: 0,40% Agosto 2019: -0,67% Setembro 2019: -0,01% Outubro 2019: 0,68% Novembro 2019: 0,30% Dezembro 2019: 2,09% Janeiro 2020: 0,48% Fevereiro 2020: -0,04% Março 2020: 1,24% Abril 2020: 0,80% Maio 2020: 0,28% Junho 2020: 1,56% IGP-DI/FGV Fevereiro 2019: 1,25% Março 2019: 1,07% Abril 2019: 0,90% Maio 2019: 0,40% Junho 2019: 0,63% Julho 2019: -0,01% Agosto 2019: -0,51% Setembro 2019: 0,50% Outubro 2019: 0,55% Novembro 2019: 0,85% Dezembro 2019: 1,74% Janeiro 2020: 0,09% Fevereiro 2020: 0,01% Março 2020: 1,64% Abril 2020: 0,05% Maio 2020: 1,07% Junho 2020: 1,60% SALÁRIO MÍNIMO Janeiro 2020: R$ 1.039,00 Fevereiro 2020: R$ 1.045,00

  • Valor Econômico

    Bolsas de NY recuam após Califórnia suspender reabertura da economia

    Dos três principais índices de Nova York, somente o Dow Jones fechou em leve alta de 0,04%; S&P; 500 recuou 0,94% e o Nasdaq, 2,13% As bolsas de Nova York perderam os fortes ganhos do dia na reta final do pregão desta segunda-feira (13) após eventos inesperados que surgiram durante a tarde, com destaque sobretudo para o anúncio do governo da Califórnia anunciando novo fechamento de estabelecimentos com atividades em ambientes internos, como restaurantes, bares, cinemas, academias de ginástica, salões de cabeleireiros, igrejas e museus. A decisão foi tomada diante do aumento persistente de casos de covid-19 no Estado. Após a forte alta acima de 1% na primeira metade da sessão, estimulada pela temporada de balanços corporativos do segundo trimestre, na qual os investidores sinalizaram esperar resultados menos sombrios do que os previstos, a notícia sobre o fechamento de estabelecimentos na Califórnia varreu os ganhos. O Dow Jones terminou o dia em leve alta de 0,04%, a 26.085,80 pontos, mas os demais índices de Wall Street não resistiram. O S&P; 500 fechou em queda de 0,94%, a 3.155,22 pontos, e o Nasdaq, que renovou a máxima intradiária ao atingir 10.824,78 pontos, virou completamente e fechou com perdas de 2,13%, a 10.390,84 pontos. Pouco antes da notícia da Califórnia, a volatilidade já havia sido engatilhada depois que o presidente do Federal Reserve de Dallas, Robert Kaplan, disse que os empréstimos concedidos pelo banco central americano às empresas não serão dados por tempo indefinido, sinalizando que podem diminuir, caso a economia melhore. Destaques Além disso, as ações da Tesla influenciaram no primeiro movimento de correção do dia. Depois de subirem 14%, as ações da empresa oscilaram entre perdas e ganhos e fecharam em queda de 3%. O VIX, índice que mede a volatilidade no S&P; 500 conhecido como “termômetro do medo” em Wall Street, subiu 17,96% nesta segunda-feira e foi a 32,19 pontos. Amanhã o dia também deve ser agitado em Nova York diante da abertura praticamente oficial da temporada de balanços de lucros do segundo trimestre, período em que a economia foi severamente afetada pelas paralisações causadas pela pandemia do novo coronavírus, principalmente na primeira parte do período. Estão programados balanços importantes do setor financeiro, como os do J.P. Morgan, do Citigroup e do Wells Fargo. A Pepsico já divulgou os seus resultados nesta segunda com dados melhores do que o esperado. A companhia afirmou que ganhou US$ 1,32 por ação, uma vez que a receita caiu 3,1%, para US$ 15,95 bilhões. Analistas esperavam ganhos de US$ 1,25 por ação e receita de US $ 15,37 bilhões. A empresa, contudo, se recusou a dar uma perspectiva financeira para o ano, mas sua garantia quanto aos pagamentos dos dividendos ajudou a elevar as ações em 2,43% nas negociações de pré-mercado — os papéis da companhia fecharam o pregão de hoje em alta de 0,33%, cotados a US$ 134,91. No geral, analistas esperam que os lucros das empresas listadas nas bolsas de Nova York caiam entre 40% e 50%, mas as projeções ajustadas para baixo podem trazer resultados surpreendentes capazes de ajudar os índices a se levantarem depois da queda de hoje. “Mesmo que vejamos alguns números desfavoráveis, os investidores ainda podem encontrar motivos para otimismo”, explica o analista da Oanda, Craig Erlam. Porém, ele deixa um questionamento em sua nota diária enviada a clientes. “A pergunta é: A barra foi ajustada o suficiente? E o que as empresas terão a dizer sobre o que está por vir? Muitos se recusaram a oferecer orientação há três meses e todo mundo perdoou, talvez não aconteça o mesmo desta vez, especialmente acompanhando o que será um número horrível”.

