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    Folhapress

    Bolsonaro defende privatizações e teto de gastos após debandada na Economia

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - No dia seguinte à "debandada" de dois secretários do Ministério da Economia insatisfeitos com travas à agenda liberal, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu nas redes sociais as privatizações de empresas deficitárias e o teto de gastos, mas minimizou a ação de outros ministros pela flexibilização da principal âncora fiscal do governo. "O estado está inchado e deve se desfazer de suas empresas deficitárias, bem como daquelas que podem ser melhor administradas pela iniciativa privada. Privatizar está longe de ser, simplesmente, pegar uma estatal e colocá-la numa prateleira para aquele que der mais 'levá-la para casa.' Para agravar o STF decidiu, em 2019, que as privatizações das empresas 'mães' devem passar pelo crivo do Congresso", escreveu Bolsonaro no Facebook nesta quarta-feira (12), referindo-se a um julgamento do Supremo que barrou a venda de estatais sem anuência do Parlamento, mas que liberou a desestatização de subsidiárias apenas por decisão do Executivo. "Debandada" foi um termo utilizado pelo próprio ministro Paulo Guedes (Economia) para se referir ao pedido de demissão, na terça-feira (11), de dois de seus secretários especiais: Salim Mattar (Desestatização) e Paulo Uebel (Desburocratização). Ambos decidiram deixar a equipe econômica por verem poucos avanços em suas agendas, no caso as privatizações e a reforma administrativa, respectivamente. As saídas renovaram as dúvidas sobre as credenciais liberais do governo Bolsonaro, que se encontra pressionado pela paralisação econômica causada pela crise do coronavírus e pelo pleito de auxiliares por aumento de gastos para obras em meio à pandemia, algo que conta com a oposição de Guedes. O ministro da Economia se opõe a novas despesas que extrapolem o teto de gastos. Na mensagem publicada nas redes sociais, Bolsonaro fez outro aceno a Guedes e disse que "nosso norte continua sendo a responsabilidade fiscal e o teto de gastos". Ele minimizou, no entanto, os pleitos de outros ministros por mais dinheiro para investimentos. "Num orçamento cada vez mais curto é normal os ministros buscarem recursos para obras essenciais. Contudo", escreveu Bolsonaro. Embora não tenha citado nominalmente os ministros na mensagem, os principais auxiliares que buscam mais recursos para obras no governo são Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e Tarcísio de Freiras (Infraestrutura). O movimento conta ainda com apoio de militares. Conforme a Folha de S.Paulo mostrou nesta terça, o plano envolvia gastos de R$ 35 bilhões em obras que estourariam o teto, regra que atrela o aumento da despesa de um ano à inflação do anterior. Mas Bolsonaro atendeu o chefe da equipe econômica e determinou que as despesas não sejam feitas nesse montante. Segundo pessoas que participaram das negociações, houve um acordo pelo qual apenas R$ 4 bilhões serão desembolsados em obras relacionadas à redução do impacto da pandemia no país. Bolsonaro também tentou tirar importância, na mensagem publicada nesta quarta nas redes sociais, da saída dos dois auxiliares de Guedes. "Em todo o governo, pelo elevado nível de competência de seus quadros, é normal a saída de alguns para algo que melhor atenda suas justas ambições pessoais. Todos os que nos deixam, voluntariamente, vão para uma outra atividade muito melhor". Ele concluiu o texto destacando que a reforma da previdência foi aprovada em seu governo e as reduzidas taxas de juros; fez ainda referência ao fato de os reajustes com funcionalismo público estarem congelados até 2021. "O presidente e seus ministros continuam unidos e cônscios da responsabilidade de conduzir a economia e os destinos do Brasil com responsabilidade", finalizou.

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    Valor Econômico

    Medidas de liquidez implantadas pelo BC somam R$ 309 bi, segundo Campos Neto

    Balanço foi apresentado pelo presidente do Banco Central em evento fechado da Petrobras As medidas de provisão de liquidez implantadas pelo Banco Central (BC) desde o início da crise já liberaram R$ 309 bilhões, de acordo com apresentação do presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto. Ele participa nesta quinta-feira de evento virtual, fechado à imprensa, promovido pela Petrobras. Ao todo, as medidas têm potencial de de liberarem R$ 1,274 trilhão em liquidez. Dos R$ 309 bilhões, tiveram origem: R$ 135 bilhões em liberação de compulsórios e índices de liquidez de curto prazo; R$ 70 bilhões em liberação adicional de compulsórios; R$ 2,2 bilhões em flexibilização de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA); R$ 37,7 bilhões em empréstimos com Letras Financeiras (LF) garantidas; R$ 23,2 bilhões em operações compromissadas com títulos soberanos brasileiros; R$ 15 bilhões com o novo Depósito a Prazo com Garantia Especial (DPGE); R$ 3 bilhões em empréstimos com lastro em debêntures; e R$ 22,9 bilhões em liberação de compulsório de poupanças. Já as dispensas de provisionamento por repactuação, que entram na categoria de liberação de capital, somaram R$ 786,5 bilhões. Outras medidas de liberação de capital foram: diminuição de overhedge (R$ 520 bilhões); redução do adicional contracíclico de capital principal (R$ 637 bilhões); redução do requerimento de capital no crédito para pequenas e médias empresas (R$ 35 bilhões); redução do requerimento de capital para instituições financeiras do segmento S5 (R$ 16,5 bilhões). O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participa de evento da Petrobras Marcelo Camargo/Agência Brasil Em apresentação ontem, Campos Neto afirmou que as medidas de crédito já estão surtindo efeito. Em declarações recentes, o presidente do Banco Central já vinha indicando que os números preliminares da atividade sinalizavam para um impacto menos intenso da pandemia na economia. Para ele, o país tem condições de alcançar uma retomada mais rápida do que as demais economias emergentes.

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    Valor Econômico

    Azul e Latam começam a operar 35 voos compartilhados

    O acordo será ampliado para mais 29 voos até fim do mês Edilson Dantas / Agencia O Globo As companhias aéreas Azul e Latam Brasil, que anunciaram em 16 de junho um acordo de codeshare para 64 rotas domésticas no Brasil, detalham hoje, em comunicado, como esse compartilhamento de voos está começando a funcionar. Das 35 rotas que estão à venda a partir desta quarta-feira (de agosto), 23 serão feitas pela Azul enquanto 12 serão operadas com aviões da Latam. “Até o fim de agosto, as companhias também iniciarão as vendas de outras 29 rotas do acordo, sendo 12 operações da Azul e 17 da Latam”, informam as empresas nesta manhã. O acordo, agora, prevê pousos e decolagens nos aeroportos de Brasília (BSB), Belo Horizonte (CNF), Recife (REC), e Campinas (VCP), chegando, posteriormente, aos aeroportos de Porto Alegre (POA), Curitiba (CWB) e São Paulo - Guarulhos (GRU). As duas empresas também acordaram que os voos compartilhados abrangem seus respectivos programas de fidelidade. Isso permite que “12 milhões de associados do TudoAzul e 37 milhões de membros do LATAM Pass possam acumular pontos no programa de sua escolha”.