  • Valor Econômico

    Mourão diz que CPMF tornou-se ‘o Grande Satã’, mas precisa ser discutida

    “O presidente [Bolsonaro] é contra, mas tem que ser discutido [no Congresso]”, defendeu o vice O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta segunda-feira que o Congresso terá de discutir a reforma tributária mais cedo ou mais tarde e que o tema deverá ser enfrentado "sem preconceitos", inclusive em relação à possibilidade de criação de um imposto sobre transações financeiras, uma espécie de nova CPMF, a chamada Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira. "Em relação à tributária, temos uma proposta no Senado e uma na Câmara, são variações em torno do mesmo tempo. A nossa proposta que vinha sendo costurada até a saída do Marcos Cintra era a proposta do IVA dual e aí entrava a questão do imposto de transações financeiras, que parece ser o Grande Satã da reforma tributária", disse Mourão em live transmitida por uma corretora de investimentos. "Conheço vários deputados e senadores que defendem essa questão do imposto único. Esse assunto tem que ser discutido sem preconceitos e o local para a discussão é o Congresso. Mais cedo ou mais tarde, essa discussão vai ter que ser colocada na mesa. O presidente [Jair Bolsonaro] é contra [uma nova CPMF], tá bom, mas tem que ser discutido", complementou. No começo da noite, ao deixar o Palácio do Planalto, Mourão reforçou a defesa da discussão do assunto. "Existe preconceito em relação a imposto sobre transações financeiras, face ao passado da CPMF, muita gente é contra. Mas tem gente no Congresso que é a favor também, então qual o local para fazer isso? É o Congresso, né? Faz consulta pública, chamem os principais tributaristas, debatam e tomem uma decisão", afirmou. Mourão disse não ter uma posição consolidada sobre o tema. "Eu não tenho uma ideia fixa a esse respeito, não cheguei a uma conclusão se é o melhor ou o pior, mas é algo que tem que ser discutido", afirmou. "Não é porque o presidente é contra que não tem que ser discutido. Uma coisa é discutir o assunto. Outra coisa é ser a favor ou contra." Na live, o vice também afirmou que, somente a partir da mudança no sistema tributário, o Brasil poderá discutir a eventual redução dos impostos. "Nosso sistema tributário é complicado. A ideia que havia antes é que tivesse uma substituição paulatina do sistema tributário, de forma que fosse mantido um certo equilíbrio até que se conseguisse partir para o que todo mundo deseja: ampliar a base de pagamento, reduzir ao mínimo possível a sonegação e, aí sim, termos condições de discutir redução da carga tributária", disse. Sergio Lima/Bloomberg Centrão O vice-presidente também defendeu a aliança do governo Jair Bolsonaro e com o Centrão, grupo de partidos na Câmara conhecido pela sede por cargos. Para Mourão, a aproximação é "sadia" e "correta". "Tivemos um período meio conturbado entre Legislativo, Executivo e Judiciário, mas essas tensões foram reduzindo. Nosso presidencialismo tem que ter uma base no Congresso. Sem uma base, dificilmente vamos conseguir aprovar os projetos mais importantes. A aproximação com os partidos de centro é uma aproximação que considero sadia e correta", concluiu.

  • Valor Econômico

    Cautela com pandemia intensifica busca por proteção do dólar

    O solavanco na reabertura econômica da Califórnia – maior Estado do país em termos de contribuição para o PIB americano – intensificou a busca por proteção do dólar em um dia que as moedas latino-americanas já sofriam com uma certa cautela. O anúncio de novas medidas de restrição devido ao aumento de casos da covid-19 adiciona incertezas sobre o ritmo de recuperação econômica dos Estados Unidos, levando ao tombo de ativos de risco. Por aqui, o dólar comercial fechou em alta de 1,28%, aos R$ 5,3890, bem próximo da máxima no dia, de R$ 5,3925. Como resultado, o real teve um dos piores desempenhos da sessão numa lista das principais divisas globais, com uma perda bem próxima a do peso mexicano, que viu o dólar se valorizar cerca de 1,40% no fim da tarde. O nervosismo tomou conta do mercado depois que o governador da Califórnia, Gavin Newsom, ordenou o fechamento de todos os estabelecimentos com operações internas, como restaurantes, bares e cinemas, enquanto os casos da covid-19 continuem subindo no Estado. Vale dizer, porém, que a preocupação com o aumento de casos da doença em diversas regiões do mundo já trazia pressão para o dólar desde cedo nos mercados latino-americanos. Para os analistas da Capital Economics, a disseminação contínua do coronavírus significa que a recuperação econômica da América Latina será mais lenta do que na maioria das outras regiões. “E o fraco estado das finanças públicas nas maiores economias, principalmente Brasil e México, significa que um retorno à austeridade é provável quando a crise terminar, retendo a demanda”, afirmam em relatório. E tendo em vista a liquidez elevada do mercado brasileiro e o ambiente de juros baixos por aqui, o real acaba sofrendo com maior intensidade por causa da demanda por “hedge” (proteção), que é montado numa posição favorável ao dólar e contrária a divisa brasileira. Na avaliação do estrategista-chefe do banco Mizuho no Brasil, Luciano Rostagno, as notícias em torno da pandemia da covid-19 não são positivas e ainda inspiram cautela no mercado. Algumas regiões nos Estados Unidos e em outras partes do mundo têm registrado novo aumento de casos de contágio. Isso implica em alta do dólar contra o real, apesar do avanço de bolsas pelo mundo. Rostagno explica que o ganho dos mercados de ações vai além da dinâmica da pandemia. “Nas bolsas, tem a questão de todos os estímulos que foram inseridos na economia e o ambiente de juros baixos”, explica o profissional. Já o câmbio brasileiro fica para trás, sendo usado para operações de “hedge”, já que não teria uma tese tão sólida de investimento. Gestores de fundos multimercados, por exemplo, têm mostrado uma visão mais neutra no câmbio. É o caso da Quantitas, que vê vetores em direções opostas para a moeda local. Por um lado, os juros baixos e o crescimento lento jogam contra o real, mas elevação de liquidez global e equilíbrio em conta corrente contribuiriam para a moeda. Em bolsa, a gestora mantém posição comprada, explicada não pelo otimismo com atividade, mas sim pela elevação da liquidez global e fluxos da renda fixa para renda variável. O foco, assim, é em alocações que impliquem em exposição a ativos reais sólidos. Pixabay